Pátria e amadas, salve! salve!

“Estudo relaciona curvas femininas à inteligência dos filhos. Os pesquisadores Stephen Gaulin, da Universidade da Califórnia, e William Lassek, da Universidade de Pittsburgh, usaram dados do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde, nos Estados Unidos, para fazer o estudo e descobriram que a relação cintura-quadril das mães estava diretamente relacionada ao desempenho delas e dos filhos em testes de cognição.”

“Quanto mais gordura acumulada na parte inferior do corpo das mães, e não na cintura, melhor eram as notas nas provas.”

“Coxas e quadris fartos guardam nutrientes essenciais que alimentam o cérebro e podem produzir crianças inteligentes também”, disse Gaulin ao jornal The Daily Telegraph.”

Então, sendo assim, salve o Brasil e a mulher brasileira!

 

 

 

 

{O artigo “Estudo … Telegraph” foi compilado do site:

 http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/11/071112_curvasinteligencia_is.shtml]

Auxílio – moradia

Vamos falar de números:

Todo parlamentar tem direito a receber o auxílio- moradia.

A Câmara vai gastar cerca de R$ 36,2 milhões com a reforma de 96 apartamentos funcionais, serão colocados nos apartamentos, entre outros, banheira de hidromassagem e triturador de alimentos.

A Coordenação de Habitação(*?) gasta 20% de seu orçamento com pequenos reparos nos apartamentos, 45% com serviços condominiais, como portaria, garagista e limpeza, inclusive nos 144 edifícios vazios, e 25% com manutenção de equipe Preve e água, os 10% restantes são de gastos com troca de eletrodomésticos e móveis.

E mais: Benefícios de moradia – Apartamentos funcionais – Na Câmara, 432 imóveis de 225 m². No Senado, são 72 apartamentos de 240 m², com as seguintes características: 3 quartos, escritório, sala, banheiros. Congresso fornece alguns móveis e eletrodomésticos.

Na Câmara, 224 imóveis estão ocupados e cerca de 200 estão em condições precárias (*?). No Senado, 69 estão ocupados e 3 precisam de reparos.

Auxílio-moradiaR$ 3 mil por mês na Câmara e R$ 3,8 mil no Senado, em valores brutos.

ATENÇÃO: Só 2,3% do Congresso abdicam do direito a apartamento funcional ou auxílio-moradia.

Agora, ainda sobre números, apenas algumas perguntas (há muitas outras)que não querem, não podem e não devem se calar, de jeito nenhum:

Qual o valor do salário mínimo?

Quanto ganha um professor rede pública?

Quanto ganha um médico da rede pública?

Quanto paga de aluguel, tirando do próprio bolso, claro, um cidadão “qualquer”?

E a prestação da casa própria, como faz o cidadão brasileiro para conseguir pagá-la?

Como consegue o cidadão, reles mortal, pagar o plano de saúde, embora já contribua a vida inteira para ter “benefícios”, entre eles, os que se referem à saúde?

Sei que qualquer brasileiro, aquele que paga suas despesas com o dinheiro suado, conseguido com seus esforços, saberá responder a estas questões e descobrirá estupefacto que tudo o que lhe foi ensinado sobre as questões matemáticas, desde como fazer uma conta, a mais elementar que seja, deve estar errado, muito errado!

Haverá alguma solução possível para estes confusos problemas de proporcionalidade?

 

Homem-aranha

Ao ver aquele rostinho de alegria, tão próprio da inocência, procurei saber quem era aquela figurinha fantasiada de homem-aranha, fazendo pose de “valente” para as câmeras e descobri que o menino da foto, com apenas 5 anos de idade, socorreu uma menina de 1 ano e 10 meses, durante incêndio na residência desta, na sexta-feira (09/11), em Palmeira, Santa Catarina, salvando-a de sofrer males maiores.
Quem sabe, os adultos, políticos ou não, seguissem o exemplo deste inocente e, vestindo suas roupas de heróis, viessem em socorro dos que precisam ser salvos dos descasos sociais e políticos que permeiam nossos tempos.

A maior de todas as marcas: a vaidade

Com certo atraso, reconheço, assisti ao filme O Diabo veste Prada, que foi baseado num best-seller da norte-americana Lauren Weisberger, que dizem ter vivido situação semelhante. A história, todos já sabem: Andrea é uma jovem que se muda para Nova York a fim de tentar uma carreira como jornalista. Ela consegue um emprego na maior revista de moda da cidade, a Runaway, comandada pela cínica, cruel e poderosa editora Miranda Priestly, a qual inferniza a vida de todos que com ela trabalham e, lógico, a isto se submetem.

Confesso que não me surpreendi muito com o que vi, pois a busca da carreira bem sucedida está sendo estimulada a todo o momento e pelos quatro cantos deste nosso mundo pós-moderno, no qual valores e relações afetivas são basicamente descartáveis, porque não são revertidas em lucros e, deste modo, não interessam ao mercado de capitais.

Eu não sei qual a marca preferida pelo diabo, mas se fosse arriscar um nome, diria que é a marca denominada Vaidade, como bem mostra o protagonista, em um outro filme: O Advogado do Diabo. Sabemos que a vaidade é a porta de entrada para todos os males, ou, se preferirmos, de todos os pecados, sendo esta a marca registrada de todos os diabos que tentam pontilhar as vidas de todos nós, pobres mortais.

No filme, cada nova “secretária-fantoche”, que iria atender diretamente a toda poderosa Miranda Priestly, era denominada “A nova Emily”, estas marionetes, como tantas outras, são facilmente descartáveis, e para que tal não aconteça, bastará às detentoras deste título, deixarem-se manipular, uma vez que, quem não se enquadrar neste jogo de poder, sedução, dinheiro e marcas exuberantes, está fora! Está “out”! sem dó nem pena (eles não sabem o que isto representa).

Então, se você não quiser desempenhar na vida o papel da mais “nova Emily”, do mais novo fantoche, tendo que agir como um “cavalo desembestado” para satisfazer desejos de outros e também os seus desejos puramente materiais ou ainda ver sua vida “ sem controle” algum, cuide-se mais, olhe-se mais e ouça o que diz Zaratustra: “*…olhar a vida sem cobiça, e não como cães, com a língua de fora.”, salivando, à espera do toque de uma campainha, à espera de migalhas que alimentem, exageradamente, a nossa terrível vaidade. (*NIETZCHE, Friedrich. Assim falou Zaratrusta. São Paulo: Martin Claret, 2002 p. 102)

Sortilégios

Máscara

O que buscas esconder com esta máscara?
Ou de quem te escondes?

Não adianta, menina, teu olhar revela a fêmea feiticeira
E,
Enquanto teus lábios parecem murmurar palavras de saudade,
Esta flor em teus cabelos revela a bailarina louca pra dançar
Assim,
Solte-se no mundo, ajude-o a girar com tua dança e teu balançar
Encante o ser amado e encante-se com ele, ainda que em sonhos,
Tire a máscara na hora que quiser ou quando ele pedir ou implorar
Então,
Revele-se por inteiro, mas revele sua alma primeiro,
Depois vá desnudando a paz que há por trás de teu olhar
Deixe cair os sete véus do amor, faça esta dança porque
A vida é curta, mas como é longo o teu cantar, viva!
E,
Espalhe, pelo mundo, muitos  sortilégios de amar.

Amém!

Na origem, o nome Caim está associado a “provocar ciúme”, e, assim é que, biblicamente, quando os irmãos Abel e Caim levaram suas oferendas para Deus, o segundo sentiu-se preterido pelo pai, pois este “… não olhou com agrado para Caim nem para a sua oferta. Caim ficou muito irritado e andava de rosto abatido.” (Gênesis 4:5 ), ou seja, ficou enciumado, teve inveja do irmão e apesar do aviso divino, Caim resolveu assassinar o seu irmão Abel e executou o seu plano.

Vejo, com tristeza que o ciúme e a inveja continuam guiando mentes, mãos e corações desavisados, ao ler esta notícia: “Um jovem de 17 anos confessou ter matado ontem o irmão de 13 anos, em Área Alfa (DF)”.

O motivo do crime? Ciúmes , inveja, pois o suposto autor do crime disse que tinha ciúmes do irmão, que era o preferido do pai. Há também outro elemento nesta triste história , o suposto assassino “contou que tinha planejado seqüestrar o irmão para obter do pai R$ 45 mil de resgate e com esse dinheiro fugir com a meia-irmã, de 13 anos, com quem tinha um relacionamento amoroso”.

É, a simbólica história bíblica, infelizmente, se repete, provando-nos o caminho longo que ainda precisamos percorrer para evoluirmos espiritualmente, assim, por enquanto, para que estes sentimentos mesquinhos se afastem de nós, irmãos, só nos resta rezar:

Pai, não nos deixeis cair em tentações, especialmente nas tentações que nos fazem caluniar, ferir e matar e guiai nossos corações para o amor. AMÉM!

Escravidão

“Guardiões da humanidade”, nossos vizinhos do andar superior, com a superioridade delegada pelo poder econômico, comandam o mundo, fiscalizam, reprovam e exploram, de forma velada ou revelada todos os que estão na parte de baixo do mapa ou abaixo do que se determinou como riqueza, a econômica.

Ainda que, em muitos países pertencentes ao bloco denominado “inferior”, (segundo critérios econômicos- financeiros) existam muitas riquezas, que ainda não foram transformadas em moeda corrente valorizada, ou seja, não estão em bancos internacionais ou não fazem parte de Wall Street ou não aparecem na Nasdaq, aquietemo-nos, logo, logo, a varinha mágica das grandes potências há de tocar-lhes a fronte e, então, tudo se transformará em moeda, em divisa.

Os pensamentos até aqui expostos, nasceram, após a leitura desta notícia que nos chamou a atenção: “Deputados dos EUA discutirão trabalho escravo no Brasil”, esta atitude seria louvável, se não fosse invasiva. Será que não temos fiscalização, policiamento e autoridade em nosso país, necessitando, assim, que os nossos caridosos e humanitários vizinhos precisem invadir nosso território, para resolver nossos problemas?

Sei não.

Impuseram-nos costumes, invadiram a nossa cultura e principalmente, invadiram nosso território lingüístico e estas também são formas de escravizar outros povos, apagando-lhes os traços de identidade, fazendo nossa gente acreditar que somos menos valorosos do que os que moram no andar superior. Querem uma prova disto, façam uma visitinha a um bairro famoso, da zona Oeste, no Rio de Janeiro.

A língua francesa já se misturou à língua portuguesa e deixou heranças, mas, a invasão da língua francesa veio pela mão da vaidade, uma vez que foi ditada pela moda e pelo modismo, nos dois casos, o uso de termos em outra língua era/é símbolo de “status”, hoje, embora com novos contornos, dominar a língua inglesa ou empregá-la como nome de produtos ou de lojas, significa fazer parte dos bem-aventurados, dos afortunados, dos escolhidos, dos que hão de vender mais e dos que hão de comprar um produto com um nome, que, às vezes, eles nem sabem o que significa.

Cuidado, meu povo, para “eles”, os do andar superior (aqui na terra mesmo), o resto é o resto, basta vermos o que acontece nos locais de embarque de seus aeroportos.

Então, como explicar que quem explora o mundo e todo mundo, invadindo espaços, escravizando culturalmente outros povos, impondo-lhes costumes, maneiras de viver e, principalmente, fazendo com que outros povos comecem a desvalorizar um de seus maiores patrimônios: a língua materna, tenha o direito de julgar outros povos?

No entanto, se for para o bem dos que sofrem com o absurdo da escravidão, venham, senhores Deputados dos EUA, mas, por favor, tirem os óculos da grandeza, coloquem os óculos da realidade e calcem as sandálias da humildade, e, sendo os senhores, o protótipo do mito do salvador, por favor: salvem os que sofrem com o absurdo da escravidão, seja ela de que tipo for.

Sem graça

Nestes tempos, em que a aviação civil passa por tantos problemas, um tanto incrédula, leio a seguinte notícia: um menino de 11 anos conseguiu embarcar sozinho, sem lenço e sem documento, em um avião e, assim, viajou de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá até São Paulo.

A notícia diz que esta viagem aconteceu porque ele brigou com um vizinho da mesma idade e queria mudar-se, deste modo, creio que tudo foi feito “sem grandes planejamentos”. Então, sem ser incomodado, ele se misturou aos passageiros e viajou sem o bilhete ou cartão de embarque, chegando até o aeroporto de Guarulhos.

Pensem bem : um menino conseguiu viajar sem ser incomodado e… de graça! Isto parece coisa de cinema, mas é verdade e não ficção.

Imaginemos (toc! toc! toc!) que um louco, um fanático ou um bandido, com tempo suficiente para planejar, coloque em prática a idéia de entrar em um avião, a fim de cometer qualquer ato de loucura ou atentado, o que acontecerá?

Creiam-me, senhores passageiros, o resultado final de qualquer ação planejada por alguém mal intencionado, certamente, não terá a menor graça.

Deste modo, para a nossa segurança, só há um caminho, seguirmos as instruções e  apertar  os cintos, senhores passageiros!

As flores são assim…

A manhã chuvosa convidava à preguiça, mas como render- me ao convite, se as obrigações me aguardavam?

Foi a delicadeza de uma flor, que se abriu no meu pequeno “jardim”, reduzido a um jarro, que adiou o começo do trabalho que eu tinha de fazer, mas esta florzinha me mostrou que parar para admirá-la, não seria o fim do mundo, pois, se nasce uma flor em seu jardim, tudo mais pode esperar, e você precisa curtir este instante único.

Deixe este momento marcar-se em você, deixe a essência do instante impregnar-se em sua alma, para que a fragrância da nova flor vá tomando conta de todo o ambiente, inscrevendo-se no seu novo dia.

Permita que a graça da flor faça graça para os seus olhos, enquanto esta parece cuidar para que o seu dia seja o melhor de todos e para que você mergulhe de cabeça na dolce vita, onde o arco-íris de flores festeja a sua presença.

Estas metáforas da existência só comprovam que as flores pertencem ao grupo da beleza integral e, quem com elas compartilhar a paz, terá sua vida ancorada em harmonia, luz e amor, porque as flores são assim…

Viva!

Zumbis ao vivo Fui à passeata dos Zumbis. Gostei do que vi. Uma garotada divertindo-se, curtindo um dia que, por si só, carrega nos tons da tristeza, e que eles davam novo tom, o tom da descontração.

Algumas pessoas que assistiam à passeata, sugeriam que esta era, certamente, algum protesto: “Acho que foram atropelados, deve ser protesto contra as mortes no trânsito”, ou como disse o policial, ao ser informado de que era uma passeata de Zumbis, pelo dia de finados: “ Legal, bem que podiam aproveitar e protestar contra alguma coisa na política – lembrou ele.”, e estas passagens me fizeram pensar em, como estamos nos afastando do prazer e da a satisfação e, cada vez mais, nos desacostumando com a alegria.

Assim, antes que nos transformem totalmente em Zumbis, façamos passeatas, encontros e reuniões com este mesmo intuito, pois, urge salvarmos o prazer, a satisfação e a alegria, deixando-os bem vivos, enquanto ainda há tempo.