mulher

Alguns dizem que nossa “cabeça” é como um grande ponto de interrogação. Será?, acho que não.

Outros dizem que, quase sempre, nossas atitudes os deixam com um ponto de exclamação sobre a cabeça. Ah!, essa não!

Dizem também que entender-nos é tão difícil quanto fazer o uso correto do ponto -e –vírgula. Uma vírgula! (Seguida de exclamação).

Pasmem! Dizem ainda que nosso olhar é felinamente transgressor como os dois pontos, sempre prontos para enumerar, citar, exemplificar. Isso vai dar o que falar!

Há ainda aqueles que dizem que sabemos como nunca dar ponto sem nó. Ah! Tenha dó! [Embora isto esteja certo, até certo ponto].

Liga não, mulher, liga não! Olha só:

O que nós somos mesmo é o ponto alto de qualquer situação, somos ponto colateral a indicar caminhos, e, para muita gente alcançar o ponto culminante na vida, somos nós, mulheres, o seu ponto de apoio, como ponto de contato entre eles e o mundo.

Ainda mais:

Somos nós, que nos momentos difíceis, nos colocamos como ponto de equilíbrio, e, ainda que todos escapem de sua vida por um ponto de fuga, lá estamos nós em nosso ponto de honra, dando apoio, mostrando nosso ponto de vista, e nos postando como um ponto de universo, acompanhando a quem amamos, porque não somos de entregar os pontos, e…ponto final.

Escrito por

Sônia Moura

SÔNIA MOURA é Doutora em Letras (Literatura Comparada), Mestra em Letras (Literatura Brasileira), Pesquisadora na área da Simbologia, Professora de Língua Portuguesa e de Literatura Brasileira e Produtora Cultural.

No centro de suas atividades, está sua parceira inseparável: a arte, coordenando suas múltiplas vozes e os misteriosos momentos da sua criação.