REFORMA ORTOGRÁFICA VII (ou o Acordo Ortográfico) – Acentuação – ditongos EI/OI

                                                 REFORMA ORTOGRÁFICA VII (ou o Acordo Ortográfico) – Acentuação – ditongos EI/OI

REFORMA ORTOGRÁFICA VII (ou o Acordo Ortográfico) – Acentuação – ditongos EI/OI

(Autoria: Sônia Moura)

Isto parece até uma tramoia, mas é apenas parte do novo acordo, acordo este que não sei se a plateia apoiou. Bem, eu é que não vou mexer nesta colmeia ou comer desta geleia.

Mas, tenho uma ideia, vou falar sobre esta nova joia, da nova reforma ortográfica:

“ Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi/oi das palavras paroxítonas, por exemplo: alcateia, boia, estreia, jiboia.”
Porém… palavras paroxítonas terminadas em –r, por exemplo, destróier, Méier, ainda que apresentem ditongo aberto, deverão ser acentuadas.

E ainda: o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aprovado 1990, manteve o acento das palavras oxítonas terminadas em éis, eu, éus, oi, óis, por exemplo: papéis, heróis, troféu, troféus.

As novas regras vieram para facilitar ou para complicar? Perguntam alguns.

Bem, uma vez que esse Acordo é meramente ortográfico e não afeta nenhum aspecto da língua falada, tenhamos calma, muita calma e não deixemos que a paranoia nos domine, assim, para nos salvarmos de um afogamento na hora da escrita, seguremo-nos em nossa melhor boia: a leitura constante.

REFORMA ORTOGRÁFICA VII (ou o Acordo Ortográfico) – Acentuação – ditongos EI/OI

A REVOLTA DE QUEM (NÃO) APRENDEU A (DES)AMAR

 A REVOLTA DE QUEM (NÃO) APRENDEU A (DES)AMAR

A REVOLTA DE QUEM (NÃO) APRENDEU A (DES)AMAR 


(Autoria: SÔNIA MOURA)

Em nome de quem (não) aprendeu a (des)amar, levanto esta bandeira, pois é preciso aprender a amar e também a desamar.

Paradoxal?

De jeito algum, se aprendermos a caminhar soberanamente por estes dois caminhos, nossa vida será tão mais palatável…

Fácil de se falar e difícil de se fazer.

Quando estamos amando, desacreditamos que o amor possa se transformar em desamor. Isto, nem pensar. No entanto, quando acontece, mostrando nossa revolta e reagimos assim:

Eu não queria ter este espírito romântico, não, eu não queria ser assim. Por que Deus deixou em mim o legado do amor, tudo seria mais fácil, se eu soubesse separar o joio do trigo, o amor do tesão.

Seria bom se eu soubesse o tempo de ser Cinderela e o tempo de ser abóbora, o tempo de ser mocinho ou de ser bandido, o tempo de ser fada ou de ser a bruxa má do oeste. Que bom seria se eu entendesse que nem sempre o: “eu te amo” é para sempre, ainda que no momento da declaração de amor, o amor pudesse existir de fato.

Quando o tempo passa e pinta um outro amor, toda a revolta de quem achava que (não) podia (re)amar escorrega mansamente pelo leito de um novo rio, o rio da esperança, até chegar as corredeiras e lá todo o  pessimismo em relação ao amor se desfaz e, no momento em que  esperança sobe no barco, o rio volta à calmaria, a revolta dá lugar a alegria e tudo começa de novo, até a próxima queda d’àgua, que jorrará dos  olhos por amor ou pela falta dele.

 

                                                                   A REVOLTA DE QUEM (NÃO) APRENDEU A (DES)AMAR

 

 

 

CRECHE

 creche

CRECHE

Professora está grávida de doze na Tunísia [http://www.pernambuco.com/ultimas]Uma jovem professora da Tunísia pode estar grávida de doze filhos, se tornando a recordista mundial de nascimentos simultâneos, informou nesta terça-feira a imprensa local citando médicos do país.

Identificada apenas pelas suas iniciais, “AF está grávida de 12 bebês, o primeiro caso na Tunísia”, diz o jornal Essabah.

A jovem, nascida em Túnis, vive em Gafsa (sul). “Ela e seus futuros bebês: seis meninos e seis meninas, estão bem”, acrescentou o jornal Echourouk.

Aparentemente, ela está pouca preocupada com o ocorrido: “Ela está muito feliz e ansiosa para ver todos os doze em suas mãos”. A família está sendo acompanhada e encarregou um advogado para lidar com a mídia.

A imprensa não confirmou que ela teria realizado um tratamento contra infertilidade.

Se esta notícia for verdadeira…Talvez os pais precisem abrir uma creche.

FECHO ECLÉTICO

                                                                     fECHO ECLÉTICO

FECHO ECLÉTICO (Autoria: Sônia Moura)

A longa ou breve história de uma vida se resume no momento final do breve instante da morte. Esta repetição, esta continuidade descontinuada nos leva sempre à mesma indeterminação,  é como um código gráfico, pontilhado de pontos de exclamação, pontos de interrogação e, principalmente, de muitas reticências.

Seguindo nesta obscuridade, nós, reles mortais, guardamos nossas angústias em caudas de vaga-lumes ou em baldes cheios de angústias pelas dúvidas que carregamos: – O que acontece após a morte? Há, de fato, um paraíso, um purgatório e ou um inferno?

Nossa fonte de energia, que deveria estar voltada para a vida a ser vivida, deve ser gasta com preocupações como a descontinuidade e superfluidade da vida?

É difícil fugirmos destes questionamentos, uma vez que a maior inverossimilhança está em nós, é esta evocação constante de nosso desejo da imortalidade, promovido pelo discurso ambíguo entre os discursos religiosos e culturais e o discurso do nosso desejo de alcançarmos a vida eterna, cá na terra mesmo.

Esta é a grande ironia do que foge ao nosso controle, por isso criamos símbolos e diáforas para falar sobre o mesmo assunto: morrer, falecer, desencarnar, bater as botas, ir para o andar de cima, o desenlace, o óbito….

Deste modo, desconstruindo o significado de uma palavra, de forma eufêmica ou zombeteira, mais uma vez, o palimpsesto da única verdade absoluta e inevitável de nossas vidas: a morte – colocamos este assunto tabu para nós, em lugar mais confortável, o mundo dos símbolos.

E, é neste bosque de conceitos filosóficos, psicológicos, religiosos, morais e de costumes sobre a morte, que a nossa imaginação se embrenha, buscando caminhos para conviver com o imponderável: o momento em que o relógio de tempo marcado, para e somos levados porto a fora, acomodados na barca da morte, onde qualquer uma dessas entidades: o barqueiro Creonte, os espíritos, os anjos ou o diabo conduzirá a barca, a qual nos levará para a nossa nova realidade: a morte inevitável, contra a qual sempre lutamos.

FECHO ECLÉTICO

INCOERCÍVEL FANTASIA

INCOERCÍVEL FANTASIA  (Autoria: SÔNIA MOURA)   incoercível fantasia

O filme O IMPÉRIO DOS SENTIDOS, que revi esta semana,  nos traz a leitura polissêmica das sensações, suscita o reexame da força dos sentidos, do que é erótico (e não pornográfico), do que é desejo (e não vulgaridade) e ativa a circulação da percepção através de todos os sentidos.
O título (em português) guarda intrinsecamente o significado maior da face múltipla do diálogo entre o EU e o OUTRO, sugerindo novas possibilidades de compreensão do desejo, regido pelos sentidos, provocando as sensações, por intermédio das quais os elementos constitutivos do mundo mostrado projetam-se nas figuras de EROS e TANATOS, insuflando o espectador cuidadoso a voltar-se para as imagens com o olhar revelador do jogo da representação erótica.
EROS e TANATOS são elementos transitivos nesta narrativa cinematográfica que, na existência dos contrários, tecem o mistério do desejo pleno, no qual convivem no mesmo espaço : vida e morte, realidade e prazer.
Neste jogo da representação erótica, o sujeito, na busca das mais profundas sensações, se coloca primeiramente diante do seu outro para (re)nascer, instalando-se no outro pela conjunção de elementos provocadores do intercâmbio: amor e desejo.
O rompimento com a solidão tem início com a aparição do que chega (a mulher) ao ambiente em que irá circular livremente um espocar de emoções. Um dos cenários escolhidos é, de certa forma, o retrato da ambigüidade, apresenta-se desenhado por pinceladas de promiscuidade e é nele que surgirá o amor sensual, livre, contrapondo-se à imagem do amor meramente romântico.
Pelo encantamento erótico e pelo jogo da sedução, o poder conferido à mulher, no que diz respeito ao “uso”de sua sexualidade, permite a esta exercitá-la plenamente, liberando-a e a seus desejos, deixando de lado o jogo da repressão, nascido da moral (da própria mulher ou a dos outros).
Transitando pelas fendas de designações consideradas inaceitáveis pelas normas instituídas pelo sistema: prostituição, traição, liberação do desejo, ao mesmo tempo que transgridem e transformam as regras sociais, os protagonistas, representantes de uma sociedade castradora e limitadora, traçam os contornos do espaço aberto ao desejo e sua busca do prazer, das representações e das reapresentações eróticas, as quais as imposições nos fazem negar.
O poder da sedução surge pela transformação mágica do prazer, colocando em embates constantes a loucura e a razão, o medo e a coragem, deixando deabrochar como os salgueiros em flor o desejo sem culpa, sem barreiras ou fronteiras com a clareza da liberdade animal. Deste modo, a fábula amorosa envolve os amantes e mostra uma natureza erótica não parasitária.
O elo entre as imagens moventes e o espectador é emoldurado por estímulos que pulsam na tela e conseguem envolver não apenas pelo espetáculo sexual, mas também pela solicitação de nossa cumplicidade, apelo este que nos vem através das imagens poéticas dominantes. Estas imagens poéticas criam um universo independente de conceitos estabelecidos, negando o mundo das aparências, concebido como real e absoluto, aquele que relega o erótico e a sensualidade a um canto escuro e isolado, reflexo de sociedades hipócritas.
Segundo Francesco Alberoni (1), “O erotismo se apresenta sob o signo da diferença. Uma diferença dramática, violenta, exagerada e misteriosa”, é exatamente por estes caminhos que os sentidos irão transitar, deixando o intransitivo social de lado, escapando das prosaicas restrições ao desejo, desta forma, os sentidos captam a essência dos seres e do mundo e a devolvem em forma de prazer ilimitado e transcendental.

Construindo um mundo às avessas do que é “permitido”, os sentidos explodirão na tela em cores, sabores, peles e sons instigando os protagonistas e a assistência a se embrenharem por labirintos saborosos, excitantes e estimulantes.
O primeiro sentido a se manifestar será o da visão – o olhar: o desejo que fala. Simbolicamente, o olhar é prerrogativa dos deuses, emprestada aos seres humanos, é SEDUÇÃO que hipnotiza, prende e fascina. Dotado de poderes mágicos, este instrumento das ordens interiores, é o espelho de duas almas, que irá abrir as janelas do encantamento por onde começará o diálogo óptico, provocador do desejo espelhado na tela como um caleidoscópio, denunciando o sentido de algo interior que se romperá para o exterior. Mágico, mítico e indeterminado, o olhar anula a antecedência, arrebenta correntes, comove, une e desarticula conceitos e preconceitos.
É o olhar que provoca também o primeiro momento de tensão(e de tesão) confirmado pelo indefinido deslumbramento; quando a súbita presença se revela: O OUTRO.
O olhar (masculino e feminino), não escamoteado, exibido pela força provocadora de sensações e desejos, revela-se e é revelado, entrelaçando sujeito e objeto, na transposição erótica de um e de outro, unindo fantasias e realidades.
A cumplicidade, de quem olha e de quem é olhado, libera o olhar do espectador, confirma e denuncia a imagem fundamental do desejo. O desejo (feminino e masculino) desenhado no mesmo plano, permite o instante eterno e, no centro de tudo, explodirão a intuição e as outras sensações, as quais fomentarão a viagem persistente que as personagens irão empreender.
Através de estímulos verbais, os amantes everendam por muitas cavernas, conscientes ou inconscientes, na busca da completude, da renovação e da liberação do erótico, até chegarem à plenutide do ser: o PRAZER.
A palavra, para os gregos, era razão, inteligência, idéia e o sentido mais profundo do ser – era o próprio pensamento; também está ligado simbolicamente à alma, e era a primeira manifestação divina nas concepções cosmogânicas.
Símbolo de fecundação, germe da criação, a palavra é fertilizadora e é por meio dela que o protagonista “engravida”seu objeto de desejos, desejos estes que irão despertar, depois do derramamento daquelas palavras quentes e úmidas, que escorrem pelos ouvidos da protagonista, invadem os ouvidos da platéia, indo ocupar o lugar da desarticulação, para que EROS e TANATOS possam se encontrar.
Dotadas de poderes mágicos, as palavras vão-se instalando, conquistando e se deixando conquistar. Medindo-se num corpo-a-corpo incansável, travam um duelo permanente com EROS e TANATOS, ambos seduzidos pela palavra, pois ante uma palavra bendita até o encantamento se encanta. Por ser a metalinguagem da sedução e a condutora do fascínio mútuo, a palavra transita livremente no ar, transmutando-se em produtora do sentido não fragmentado do discurso da fascinação, dissolvendo qualquer resistência em constelação do desejo.
A música, parceira da libido, denuncia acintosamente a presença de EROS, entra na dança, fazendo par com a caça E os caçadores do desejo insaciável, dos gozos sensoriais, da sedução e da posse., para que unidos, os amantes possam penetrar nos mistérios e na simplicidade do gozo, despertando segredos que dormem escondidos.
Acordes repetidos sistematicamente suscitam significações ligadas ao sensual; tons e sons provocadores da libido licenciam a imaginação e açulam o tesão, vindo a provocar o imaginário individual e o coletivo, transformados na convergência dos sentidos.
As palavras, desaguando em rios mansos ou agitados, inundam a alma, mas, em alguns momentos, sucumbem na presença do olhar e este passa a compartilhar com o tato as delícias de percorrer os caminhos tentadores do corpo, ambos, olhar e tato deslizam lenta e levemente pela pele, até que a palavra, finalmente, emudeça. Num dado instante, o olhar se tranca em seu quarto e deixa à memória o prazer, através das lembranças do que ainda está tão presente e tão próximo, cabendo ao tato o ápice da glória – a sensação pelo toque, acalentando outras sensações.
A fantasia abandona-se ao prazer da digressão sexual, quando entram em cena o toque, o tato, o contato e a pele. A partir deste momento, amor e aventura emolduram um mundo onde tudo cabe, ajudando o homem a desvendar uma nova mulher e a mulher a desvendar-se a si mesma e nesta mistura de pontos: tato, contato, pele e toque, o fantasma atraente de EROS é o herói sem disfarce que ajuda os amantes a vencerem qualquer obstáculo e eles se tornam os herdeiros do sonho.
Através do cheiro, sutileza volátil, o sexo dilui-se pelo quarto e, os perfumes que no ambiente exalam e com os quais os amados se (con)fundem, dão um clima de afetividade e pureza e, ao mesmo tempo, um forte ar de fascínio, sexualidade, tentação unem na mesma carga simbólica: renúncia e posse.
É pelo cheiro que os animais se reconhecem, se estimulam e se excitam; nós, animais afastados da nossa verdade, nos deixamos levar pelas asas do vento de imposições e pelo uso de tantos outros perfumes colocados sobre o corpo, apagamos os rastros e deixamos perdidos o sentido do olfato. Em O Império dos Sentidos, o olfato e a gustação participam das proezas de EROS, maravilhosamente (im)prudente, no seio do espetáculo do delírio.
A representação erótica é quase sempre anulada, disfarçada ou manipulada em todas as formas de expressão artística, no entanto, neste filme, a máscara é destronada pela configuração significativa dos sentidos, assim, tudo é permitido, tudo é mostrado, tudo é sentido.
Olfato e gustação se sobrepõem, então o prazer e o desejo são colocados à mercê dos sabores e dos cheiros. Tudo é provado e aprovado: a pele, o sangue, a comida, a bebida, o falo e a vulva, tudo se materializa em aparição das delícias sexuais.
O sangue, símbolo do ventre, onde morte e vida se transmutam uma na outra e o vermelho , a mais contraditória das cores , simbolizando ambivalências: ação x paixão, liberdade x opressão, provocam a fascinação, o dinamismo e a excitação.
Seja como denunciadores do ciúme, seja como imagem do sabor tomando o lugar da aversão, do nojo do “que é impuro” ou da dor da perda, esta dupla de sustentação denuncia, já no início do filme e reafirma a presença de TANATOS no território de EROS, para ao final se apresentarem como identificadores da MORTE e da VIDA, no momento em que o círculo se fecha e TANATOS substitui EROS para assegurar a vitória do prazer.

(1) ALBERONI, Francesco. “As diferenças”, in O EROTISMO – fantasias e realidades do amor e da sedução. São Paulo, Círculo do Livro. 1986.
(*) Referências simbólicas colhidas do Dicionário dos símbolos de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.

REFORMA ORTOGRÁFICA VI (ou acordo ortográfico) – as letras K, W, Y

                                                                                                               reforma ortográfica VI - (ou acordo ortográfico) - as letras K,W e Y

REFORMA ORTOGRÁFICA VI (ou o Acordo Ortográfico) – As letras K,W, Y
(Autoria: Sônia Moura)

 

A partir do novo acordo, nosso alfabeto passa a ter 26 letras, pois, para o nosso convívio escritural, “voltaram” as letras K, W, e Y.

A bem da verdade, estas três letras nunca haviam desaparecido de nossas escritas ou de nossos dicionários, uma vez que continuavam a serem usadas, ainda que com restrições.

Estas apareciam, por exemplo, na escrita de símbolos – km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt) e também na escrita de palavras e nomes estrangeiros e seus derivados: show, playboy, windsurf, William, yin,yang e outros mais.

Portanto, que sejam bem-vindas as três letrinhas que nunca se foram embora, de fato,  e que vivam em sintonia com as outras 23 letras, assim, como  yin e yang e que possam fazer um workshop com as novas-antigas companheiras, uma vez que passam a fazer parte oficialmente do kit básico da Língua Portuguesa.

Reforma rtográfica (ou acordo ortográfico) as letras K,W e Y

 

 

MOTIVAÇÕES

 motivações

MOTIVAÇÕES (Autoria: Sônia Moura)

 

Partir de diversas teorias para análise, elaboração e base da transmissão de conhecimentos é prova cabal de que este procedimento – como ponto de partida para posterior discussão – é uma forma de aproveitamento dos diversos paradigmas, propostas e encaminhamentos do binômio ensino-aprendizagem.

Este procedimento confirma  que cabe ao professor fazer a leitura crítica do que já está exposto, propor novos caminhos e passar a seus alunos a mensagem de que a aprender  pela observação e estudo de variados focos sobre um tema,  é o pão que alimenta a vida e que,  por conseguinte,  é um bom caminho a ser seguido pela escola.

Assim sendo,  mesmo que venhamos a discordar em alguns pontos de teorias e práticas já existentes, podemos nos espelhar no que já existe de melhor, para trilharmos novos  caminhos e  promover  a troca de conhecimentos,  desbancando alguns paradigmas estabelecidos, para alcançarmos mudanças didático-pedagócgicas, deixando para trás o ranço do poder absoluto, o ranço de uma escola aprisionada a modelos arcaicos, que muitas vezes, o sistema educacional insiste em seguir.

É sabido que a verdadeira  transmissão de conhecimentos só acontece quando há troca, desejo, emoção, motivação e confiança entre as partes envolvidas no processo, se não for assim, é sinal de que não houve aprendizagem  e sim “transmissão de decoreba”, que desaparecerá quando o aluno virar a primeira esquina, pois : O conhecimento não se copia… se constrói.

BAILES E BALÉS

BAILES E BALÉS (Autoria: Sônia Moura)

Será um sonho ou são apenas visões
Sentir tua presença em mim
Convidando-me com doçura a
Seguirmos juntos, de mãos dadas
Feito pássaros libertos
A vagar por aí…?

Seria um sonho ou seriam desejos
Estarmos, como crianças perdidas
No silêncio da noite enluarada
Sentindo a brisa a dançar em mim
Sem querer partir…?

Seria um sonho ou seriam verdades
Que eu acabara de descobrir
Que meu canto te guardou a um canto
Ao longo da estrada que só construí
E só agora apareces no horizonte
E me convidas a andar por aí….?

Será mágica, mistério ou brincadeira de Cupido
Encontrar-te num baile da vida
E, a partir daí, bailar nas mãos da ilusão amiga
Colocando-me em tuas mãos, meu coração,
No bailar dos sonhos me encontrar em ti
A me achar por aí…
A me perder em ti…?

(Do livro POEMAS EM TRÂNSITO de Sônia Moura

bailes e balés

O AZARADO

 

 azarado

 

O Azarado  (Autoria: SÔNIA MOURA)

 

Ela era linda, toda linda. Que olhos verdes! que corpo! que boca! Diziam que era capaz de parar o trânsito. Mas a antipatia e a arrogância sepultavam sua beleza.
Ele era feio, muito feio, corpulento, massudo, um tanto vesgo. Mas sua simpatia e alegria, conquistavam a todos e faziam do feio, belo.
Nascera-lhes um único rebento. Deram-lhe um cordão com uma conta dourada, precisavam enfeitá-lo, herdara a feiúra do pai e, logo todos perceberam que herdara também a antipatia da mãe.
Coitado!

 

(Do livro: CONTOS e CONTAS de Sônia Moura)

 

 

                                                                    azarado