FELIZ ANO NOVO!

FELIZ ANO NOVO!             FELIZ ANO NOVO!

(Autoria: Sônia Moura)

 

No novo ano, que já está chegando, desejo …

 

  • que eu possa dizer muitas vezes: “VOCÊ CAIU DO CÉU”, pois assim, terei a certeza de que meus amigos – anjos verdadeiros –  estarão sempre por perto, quando eu precisar e, por outro lado,  que eu também  abra muitas vezes os braços e o sorriso para ampará-los, nos momentos difíceis  ou para participar de todas a suas vitórias e alegrias.
  • que realmente “CADA MACACO FIQUE NO SEU GALHO”, respeitando o direito e a individualidade alheia, mas, se preciso for, que eu possa pular de galho em galho para socorrer àquele que de mim precise.
    • que ninguém me chame de “SANTINHA DO PAU OCO”, pois quero ser transparente e verdadeira com todos.
      • que nos finais de semana, o serviço de meteorologia preveja sempre: “NÉVOA BAIXA, SOL QUE RACHA” , para que possamos nos divertir nos finais de semanas, porque “NINGUÉM É DE FERRO”.
        • que a máxima “UM POR TODOS E TODOS POR UM”, contamine a humanidade, contagie os corações, assim, não precisaremos mais de guerras, de tratados para proteger a natureza, uma vez que todos irão se preocupar com todos e com tudo o que nos cerca.
          • que aqueles que desejam a felicidade, o amor e a paz, vençam àqueles só visam ao lucro fácil,sem comedimento, sem amor à vida, então os vencedores farão nascer um mundo mais harmônico e confirmando que “ QUEM RI POR ÚLTIMO, RI MELHOR”.
            • que todos aqueles que querem guerras, brigas ou lutas, sejam desmascarados e se convertam ao amor e  à paz, pois descobriremos que tudo não passou de balela, eles estavam só brincando, não querem mais guerra, e estes mesmos ex-brigões, dirão sorrindo: “CÃO QUE LADRA NÃO MORDE”.
              • que os pais, mestres, vovós, titios e babás estejam orientados à educação, sem repressão, dando limites aos pequeninos, para que, na idade adulta estes sejam pessoas de bem, sem os ranços daqueles que são criados sem orientação, e,  como diziam os mais velhos: “É DE PEQUENO QUE SE TORCE O PEPINO”, claro que não precisaremos torcer ninguém e sim, torcer por alguém, e ao invés de só nos perguntarmos: “- Que mundo deixarei para os meus filhos?”, também nos perguntemos: “ – Que filhos deixaremos para o mundo?”.
                • que os projetos sociais saiam dos gabinetes e tomem fôlego, abrindo oportunidades para muitos, uma vez que “ÁGUAS PARADAS NÃO MOVEM O MOINHO”, e o mundo precisa mover-se, para que todos tenham suas oportunidades.
                  • que tenhamos confiança e fé que este mundo pode ficar muito melhor, para tal, precisamos persistir, insistir e investir em boas ações, bons projetos e boas novas, porque “ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA”.
                  • que estejamos alerta contra a corrente do mal, infelizmente ela existe e está por aí, só para atrapalhar os bons planos coletivos ou individuais, e como dizem os religiosos é preciso orar e vigiar, logo é preciso “PESCAR O PEIXE, MAS FICAR DE OLHO NO GATO”.
                  • que os falsos profetas, aqueles que pregam bondade e decência, mas, às escondidas ou às claras mesmo, comentem falcatruas, roubos, corrupções ou abusam da fé alheia,  sejam imediatamente descobertos, desmascarados e punidos. Provando que “A MENTIRA TEM PERNAS CURTAS”,  e a partir do desmascaramento dos mesmos possamos navegar por águas claras, com ética e respeito ao próximo e também ao distante.
                  • Finalmente, desejo que todos os dias deste e de todos os anos de nossas vidas, joguemos no jardim ou no bosque dos nossos corações uma sementinha de amor, pois  se “DE GRÃO EM GRÃO, A GALINHA ENCHE O PAPO”, de grão em grão construiremos um mundo de paz e amor para todos.

                  LEMBREMO-NOS SEMPRE DO QUE NOS ENSINA ESTE PROVÉRBIO CHINÊS:  “Todas as lindas flores e os suculentos frutos do futuro dependem das sementes plantadas hoje.”

                   

                  FELIZ ANO NOVO!

                  (Autoria: Sônia Moura)

                   

                                                                           FELIZ ANO NOVO!

                   

                  ETERNIDADE

                                                                           ETERNIDADE

                  ETERNIDADE  (Autoria: Sônia Moura)

                   

                  Eternamente

                  Quero ser sua

                  Eternamante

                   

                  Eternamente

                  Quero ser sua

                  Namorante

                  Constante

                  Inconstante

                  Vibrante

                   

                  E, eternamente,

                  Quero deixar o tempo

                  Fazer de meu amor

                  A sua casa

                  Para que você

                  Se quede radiante

                  Ante

                  Os desejos mais brilhantes

                  Aqueles que só entendem

                  Os que são

                  Eternamente

                  Amantes

                   (Do livro: Poemas em Trânsito de SôniaMoura)

                   ETERNIDADE

                   

                   

                   

                  CONSTELAÇÃO DE AMOR

                   CONSTELAÇÃO DE AMOR

                  CONSTELAÇÃO DE AMOR  (Autoria: Sônia Moura)

                   

                  Sinto-me tão perdida

                  No meio desta constelação de amor

                  Tanto brilho, tanta luz

                  Mas não sei a mão que me conduz

                   

                  Procuro entender o amor

                  Mas a confusão entre o caos e a ordem

                  Faz na minha mente uma desordem

                  Hoje amo

                  Amanhã fujo

                  Depois de amanhã duvido

                  No outro dia, retorno

                  Por fim, me conformo

                  Com a luz a me ofuscar

                  O caminho a seguir

                   

                  Quero ficar

                  Mas também quero ir

                  Preciso relaxar

                  E deixar a vida fluir

                  Tentar baixar os volts da paixão

                  Acalmar meu coração

                  E aproveitar “o bom do amor”

                  Como dizia Cazuza

                  O grande versejador

                   

                   (Do livro: Reflexos Serenos de Sônia Moura)

                                                                                                    CONSTELAÇÃO DE AMOR

                  O EFÊMERO E O ETERNO

                                                                    O EFÊMERO E O ETERNO

                  O EFÊMERO E O ETERNO 

                  (Autoria: Sônia Moura)

                      ·       

                  ·        Efêmero foi aquele beijo que a menina-moça trocou no baile há tanto tempo. Eterna é a lembrança que ela guarda do jovem e do beijo, ainda hoje, aos oitenta anos.

                           .          

                  ·        Efêmera foi a dor que o jovem sentiu quando ela partiu sem poder lhe dizer sequer adeus. Eterna é a saudade daquele olhar, banhado em lágrimas, pois ela não queria partir.

                  .      

                  ·        Efêmera foi a ofensa jogada ao vento, na hora do desespero pela traição. Eterno é o peso do que foi dito injustamente e que ficou cravado em seu coração.

                  ·         

                  ·        Efêmera foi a injustiça que ela sofreu e perdeu o seu merecido lugar para outra. Eterna é a certeza de que a vida dá muitas voltas, pois a injustiça foi corrigida pelo destino e ela alcançou postos melhores em outra empresa.

                  ·         

                  ·        Efêmera foi a angústia da adolescência, quando se sentia rejeitada e ouvia dos colegas muitos apelidos pejorativos. Eterna é a lembrança da dor que aquelas palavras lhe causavam, ainda que hoje ela seja uma linda mulher.

                  ·         

                  ·        Efêmera foi a certeza de que ele seria o único amor de sua vida. Eterna é a certeza de que, de fato, para a jovem, ele foi o único amor de sua vida.

                  ·         

                  ·        Efêmera foi a tristeza da menina que se viu rejeitada pelos pais. Eterna é a certeza de que a ferida da rejeição sumiu, mas, a cicatriz pelo abandono ficará, para sempre.

                  ·         

                  ·        Efêmera foi a dúvida sobre o amor que ele dizia sentir por ela. Eterna é a constatação de que nem sempre as palavras dizem verdadeiramente o que vai no coração alheio.

                                                                              O EFÊMERO E O ETERNO

                                                                         

                   

                   

                  MENINOS, EU VI!

                   

                  meninos, eu vi

                   

                  MENINOS, EU VI!  (Autoria: Sônia Moura)

                   

                  Papai Noel entrou pela chaminé

                  Eu vi, eu vi!

                  Ouvi os sinos do pescoço das renas

                  Tão bonitas

                  E voavam como um bem-te-vi

                  Eles passaram tão rápidos…

                  Dos embrulhos, vi somente

                  Os laços de fita

                  Que pendiam do trenó

                  Eu vi papai Noel, eu vi…

                   

                  Engraçado, agora que sou grande

                  Vivo a pensar

                  Como eu vi papai Noel

                  Descer no meio da lareira extinta

                  Se lá em casa não tinha lareira

                  E muito menos chaminé?

                   

                  Pois é, mas, de fato eu vi,

                  Pois nos sonhos de  menina

                  Tudo pode acontecer

                  Portanto não me venham desmentir

                  Eu vi papai Noel, eu vi!

                   

                  (Do livro Brincadeira de Rimar de Sônia Moura)

                  *TATIANA, EU ACREDITEI NA SUA HISTÓRIA!*

                  MENIAS, EU VI!

                  REVELAÇÃO DO DESEJO

                   

                  REVELAÇÃO DO DESEJO  (Autoria:Sônia Moura)

                   REVELAÇÃO DO DESEJO

                   

                   Deixe o desejo chegar em sua glória 

                  E ficar pelo tempo que desejar

                  Se permita sonhar, de olhos abertos ou fechados

                  Deixe que venham as fadas, os duendos e as borboletas

                  Fale com as flores

                  Isole o tempo (por um tempo)

                  Depois pegue a chave que abre o teu sorriso

                  Deixe-o arrebentar-se em versos dispersos

                  Sorriso a borbulhar

                  A se encantar com o desejo a se revelar

                   

                   (Do livro POEMÁGICA  de Sônia Moura)

                   

                  REVELAÇÃO DO DESEJO

                  ENAMORADOS

                  ENAMORADOS

                  ENAMORADOS  (Autoria: Sônia Moura)

                   

                  Promessa dos deuses, só agora cumprida,

                  trouxe à nossa lembrança

                  a saudade de um tempo tão bom

                  Uma alegria imensa que não se pode traduzir,

                  só se pode sentir…

                   

                  Ressurgiu minha fada madrinha e nos reaproximou

                   

                  E felizes…

                  Fizemos amor, nos (re) apaixonamos,

                  recriamos nosso Conto de Fadas.

                  Penetrastes em minha floresta,

                  Redescobriste a minha caverna

                  Empapucei-me com todos os seus doces

                  Rimos dos monstros, dos lobos, das madrastas

                  Deixamos para lá os sapos, esquecemos a fatídica meia-noite.

                   

                  Ao final, afinal,  meu príncipe calçou-me o sapatinho

                  Revelei-me: sou tua princesa amada

                  Disseste então: eu sempre soube, estava à tua procura

                  Sempre escutei a tua gargalhada,

                  Sempre sonhei com o teu carinho,

                  Enfim, chegastes…

                  Sorrimos.

                   

                  Na luz da  manhã, um sonho antigo se firmou

                  E despejou sobre nós a cor da esperança

                  ( só entende isto quem um dia já amou).

                  Por ordem dos deuses, das fadas e dos duendes,

                  almas, destinos,  corações e corpos

                  a partir de então estavam (re)atados

                   

                  Este é o destino dos enamorados.

                   

                                     (Dia quente de fevereiro, reais fantasias.)

                   

                   (Do livro: Entre Beijos e Vinhos, de Sônia Moura)

                  enamorados

                   

                   

                   

                   

                   

                  BARUCH SPINOZA ou… filosofando III

                   BARUCH SPINOZA ou… filosofando III

                  BARUCH SPINOZA  ou… filosofando III  (Autoria: Sônia Moura)

                   

                  A filosofia de Baruch Spinoza baseia-se na conservação do ser e do seu lugar no mundo. Spinoza nos apresenta uma “ética do consigo mesmo, o auto cuidado consigo , o zelar por si mesmo”.

                  Outro fator importante na concepção deste filósofo é que a ética está ligada ao entendimento, e a moral “trabalha” com a obediência.

                  Não há fora, logo não há transcendência , há imanência, tudo está dentro de um sistema, que corresponde à totalidade, potência infinita , a qual Baruch chama Deus.

                  A imanência não duplica a realidade, está num plano uno: corpo e alma, corpo e pensamento, pois estes, para ele, são indissociáveis, enquanto o homem é dominado pelas paixões (afecções).

                  A ética do “conduzir-se a si mesmo”, fazer escolhas associa-se à questão da virtude, à possibilidade do relacionar-se, fazer composições, buscar a alegria, ou seja, construir o seu destino, fugir da busca do ideal.

                  Assim, a filosofia do “homem que polia lentes” nos ajuda a ver o mundo com outros olhos, mostrando-nos que é preciso saber usufruir da liberdade, desvencilhar-se das opiniões externas, do senso comum, dos sentimentos e das sensações para que se encontre (e se viva) em paz e na alegria, no amor, pois este é o poder: conhecer-se e contemplar-se pela potência de “poder ser”.

                  Assim sendo, tanto Nietzsche, quanto  Spinoza nos mostram que o conhecimento e a razão, se bem assimilados e aplicados seus conceitos essenciais, nos colocam junto à ética, dissolvendo a moral.

                   

                  (Fragmento do trabalho criado e apresentado por Sônia Moura – UFF)

                  BARUCH SPINOZA ou… filosofando III

                   

                  FELIZES FESTAS

                   Felizes Festas!

                  Amigo(a)

                  Desejo que, na noite de natal e ao longo do ano que se aproxima, a criança que mora em você desperte e faça muito barulho, acordando a alegria, a paz e o amor para edulcorar seus dias, suas noites, suas tardes e seus pensamentos.

                  Almejo, também, que o som da felicidade ajude você a realizar os seus mais belos sonhos, trazendo para o seu rosto o maior de todos os sorrisos.

                  FELIZ NATAL! FELIZ ANO NOVO!

                  De sua amiga Sônia Moura

                  P.S.: À guisa de esclarecimento: 

                   A repetição dos pronomes possessivos (seus, sua)dá-se  por uma simples razão, quem está “falando” para os amigos é a criança que mora em mim, e criança, todos sabemos como elas são, adoram repetir palavras. 

                  felizes festas

                  NIETZSCHE ou… filosofando II

                   

                   

                  NIETZSCHE ou… filosofando II

                  NIETZSCHE ou… filosofando II  (Autoria: Sônia Moura)

                   

                  Para Nietzsche, moral é algo construído, não é algo natural, é próprio de cada sociedade, de cada cultura, logo, não existe uma moral única.

                  Segundo ele, a moral é criada por cânones “do deve” e “do não deve”; é contra a natureza, é contra os instintos, é co0ntra a razão.

                  A semiótica (denominada, aqui, a semiótica dos afetos), conjunto de signos que “fundam”, “criam” a moralidade, nos mostra que é através dos símbolos que se cria a oposição: bem x mal, polarização que leva o homem à culpa, ao ressentimento, ao arrependimento. (A oposição:  bem x mal é contestada por Nietzsche).

                  Nietzsche também nos mostra que precisamos sair da causalidade, da determinação e criar o novo, pois, para ele, o novo é o poder de modificar, de alterar uma estrutura.

                  Para este filósofo, existem duas morais: a do senhor e a do escravo. A moral do senhor é a que manda, determina valores, que não se deixa levar por aquilo que é imposto; e a moral do escravo é a que obedece, que se deixa oprimir, é a que governa aquele que não tem opinião.

                   

                  Mas, se o homem é dotado de vontade de potência, por que se submeter? Por que repetirmos hábitos e costumes? Portanto, não adianta esperar, querer que as coisas venham mudar por si mesmas, é preciso querer e agir, isto é, exercer sua vontade de potência.

                  O estabelecido é cômodo, por isto as morais se estabelecem, se firmam, determinam condutas, separam “o vulgar e o raro”, “os senhores e os escravos”, servindo assim a muitos senhores, formando batalhões de escravos, porque, cabe a cada indivíduo fazer valer a sua força, a sua vontade potência.

                   Então, embalados pelos versos de Geraldo Vandré, sigamos os ensinamentos de Nietzsche, pis:  *“Vem, vamos embora/ que esperar não é saber/ Quem sabe faz a hora/ não espera acontecer…”            [* Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores (Geraldo Vandré)]

                   (Trabalho apresentado na UFF- 2003 – fragmentos)

                   NIETZSCHE ou… filosofando II