O BENQUERER – Reforma Ortográfica II

O benquerer (por Sônia Moura)

As mudanças apresentadas pela Reforma Ortográfica para o emprego do hífen, no meu modesto entendimento, não vieram para simplificar. Mas isto não é novidade alguma, pois, o hífen é um chato de galocha, com a reforma ou sem ela.

Segundo a nova ortografia, algumas formas iniciadas pelo prefixo “bem-” sofrem alteração, mas, segundo o texto do Acordo, a aglutinação ocorre apenas em duas famílias de palavras.

São elas:

1 – A palavra “bem-feito”, que perde o hífen e passa a “benfeito”, por força de ajustá-la ao padrão de “benfeitor”, “benfeitoria” ou “benfazejo”, todas já aglutinadas e pertencentes à mesma linha de cognação.

2 – O vocábulo “bem-querer”, que passa a “benquerer”, em analogia com “benquisto” e “benquerença”, termos já aglutinados.

** No texto oficial, não há menção a outros casos.

Em relação à palavra “benfeito” (Significando: algo bem acabado; esmerado ou algo/alguém elegante; gracioso ou ainda: como forma de alguém, por vingança ou mágoa, jubilar – se com a desgraça alheia: “Benfeito, ele não conseguiu o emprego.”), excetuando-se a justa correção que foi feita em relação a palavras da mesma família (benfeitor, benfazejo), com ou sem hífen, nada irá mudar.

Já o vocábulo “benquerer” que antes era escrito separado e com o emprego do hífen, agora se escreve juntinho.

Não é uma beleza? Esta nova ortografia tem tudo a ver com a significação deste vocábulo, onde já se viu benquerer separado? É, não combinava mesmo!

E não é apenas porque seus pares (benquisto, benquerença) eram/são escritas sem hífen, que o benquerer foi aglutinado, mas a verdade é que o benquerer separado era, a bem da verdade, uma enorme incoerência lingüística.

Os bem-amados agradecem a mudança e a união perfeita do amor perfeito.
alma gêmea

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