AVENTURA (Autoria: Sônia Moura)
Espalhando
Em seus mares
Os meus sonhos
Como uma ilha
Perdi-me
Em seu oceano
(do livro: COISAS DE MULHER de Sônia Moura)
CARNAVAL (por Sônia Moura)
Entre outras explicações de cunho etimológico e/ou histórico sobressai-se aquela que liga o carnaval à carne, ou melhor, o adeus à carne (carne vale) ou à supressão desta (carne levamen). Há também aqueles que ligam a palavra a carro naval (currus navalis).
Quanto ao onde, quando e como surgiu o carnaval também é assunto controverso, alguns defendem que o carnaval nasceu para festejar o início da primavera e aos cultos do deus Dionísio, na Grécia e em Roma.
Outros atribuem o início das festas carnavalescas aos cultos feitos pelos antigos para agradecer pelas boas colheitas, isto há dez mil anos a.C ; outros mais dizem que o carnaval nasceu no Egito, em homenagem à deusa Ísis e ao Touro Apis, sem contar com a turma que defende que foi na Roma antiga que a festança começou com as bacanais, as saturnais e lupercais em homenagem aos deuses Baco, Saturno e Pã.
Seja lá como for e venha de onde vier, o carnaval é a folia mais gostosa que existe, por isto antes de mais nada, o verdadeiro carnaval é uma festa democrática, pois vem do povo, para o povo e feita pelo povo.
Brincar na rua, sem compromisso, deixando a alegria fruir ou apenas ficar apreciando quem se diverte, ou, apenas sorrir de tudo, é o máximo!
Então, viva a festa mais alegre do mundo!
SALVO CONDUTO (Autoria: Sônia Moura)
Amor meu,
Lei é lei
Por isto lhe dei
O salvo conduto
Para você circular
Livremente
Por meu coração
Amor meu,
Lei é lei
E você abusou
Pois limites burlou
Então perdeu
Esta concessão
E não tem apelação
Faça como galo
Vá cantar
Em outro terreiro
Este último erro
Foi o derradeiro
Dura Lex sed Lex
Para você
Não tem perdão
Então
De antemão:
Adeus!
(Da obra: COISAS DE MULHER de Sônia Moura)
PELAS ONDAS DO MAR (Autoria: Sônia Moura)
Mar, amigo meu, tu és
Companheiro que, nas caminhadas
pelas manhãs novatas,
A lamber-me os pés
Me dás solitários sinais
De tua força
Quando, com molhados e suaves acenos,
Me falas dos teus e dos meus ais
Então, cada vez, e sempre mais
Fico certa de que és como vida
Que se mostra
Em ondas que vêm e vão
Sussurrando mistérios
Salpicando ilusões
Ás vezes, tão salgadas,
Que teus ruídos as transformam
Em imagens de abandonos
Eternizadas
És como a vida
Que se descortina
Através de janelas
Que se abrem ou se fecham
Para amores entardecidos
Para amores esquecidos
Vindo olhos pálidos salgar
Mar, eterno mar,
Com as ondas do teu cantar,
Quero tua majestade divinal
Reverenciar
E com ares de sereia conquistada
Beijos ao vento docemente te lançar
Pedindo aos deuses que para sempre
Permitam-me em teus abraços despertar
(Da obra: POEMAS EM TRÂNSITO de Sônia Moura)