TRISTES COMEÇOS E FINS

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Tristes Começos e Fins

Logo começam sua jornada neste planeta louco, crianças morrem. Poderíamos dizer: crianças morrem porque ficam doentes, é triste, mas teríamos o consolo de dizermos que este fato, infelizmente, faz parte da vida.
No entanto, pesarosos, sabemos que hoje em dia, é cada vez maior o número de crianças que morrem:

· porque não têm o que comer;
· porque não têm assistência médica;

 .* porque vivem em condições subumanas/desumanas

· porque são jogadas pela janela;
· porque são vítimas de maus tratos;
· porque são vítimas de pedófilos;
· porque são alvos perseguidos por balas perdidas;
· porque são metralhadas por quem deveria protegê-las;
· porque… porque… porque… porque…

Crianças morrem, morrem, morrem e aos pais, avós, tios, amigos da família são restam as lágrimas, a dor da saudade eterna e o espanto ante tanta tristeza. E assim seguirão pelo resto de suas vidas perguntando: Por quê? Por quê? Por quê?

FALSOS PROFETAS

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FALSOS PROFETAS

Agência – Estado – Em São Borja (RS)
9/10/2007 – 09h37
[http://noticias.uol.com.br/ultnot/2007/10/19/ult4469u12368.jhtm]

“Pastor queima imagens sacras cadastradas no Iphan ““O pastor da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) Fábio Guimarães da Silva Pereira queimou, durante um culto, duas imagens da história missioneira cadastradas no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).” Relendo este artigo, que encontrei num dos meus arquivos, associando-o a outros que selecionei para um trabalho, vieram-me alguns significados atribuídos às palavras:

A – Fanático:
1-que se acredita inspirado pelo espírito divino, por uma divindade;iluminado;.
2 – que tem zelo excessivo pela religião, intolerante;
3 – que se mostra excessivamente entusiástico, exaltado, de uma devoção quase sempre cega

B – Fanatismo:
1 – zelo religioso obsessivo que pode levar a extremos de intolerância

Deus nos proteja de todos os falsos profetas, que aí estão a promover a intolerância, exaltando os fiéis à obsessão, fomentando o desprezo pelas escolhas dos outros, andando na contramão do que nos ensinam todos os verdadeiros mestres, entre eles, o próprio Jesus e os Profetas bíblicos que desde muito já nos advertem:

“Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos…” [Mateus 24:11]

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.” [Mateus 7:15]

Livrai-nos, Senhor, de todos os males, amém!

DESERTO

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DESERTO

(Autoria: SÔNIA MOURA)

Eu nunca sei rumo para o deserto
Ou se dele me afasto
Eu nunca sei ao certo

Embrenho-me por caminhos estreitos
Não há ninguém por perto
Então viajo para um campo descoberto
E lá me perco e de lá desapareço

Meu deserto me consome e some

Mesmo no epicentro da cidade frenética
Mesmo no meio da noite trepidante e eclética
Mesmo no meio da solidão patética
Mesmo no meio do mais povoado deserto
Meu deserto me acompanha

E eu me perco no meio do meu próprio deserto

Eu caminho e tropeço
E ainda não sei ao certo
Se desejo alguma companhia ou o deserto
Realmente eu não sei ao certo

Desejo dividido, desejo indefinido
Desejo esculpido pela areia de um mar
Formado pela ventania do deserto

E esta ventania, todo dia, todo dia
Silvando uma sinfonia, Invade o meu deserto
Desfaz o rumo certo e eu me vejo sozinha
A vagar pelas delícias e agruras
Deste meu deserto
Triste sina a minha!

(Do livro POEMÁGICA, de SÔNIA MOURA)

JANELAS

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JANELAS

“A moça feia debruçou na janela / Pensando que a banda tocava pra ela” [A Banda – Chico Buarque]

“Lá fora, amor, uma rosa nasceu, todo mundo sambou, uma estrela caiu / Eu bem que mostrei sorrindo, pela janela, ah que lindo/ Mas Carolina não viu…” [Carolina – Chico Buarque]

“Olho a rosa na janela / Sonho um sonho pequenino Se eu pudesse ser menino Eu roubava essa rosa /E ofertava toda prosa À primeira namorada E nesse pouco ou quase nada Eu dizia o meu amor/ O meu amor” [Modinha – Sérgio Bittencourt”]

“Abre a janela formosa mulher /E vem dizer adeus /A quem te adora”
[Abre a janela – Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti]

Que saudades dos tempos em que as janelas serviam aos poetas e aos amantes.

Antigamente, mocinhas casadoiras, nelas, debruçadas, ficavam à espera de seu príncipe encantado, trocando olhares furtivos com os passantes, assim, pela janela muito romance começava.

Que saudades dos tempos em que o grande pecado cometido à janela estava reservado às fofoqueiras que ali se postavam a bisbilhotar a vida alheia. Bisbilhotice que se transformava em comentários maldosos, na maioria das vezes, eram meras ficções, criadas por estas fofoqueiras, dando vazão às suas próprias fantasias.

Hoje, nas grandes cidades, o medo impera e o tempo passa tão rapidamente, enquanto nós, totalmente absorvidos pelas imagens produzidas pelo olhar alheio, não temos mais tempo de nos postarmos à janela, para vermos o mundo com os nossos próprios olhares, sendo produtores de nossos sonhos, fantasias, verdades ou mesmo mentiras, mas olhares construídos por nós mesmos, olhares nossos.

Nos tempos de hoje, nas janelas, não há mais mocinhas ou fofoqueiras.Quem está à espreita é a morte do olhar particularizado, do olhar devaneante, do olhar sonhador, do olhar namorador ou do olhar fofoqueiro.

Se fosse apenas está ausência de olhares, já seria bem triste, mas, hoje, janelas se abrem para receber a morte, para praticar a morte. Desencanto total!

Será que ainda há espaço para se falar de amor e poesia, se, pela janela de apartamentos, crianças são atiradas, covardemente?

“Criança de seis anos morreu ao cair de 6º andar de prédio; tela de proteção foi cortada e quarto tinha marcas de sangue.” [ http://terratv.terra.com.br]

CURITIBA – A auxiliar de enfermagem Tatiane Damiana, 41 anos, presa após ter atirado a filha de 8 meses pela janela do seu apartamento, no 6º andar, em Curitiba (PR), na noite de ontem, lamentou o fato de não ter tido coragem para se jogar da janela, como era seu plano inicial.
[http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/07/01/e010710729.html]

Pelas janelas dos meus olhos, escorrem dor e tristeza, mas esforço-me para permitir que o sonho ainda tenha vez!
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