Humano?

Uma mulher é acusada de jogar a filha recém-nascida no Rio Arrudas, em Contagem (MG). Interrogada, disse que a menina já estava morta quando foi atirada no rio.

Juridicamente, claro que há diferença entre, primeiro matar e depois jogar o cadáver no rio e “apenas” jogar o cadáver no rio, já,  emocionalmente é uma outra história, bem diferente, mesmo.

Qualquer que seja o desfecho desta julgamento, não nos cabe julgá-la, apedrejá-la ou condená-la, mas temos o direito de nos indignarmos e perguntarmos: -Como pode tamanha loucura? Sim, loucura, seja ela provocada pelo desespero, por uma bruta depressão ou por pura insensibilidade ou desamor, só pode ser loucura.

Recuso-me a classificar esta atitude como sendo humana, ainda que alguns venham a dizer  que, nestes tempos loucos,  é uma atitude “humana, demasiadamente, humana”.

Copa, cozinha e sala

Alvíssaras! O Brasil vai sediar a Copa 2014! Junto com o evento virão empregos, recursos, melhorias e alegrias, isto é bom!

Só esperamos que não se esqueçam das cozinhas de panelas vazias, das salas de espera por um emprego ou por um atendimento hospitalar e ainda das salas de aula sem recursos, com professores desmotivados e mal remunerados, falando para alunos também desmotivados.

Por favor, senhores governantes, dêem, ao menos, alguns quartos do que arrecadarem para preencherem dignamente estas cozinhas e salas tão abandonadas.

Luz!

 

As autoridades estão dormindo no ponto e deixando a cidade do Rio de Janeiro entregue aos blogs da vida. Falta-nos esperança. E, vejam a que ponto chegamos, pois a minha amada cidade quase ficou, literalmente sem “luz no fim do túnel”. Foi por pouco, mas, pelo menos esta luz deve voltar brevemente, uma vez que o túnel já está sendo reaberto.

Tempo

– O tempo enlouqueceu, disse a senhora ao ser entrevistada, por uma emissora. Seu rosto contraiu-se, mas, ainda assim, conseguiu sorrir.
Foi o tempo ou foi o mundo que enlouqueceu, quando todo mundo se esqueceu de que é nele que temos que viver? E, por quanto tempo vamos franzir o cenho e, ainda assim, conseguir sorrir?

Metamorfose

Estou relendo “O Vermelho e o Negro” de Stendhal e percebo que, no ontem ou no hoje, na história e na estória do homem, a ambição, metamorfoseada em paixão, fascina a todos. Por isto é que se vê, na História universal ou na estória de Julien Sorel, vilões metamorfoseados em heróis, sorrindo para todos nós.