NÃO DEIXE A VIDA PASSAR

 NÃO DEIXE A VIDA PASSAR

 

NÃO DEIXE A VIDA PASSAR  (Autoria: Sônia Moura)

 

Não sei onde li ou ouvi esta frase: “Não passe a vida a recordar o que teve e a sentir-se mal pelo que não tem” e por um tempo ela ficou guardadinha em algum canto da memória, mas hoje, resolveu voltar com força total.

É verdade, “Não passe a vida a recordar o que teve e a sentir-se mal pelo que não tem”, porque, se  assim o fizer, um vazio irá tomar conta de seus pensamentos e sua vida será um completo isolamento, fazendo recuar toda a realidade, uma vez que todos os seus sonhos irão se dissolver, e a vida passará por você sem que a viva, de fato.

É preciso que se viva o aqui e o agora, pois, como a borboleta, precisamos sair dos nossos casulos, para a ressurreição, para a vida. 

 

Para melhor entendermos a profundidade deste pensamento: “Não passe a vida a recordar o que teve e a sentir-se mal pelo que não tem”, valhamo- nos do poema de Mário Quintana, o qual nos mostra que, embora a vida pareça ser a mesma, a cada segundo, ela se renova e se mostra como a página nova de um velho (ou novo) livro, então, para que ficar remoendo o passado e nem sofrendo pelo futuro, que nem sabemos se este virá e, se vier, não se sabe como ele será. 

                                

 Hoje é Outro Dia  (Mário Quintana)

 

                              Quando abro cada manhã a janela do meu quarto

                   É como se abrisse o mesmo livro

                       Numa página nova…

 

       NÃO DEIXE A VIDA PASSAR

 

ORACULAR

 

 ORACULAR

Oracular  (Autoria: Sônia Moura)

 

Era um famoso oráculo, lidava com numerologia, tarô e astrologia, num fim de tarde de um verão escaldante foi visitado por um representante de um novo grupo de rock,  a fim de que ela fizesse um estudo numerológico de dois nomes, pois um deles deveria ser o nome oficial de um grupo, formado por quatro irmãos, moradores de outra cidade que iria se lançar oficialmente no mundo musical, em breve.

Assim ele fez, jogou suas cartas, consultou os astros e fez o estudo numérico e concluiu que Eyebrow Bros. seria a melhor escolha, embora o segundo nome também fosse muito promissor.

 

O jovem agradeceu, pagou a consulta e seguiu para a sua cidade, e, lá chegando foi direto para o porão, onde os amigos do grupo já o esperavam ansiosos, para saberem qual o nome escolhido.

Cansado, Eduardo largou a papelada referente à última consulta do dia e foi dormir.

Às 23:30, chega à casa Jofre, o filho mais velho de Eduardo e vê sobre a mesa um papel com o nome Eyebrow Bros.

– Nossa! Pensou Jofre, este é um bom nome para o meu grupo de rock, acho que papai fez de propósito, ele é demais. Vai ver jogou as cartas e descobriu este nome maravilhoso para o meu grupo. Vou fazer-lhe duas surpresas, uma, será a primeira apresentação do nosso grupo, já com o novo nome, esta é a segunda surpresa. Nossa! É bom demais!

Imediatamente ligou para seu futuro empresário e contou-lhe sobre a “descoberta”. Do outro lado da linha, o novo futuro empresário adorou a ideia e, mesmo àquela hora da noite, correu para o escritório para preparar tudo para o lançamento do novo grupo, o que aconteceu quinze dias depois da consulta do outro grupo.

Os Eyebrow Bros. foi lançado, e, enquanto em uma cidade quatro rapazes estavam exultantes, numa cidade próxima, outro grupo se desesperava, pois alguém passara-lhes a perna e estava usando o nome que seria deles.

Os meninos que se sentiram lesados foram à luta e descobriram que o líder do grupo era filho do oráculo o qual lhes havia dito que a melhor escolha para nomear o grupo seria Eyebrow Bros. Vociferaram, gritaram, mas eles nada podiam fazer contra o homem que julgavam ter-lhes traídos.

Quase ao mesmo tempo, no dia do lançamento do grupo de seu filho, enquanto Jofre abraçava e beijava o pai, agradecendo – lhe pela indicação do nome, atordoado, um homem se desesperava, como iria explicar para o filho,  que ele estava enganado, ela não escolhera este nome, não consultara as cartas, os astros ou os números como ele pensava, este nome pertencia a outros.

Por outro lado, seu desespero aumentava, pois pensava de que forma estariam os outros meninos, certamente estariam pensando que ela era um trambiqueiro, um desonesto, – meu Deus, o que fazer?

Tentou falar com os meninos de ambos os lados, mas, ambos os grupos não quiseram ouvir suas explicações.

Sofreu muito, depois, sem saber o que fazer, o homem foi fazer o que sabia, consultou  seus astros e suas cartas e eles adiantaram para ele o que estava por vir, o  grupo que o consultara, e que adotou o segundo nome indicado por ele e passou a ser Código de Borras, faria tanto sucesso quanto o Eyebrow Bros.

Acertou em cheio e pode ver que, apesar do contratempo, todos ficaram muito felizes.

 

(Do livro: Minimamente Crônicas de Sônia Moura)

 

                                                             ORACULAR

 

Diálogos entre as cavernas de Platão e Saramago -INTERTEXTU[ATUAL]IDADES

 Diálogos dentro das cavernas de Platão e Saramago - INTERTEXTU[ATUAL]IDADES

   Diálogos entre as cavernas de Platão e Saramago – INTERTEXTU[ATUAL]IDADES

   (Autoria: Sônia Moura)

 

Uma obra nunca pertence a um só autor, a um só “dono”, uma vez que este autor “associa-se” a outros autores, leitores, textos, citações, ditos populares e a intertextualização acontece, acrescentando algo novo à nossa compreensão, apreensão e interpretação da obra literária, formando, então, uma nova corrente relacional na qual valores, tempos, espaços, personagens se encontram dando novos recortes teóricos aos textos, aproximados por uma aliança feita de polivalências e de polissemias, enriqueceras da narrativa.

A presença efetiva de um texto dentro de outro texto , as influências e confluências resultantes deste encontro não tiram, certamente, o comando do texto principal, pois em A Caverna, obra de José Saramago,  todos as intervenções de citações, frases feitas, anexins ou provérbios servem para destacar peculiaridades, assim como os dados postos como referências associam – se ao texto principal, cuja narrativa herdou-lhes sentidos lingüísticos e históricos, virando-os pelo avesso, esmiuçando-lhes e ampliando-lhes significados, apontando-lhes caminhos, invertendo –lhes perspectivas, subvertendo-lhes a ordem.

  Assim, Revitalizados dentro de nova estrutura textual-  A Caverna de Platão e A Caverna de Saramago são narrativas que permitem a interação dialógica, entre textos em que a forma de (re)transmissão de conhecimentos, de transgressão, de retomada de conhecimentos, denominada intertextualidade, ajuda- nos a participar de uma articulação arquetípica de sentidos e a inter-relação de significados, acessórios imprescindíveis, deixam fluir leituras inovadas e inovadoras, novos sentidos, novos sabores  e novos saberes.

A intertextualização entre as obras citadas acontece, por exemplo, quando observamos que na Caverna de Platão, a fogueira nunca se apaga, ao mesmo tempo, nos Centros (shoppings) as luzes também nunca se apagam… A intertextualidade da luz e da sombra, desviando-se dos duplos sentidos, dá realce à alegoria das cavernas e nos faz perguntar:

Seremos nós prisioneiros da sombra ou da luz? Seremos como as galinhas poedeiras que nunca sabem se é noite ou dia, por isto põem ovos sem parar? Assim, também, nós, consumidores, consumimos sem parar (ou nos consumimos sem parar).

Ou, acorrentados na Caverna de Platão ou na Caverna – Centro de Saramago, somos soldados aprisionados, e nossa tela plana é a parede da Caverna ou são as vitrines do Centro, nas quais drama, tragédia e comédia estão separados apenas pelo tempo?

 

(Parte do trabalho apresentado – UFF)

 

Diálogos dentro das cavernas de Platão e Saramago - INTERTEXTU[ATUAL]IDADES

 

FELIZ ANO NOVO!

FELIZ ANO NOVO!             FELIZ ANO NOVO!

(Autoria: Sônia Moura)

 

No novo ano, que já está chegando, desejo …

 

  • que eu possa dizer muitas vezes: “VOCÊ CAIU DO CÉU”, pois assim, terei a certeza de que meus amigos – anjos verdadeiros –  estarão sempre por perto, quando eu precisar e, por outro lado,  que eu também  abra muitas vezes os braços e o sorriso para ampará-los, nos momentos difíceis  ou para participar de todas a suas vitórias e alegrias.
  • que realmente “CADA MACACO FIQUE NO SEU GALHO”, respeitando o direito e a individualidade alheia, mas, se preciso for, que eu possa pular de galho em galho para socorrer àquele que de mim precise.
    • que ninguém me chame de “SANTINHA DO PAU OCO”, pois quero ser transparente e verdadeira com todos.
      • que nos finais de semana, o serviço de meteorologia preveja sempre: “NÉVOA BAIXA, SOL QUE RACHA” , para que possamos nos divertir nos finais de semanas, porque “NINGUÉM É DE FERRO”.
        • que a máxima “UM POR TODOS E TODOS POR UM”, contamine a humanidade, contagie os corações, assim, não precisaremos mais de guerras, de tratados para proteger a natureza, uma vez que todos irão se preocupar com todos e com tudo o que nos cerca.
          • que aqueles que desejam a felicidade, o amor e a paz, vençam àqueles só visam ao lucro fácil,sem comedimento, sem amor à vida, então os vencedores farão nascer um mundo mais harmônico e confirmando que “ QUEM RI POR ÚLTIMO, RI MELHOR”.
            • que todos aqueles que querem guerras, brigas ou lutas, sejam desmascarados e se convertam ao amor e  à paz, pois descobriremos que tudo não passou de balela, eles estavam só brincando, não querem mais guerra, e estes mesmos ex-brigões, dirão sorrindo: “CÃO QUE LADRA NÃO MORDE”.
              • que os pais, mestres, vovós, titios e babás estejam orientados à educação, sem repressão, dando limites aos pequeninos, para que, na idade adulta estes sejam pessoas de bem, sem os ranços daqueles que são criados sem orientação, e,  como diziam os mais velhos: “É DE PEQUENO QUE SE TORCE O PEPINO”, claro que não precisaremos torcer ninguém e sim, torcer por alguém, e ao invés de só nos perguntarmos: “- Que mundo deixarei para os meus filhos?”, também nos perguntemos: “ – Que filhos deixaremos para o mundo?”.
                • que os projetos sociais saiam dos gabinetes e tomem fôlego, abrindo oportunidades para muitos, uma vez que “ÁGUAS PARADAS NÃO MOVEM O MOINHO”, e o mundo precisa mover-se, para que todos tenham suas oportunidades.
                  • que tenhamos confiança e fé que este mundo pode ficar muito melhor, para tal, precisamos persistir, insistir e investir em boas ações, bons projetos e boas novas, porque “ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA”.
                  • que estejamos alerta contra a corrente do mal, infelizmente ela existe e está por aí, só para atrapalhar os bons planos coletivos ou individuais, e como dizem os religiosos é preciso orar e vigiar, logo é preciso “PESCAR O PEIXE, MAS FICAR DE OLHO NO GATO”.
                  • que os falsos profetas, aqueles que pregam bondade e decência, mas, às escondidas ou às claras mesmo, comentem falcatruas, roubos, corrupções ou abusam da fé alheia,  sejam imediatamente descobertos, desmascarados e punidos. Provando que “A MENTIRA TEM PERNAS CURTAS”,  e a partir do desmascaramento dos mesmos possamos navegar por águas claras, com ética e respeito ao próximo e também ao distante.
                  • Finalmente, desejo que todos os dias deste e de todos os anos de nossas vidas, joguemos no jardim ou no bosque dos nossos corações uma sementinha de amor, pois  se “DE GRÃO EM GRÃO, A GALINHA ENCHE O PAPO”, de grão em grão construiremos um mundo de paz e amor para todos.

                  LEMBREMO-NOS SEMPRE DO QUE NOS ENSINA ESTE PROVÉRBIO CHINÊS:  “Todas as lindas flores e os suculentos frutos do futuro dependem das sementes plantadas hoje.”

                   

                  FELIZ ANO NOVO!

                  (Autoria: Sônia Moura)

                   

                                                                           FELIZ ANO NOVO!

                   

                  ETERNIDADE

                                                                           ETERNIDADE

                  ETERNIDADE  (Autoria: Sônia Moura)

                   

                  Eternamente

                  Quero ser sua

                  Eternamante

                   

                  Eternamente

                  Quero ser sua

                  Namorante

                  Constante

                  Inconstante

                  Vibrante

                   

                  E, eternamente,

                  Quero deixar o tempo

                  Fazer de meu amor

                  A sua casa

                  Para que você

                  Se quede radiante

                  Ante

                  Os desejos mais brilhantes

                  Aqueles que só entendem

                  Os que são

                  Eternamente

                  Amantes

                   (Do livro: Poemas em Trânsito de SôniaMoura)

                   ETERNIDADE

                   

                   

                   

                  CONSTELAÇÃO DE AMOR

                   CONSTELAÇÃO DE AMOR

                  CONSTELAÇÃO DE AMOR  (Autoria: Sônia Moura)

                   

                  Sinto-me tão perdida

                  No meio desta constelação de amor

                  Tanto brilho, tanta luz

                  Mas não sei a mão que me conduz

                   

                  Procuro entender o amor

                  Mas a confusão entre o caos e a ordem

                  Faz na minha mente uma desordem

                  Hoje amo

                  Amanhã fujo

                  Depois de amanhã duvido

                  No outro dia, retorno

                  Por fim, me conformo

                  Com a luz a me ofuscar

                  O caminho a seguir

                   

                  Quero ficar

                  Mas também quero ir

                  Preciso relaxar

                  E deixar a vida fluir

                  Tentar baixar os volts da paixão

                  Acalmar meu coração

                  E aproveitar “o bom do amor”

                  Como dizia Cazuza

                  O grande versejador

                   

                   (Do livro: Reflexos Serenos de Sônia Moura)

                                                                                                    CONSTELAÇÃO DE AMOR

                  O EFÊMERO E O ETERNO

                                                                    O EFÊMERO E O ETERNO

                  O EFÊMERO E O ETERNO 

                  (Autoria: Sônia Moura)

                      ·       

                  ·        Efêmero foi aquele beijo que a menina-moça trocou no baile há tanto tempo. Eterna é a lembrança que ela guarda do jovem e do beijo, ainda hoje, aos oitenta anos.

                           .          

                  ·        Efêmera foi a dor que o jovem sentiu quando ela partiu sem poder lhe dizer sequer adeus. Eterna é a saudade daquele olhar, banhado em lágrimas, pois ela não queria partir.

                  .      

                  ·        Efêmera foi a ofensa jogada ao vento, na hora do desespero pela traição. Eterno é o peso do que foi dito injustamente e que ficou cravado em seu coração.

                  ·         

                  ·        Efêmera foi a injustiça que ela sofreu e perdeu o seu merecido lugar para outra. Eterna é a certeza de que a vida dá muitas voltas, pois a injustiça foi corrigida pelo destino e ela alcançou postos melhores em outra empresa.

                  ·         

                  ·        Efêmera foi a angústia da adolescência, quando se sentia rejeitada e ouvia dos colegas muitos apelidos pejorativos. Eterna é a lembrança da dor que aquelas palavras lhe causavam, ainda que hoje ela seja uma linda mulher.

                  ·         

                  ·        Efêmera foi a certeza de que ele seria o único amor de sua vida. Eterna é a certeza de que, de fato, para a jovem, ele foi o único amor de sua vida.

                  ·         

                  ·        Efêmera foi a tristeza da menina que se viu rejeitada pelos pais. Eterna é a certeza de que a ferida da rejeição sumiu, mas, a cicatriz pelo abandono ficará, para sempre.

                  ·         

                  ·        Efêmera foi a dúvida sobre o amor que ele dizia sentir por ela. Eterna é a constatação de que nem sempre as palavras dizem verdadeiramente o que vai no coração alheio.

                                                                              O EFÊMERO E O ETERNO

                                                                         

                   

                   

                  MENINOS, EU VI!

                   

                  meninos, eu vi

                   

                  MENINOS, EU VI!  (Autoria: Sônia Moura)

                   

                  Papai Noel entrou pela chaminé

                  Eu vi, eu vi!

                  Ouvi os sinos do pescoço das renas

                  Tão bonitas

                  E voavam como um bem-te-vi

                  Eles passaram tão rápidos…

                  Dos embrulhos, vi somente

                  Os laços de fita

                  Que pendiam do trenó

                  Eu vi papai Noel, eu vi…

                   

                  Engraçado, agora que sou grande

                  Vivo a pensar

                  Como eu vi papai Noel

                  Descer no meio da lareira extinta

                  Se lá em casa não tinha lareira

                  E muito menos chaminé?

                   

                  Pois é, mas, de fato eu vi,

                  Pois nos sonhos de  menina

                  Tudo pode acontecer

                  Portanto não me venham desmentir

                  Eu vi papai Noel, eu vi!

                   

                  (Do livro Brincadeira de Rimar de Sônia Moura)

                  *TATIANA, EU ACREDITEI NA SUA HISTÓRIA!*

                  MENIAS, EU VI!

                  REVELAÇÃO DO DESEJO

                   

                  REVELAÇÃO DO DESEJO  (Autoria:Sônia Moura)

                   REVELAÇÃO DO DESEJO

                   

                   Deixe o desejo chegar em sua glória 

                  E ficar pelo tempo que desejar

                  Se permita sonhar, de olhos abertos ou fechados

                  Deixe que venham as fadas, os duendos e as borboletas

                  Fale com as flores

                  Isole o tempo (por um tempo)

                  Depois pegue a chave que abre o teu sorriso

                  Deixe-o arrebentar-se em versos dispersos

                  Sorriso a borbulhar

                  A se encantar com o desejo a se revelar

                   

                   (Do livro POEMÁGICA  de Sônia Moura)

                   

                  REVELAÇÃO DO DESEJO

                  ENAMORADOS

                  ENAMORADOS

                  ENAMORADOS  (Autoria: Sônia Moura)

                   

                  Promessa dos deuses, só agora cumprida,

                  trouxe à nossa lembrança

                  a saudade de um tempo tão bom

                  Uma alegria imensa que não se pode traduzir,

                  só se pode sentir…

                   

                  Ressurgiu minha fada madrinha e nos reaproximou

                   

                  E felizes…

                  Fizemos amor, nos (re) apaixonamos,

                  recriamos nosso Conto de Fadas.

                  Penetrastes em minha floresta,

                  Redescobriste a minha caverna

                  Empapucei-me com todos os seus doces

                  Rimos dos monstros, dos lobos, das madrastas

                  Deixamos para lá os sapos, esquecemos a fatídica meia-noite.

                   

                  Ao final, afinal,  meu príncipe calçou-me o sapatinho

                  Revelei-me: sou tua princesa amada

                  Disseste então: eu sempre soube, estava à tua procura

                  Sempre escutei a tua gargalhada,

                  Sempre sonhei com o teu carinho,

                  Enfim, chegastes…

                  Sorrimos.

                   

                  Na luz da  manhã, um sonho antigo se firmou

                  E despejou sobre nós a cor da esperança

                  ( só entende isto quem um dia já amou).

                  Por ordem dos deuses, das fadas e dos duendes,

                  almas, destinos,  corações e corpos

                  a partir de então estavam (re)atados

                   

                  Este é o destino dos enamorados.

                   

                                     (Dia quente de fevereiro, reais fantasias.)

                   

                   (Do livro: Entre Beijos e Vinhos, de Sônia Moura)

                  enamorados