{"id":847,"date":"2009-08-15T15:58:39","date_gmt":"2009-08-15T19:58:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=847"},"modified":"2009-08-15T16:00:24","modified_gmt":"2009-08-15T20:00:24","slug":"incoercivel-fantasia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=847","title":{"rendered":"INCOERC\u00cdVEL FANTASIA"},"content":{"rendered":"<p>INCOERC\u00cdVEL FANTASIA \u00a0(Autoria: <strong>S\u00d4NIA MOURA<\/strong>) \u00a0\u00a0<a title=\"incoerc\u00edvel fantasia\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/chuva.jpg\"><img alt=\"incoerc\u00edvel fantasia\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/chuva.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>O filme O IMP\u00c9RIO DOS SENTIDOS, que revi esta semana,\u00a0 nos traz a leitura poliss\u00eamica das sensa\u00e7\u00f5es, suscita o reexame da for\u00e7a dos sentidos, do que \u00e9 er\u00f3tico (e n\u00e3o pornogr\u00e1fico), do que \u00e9 desejo (e n\u00e3o vulgaridade) e ativa a circula\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de todos os sentidos.<br \/>\nO t\u00edtulo (em portugu\u00eas) guarda intrinsecamente o significado maior da face m\u00faltipla do di\u00e1logo entre o EU  e o OUTRO, sugerindo novas possibilidades de compreens\u00e3o do desejo, regido pelos sentidos, provocando as sensa\u00e7\u00f5es, por interm\u00e9dio das quais  os elementos constitutivos do mundo mostrado projetam-se nas figuras de EROS e TANATOS, insuflando o espectador cuidadoso a voltar-se para as imagens com o olhar revelador do jogo da representa\u00e7\u00e3o er\u00f3tica.<br \/>\nEROS e TANATOS s\u00e3o elementos transitivos nesta narrativa cinematogr\u00e1fica que, na exist\u00eancia dos contr\u00e1rios, tecem o mist\u00e9rio do desejo pleno, no qual convivem no mesmo espa\u00e7o : vida e morte, realidade e prazer.<br \/>\nNeste jogo da representa\u00e7\u00e3o er\u00f3tica, o sujeito, na busca das mais profundas sensa\u00e7\u00f5es, se coloca primeiramente diante do seu outro para (re)nascer, instalando-se no outro pela conjun\u00e7\u00e3o de elementos provocadores do interc\u00e2mbio: amor e desejo.<br \/>\nO rompimento com a solid\u00e3o tem in\u00edcio com a apari\u00e7\u00e3o do que chega (a mulher) ao ambiente em que ir\u00e1 circular livremente um espocar de emo\u00e7\u00f5es. Um dos cen\u00e1rios escolhidos \u00e9, de certa forma,  o retrato da ambig\u00fcidade, apresenta-se desenhado por pinceladas de promiscuidade e \u00e9 nele que surgir\u00e1 o amor sensual, livre, contrapondo-se \u00e0 imagem do amor meramente rom\u00e2ntico.<br \/>\nPelo encantamento er\u00f3tico e pelo jogo da sedu\u00e7\u00e3o, o poder conferido \u00e0 mulher, no que diz respeito ao \u201cuso\u201dde sua sexualidade, permite a esta exercit\u00e1-la plenamente, liberando-a e a seus desejos, deixando de lado o jogo da repress\u00e3o, nascido da moral (da pr\u00f3pria mulher ou a dos outros).<br \/>\nTransitando pelas fendas de designa\u00e7\u00f5es consideradas inaceit\u00e1veis pelas normas institu\u00eddas pelo sistema: prostitui\u00e7\u00e3o, trai\u00e7\u00e3o, libera\u00e7\u00e3o do desejo, ao mesmo tempo que transgridem e transformam as regras sociais, os protagonistas, representantes de uma sociedade castradora e limitadora, tra\u00e7am os contornos do espa\u00e7o aberto ao desejo e sua busca do prazer, das representa\u00e7\u00f5es  e das reapresenta\u00e7\u00f5es er\u00f3ticas, as quais as imposi\u00e7\u00f5es nos fazem negar.<br \/>\nO poder da sedu\u00e7\u00e3o surge pela transforma\u00e7\u00e3o m\u00e1gica do prazer, colocando em embates constantes a loucura e a raz\u00e3o, o medo e a coragem, deixando deabrochar como os salgueiros em flor o desejo sem culpa, sem barreiras ou fronteiras com a clareza da liberdade animal. Deste modo, a f\u00e1bula amorosa envolve os amantes  e mostra uma natureza er\u00f3tica n\u00e3o parasit\u00e1ria.<br \/>\nO elo entre as imagens moventes e o espectador \u00e9 emoldurado por est\u00edmulos que pulsam na tela  e conseguem envolver n\u00e3o apenas pelo espet\u00e1culo sexual, mas tamb\u00e9m pela solicita\u00e7\u00e3o de nossa cumplicidade, apelo este que nos vem atrav\u00e9s das imagens po\u00e9ticas dominantes. Estas imagens po\u00e9ticas criam um universo independente de conceitos estabelecidos, negando o mundo das apar\u00eancias, concebido como real e absoluto, aquele que relega o er\u00f3tico e a sensualidade a um canto escuro e isolado, reflexo de sociedades hip\u00f3critas.<br \/>\nSegundo Francesco Alberoni (1), \u201cO erotismo se apresenta sob o signo da diferen\u00e7a. Uma diferen\u00e7a dram\u00e1tica, violenta, exagerada e misteriosa\u201d, \u00e9 exatamente por estes caminhos que os sentidos ir\u00e3o transitar, deixando o intransitivo social de lado, escapando das prosaicas restri\u00e7\u00f5es ao desejo, desta forma, os sentidos captam a ess\u00eancia dos seres e do mundo e a devolvem em forma de prazer ilimitado e transcendental.<\/p>\n<p>Construindo um mundo \u00e0s avessas do que \u00e9 \u201cpermitido\u201d, os sentidos explodir\u00e3o na tela  em cores, sabores, peles e sons instigando os protagonistas e a assist\u00eancia a se embrenharem por labirintos saborosos, excitantes e estimulantes.<br \/>\nO primeiro sentido a se manifestar ser\u00e1 o da vis\u00e3o &#8211; o olhar: o desejo que fala. Simbolicamente, o olhar \u00e9 prerrogativa dos deuses, emprestada aos seres humanos, \u00e9 SEDU\u00c7\u00c3O que hipnotiza, prende e fascina. Dotado de poderes m\u00e1gicos, este instrumento das ordens interiores, \u00e9 o espelho de duas almas, que ir\u00e1 abrir as janelas do encantamento por onde come\u00e7ar\u00e1 o di\u00e1logo \u00f3ptico, provocador do desejo espelhado na tela como um caleidosc\u00f3pio, denunciando o sentido de algo interior que se romper\u00e1 para o exterior. M\u00e1gico, m\u00edtico e indeterminado, o olhar anula a anteced\u00eancia, arrebenta correntes, comove, une e desarticula conceitos e preconceitos.<br \/>\n\u00c9 o olhar que provoca tamb\u00e9m o primeiro momento de tens\u00e3o(e de tes\u00e3o) confirmado pelo indefinido deslumbramento; quando a s\u00fabita presen\u00e7a se revela: O OUTRO.<br \/>\nO olhar (masculino e feminino), n\u00e3o escamoteado, exibido pela for\u00e7a provocadora de sensa\u00e7\u00f5es e desejos, revela-se e \u00e9 revelado, entrela\u00e7ando sujeito e objeto, na transposi\u00e7\u00e3o er\u00f3tica de um e de outro, unindo fantasias e realidades.<br \/>\nA cumplicidade, de quem olha e de quem \u00e9 olhado, libera o olhar do espectador, confirma e denuncia a imagem fundamental do desejo. O desejo (feminino e masculino) desenhado no mesmo plano, permite o instante eterno e, no centro de tudo, explodir\u00e3o a intui\u00e7\u00e3o e as outras sensa\u00e7\u00f5es, as quais fomentar\u00e3o a viagem persistente  que as personagens ir\u00e3o empreender.<br \/>\nAtrav\u00e9s de est\u00edmulos verbais, os amantes everendam por muitas cavernas, conscientes  ou inconscientes, na busca da completude, da renova\u00e7\u00e3o e da libera\u00e7\u00e3o do er\u00f3tico, at\u00e9 chegarem \u00e0 plenutide do ser: o PRAZER.<br \/>\nA palavra, para os gregos, era raz\u00e3o, intelig\u00eancia, id\u00e9ia e o sentido mais profundo do ser \u2013 era o pr\u00f3prio pensamento; tamb\u00e9m est\u00e1 ligado simbolicamente \u00e0 alma, e era a primeira manifesta\u00e7\u00e3o divina nas concep\u00e7\u00f5es cosmog\u00e2nicas.<br \/>\nS\u00edmbolo de fecunda\u00e7\u00e3o, germe da cria\u00e7\u00e3o, a palavra \u00e9 fertilizadora e \u00e9 por meio dela que o protagonista \u201cengravida\u201dseu objeto de desejos, desejos estes que ir\u00e3o despertar, depois do derramamento daquelas palavras quentes e \u00famidas, que escorrem pelos ouvidos da protagonista, invadem os ouvidos da plat\u00e9ia, indo ocupar o lugar da desarticula\u00e7\u00e3o, para que EROS e TANATOS possam se encontrar.<br \/>\nDotadas de poderes m\u00e1gicos, as palavras v\u00e3o-se instalando, conquistando e se deixando conquistar. Medindo-se num corpo-a-corpo incans\u00e1vel, travam um duelo permanente com EROS e TANATOS, ambos seduzidos pela palavra, pois ante uma palavra bendita at\u00e9 o encantamento se encanta. Por ser a metalinguagem da sedu\u00e7\u00e3o e a condutora do fasc\u00ednio m\u00fatuo, a palavra transita livremente no ar, transmutando-se em produtora do sentido n\u00e3o fragmentado do discurso da fascina\u00e7\u00e3o, dissolvendo qualquer resist\u00eancia em constela\u00e7\u00e3o do desejo.<br \/>\nA m\u00fasica, parceira da libido, denuncia acintosamente a presen\u00e7a de EROS, entra na dan\u00e7a, fazendo par com a ca\u00e7a  E os ca\u00e7adores do desejo insaci\u00e1vel, dos gozos sensoriais, da sedu\u00e7\u00e3o e da posse., para que unidos, os amantes possam penetrar nos mist\u00e9rios e na simplicidade do gozo, despertando segredos que dormem escondidos.<br \/>\nAcordes repetidos sistematicamente suscitam significa\u00e7\u00f5es ligadas ao sensual; tons e sons provocadores da libido licenciam a imagina\u00e7\u00e3o e a\u00e7ulam o tes\u00e3o, vindo a provocar o imagin\u00e1rio individual e o coletivo, transformados na converg\u00eancia dos sentidos.<br \/>\nAs palavras, desaguando em rios mansos ou agitados, inundam a alma, mas, em alguns momentos, sucumbem na presen\u00e7a do olhar e este passa a compartilhar com o tato as del\u00edcias de percorrer os caminhos tentadores do corpo, ambos, olhar e tato deslizam lenta e levemente pela pele, at\u00e9 que a palavra, finalmente, emude\u00e7a. Num dado instante, o olhar se tranca em seu quarto e deixa \u00e0 mem\u00f3ria o prazer, atrav\u00e9s das lembran\u00e7as do que ainda est\u00e1 t\u00e3o presente e t\u00e3o pr\u00f3ximo, cabendo ao tato o \u00e1pice da gl\u00f3ria \u2013 a sensa\u00e7\u00e3o pelo toque, acalentando outras sensa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nA fantasia abandona-se ao prazer da digress\u00e3o sexual, quando entram em cena o toque, o tato, o contato e a pele. A partir deste momento, amor e aventura emolduram um mundo onde tudo cabe, ajudando o homem a desvendar uma nova mulher e a mulher a desvendar-se a si mesma e nesta mistura de pontos: tato, contato, pele e toque, o fantasma atraente de EROS \u00e9 o her\u00f3i sem disfarce que ajuda os amantes a vencerem qualquer obst\u00e1culo e eles se tornam os herdeiros do sonho.<br \/>\nAtrav\u00e9s do cheiro, sutileza vol\u00e1til, o sexo dilui-se pelo quarto e, os perfumes que no ambiente exalam e com os quais os amados se (con)fundem, d\u00e3o um clima de afetividade e pureza e, ao mesmo tempo, um forte ar de fasc\u00ednio, sexualidade, tenta\u00e7\u00e3o unem na mesma carga simb\u00f3lica: ren\u00fancia e posse.<br \/>\n\u00c9 pelo cheiro que os animais se reconhecem, se estimulam e se excitam; n\u00f3s, animais afastados da nossa verdade, nos deixamos levar pelas asas do vento de imposi\u00e7\u00f5es e pelo uso de tantos outros perfumes colocados sobre o corpo, apagamos os rastros e deixamos perdidos o sentido do olfato. Em O Imp\u00e9rio dos Sentidos, o olfato e a gusta\u00e7\u00e3o participam das proezas de EROS, maravilhosamente (im)prudente, no seio do espet\u00e1culo do del\u00edrio.<br \/>\nA representa\u00e7\u00e3o er\u00f3tica \u00e9 quase sempre anulada, disfar\u00e7ada ou manipulada em todas as formas de express\u00e3o art\u00edstica, no entanto, neste filme, a m\u00e1scara \u00e9 destronada pela configura\u00e7\u00e3o significativa dos sentidos, assim, tudo \u00e9 permitido, tudo \u00e9 mostrado, tudo \u00e9 sentido.<br \/>\nOlfato e gusta\u00e7\u00e3o se sobrep\u00f5em, ent\u00e3o o prazer e o desejo s\u00e3o colocados \u00e0 merc\u00ea dos sabores e dos cheiros. Tudo \u00e9 provado e aprovado: a pele, o sangue, a comida, a bebida, o falo e a vulva, tudo se materializa em apari\u00e7\u00e3o das del\u00edcias sexuais.<br \/>\nO sangue, s\u00edmbolo do ventre, onde morte e vida se transmutam uma na outra e o vermelho , a mais contradit\u00f3ria das cores , simbolizando ambival\u00eancias: a\u00e7\u00e3o x paix\u00e3o, liberdade x opress\u00e3o, provocam a fascina\u00e7\u00e3o, o dinamismo e a excita\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSeja como denunciadores do ci\u00fame, seja como imagem do sabor tomando o lugar da avers\u00e3o, do nojo do \u201cque \u00e9 impuro\u201d ou da dor da perda, esta dupla de sustenta\u00e7\u00e3o denuncia, j\u00e1 no in\u00edcio do filme e reafirma a presen\u00e7a de TANATOS no territ\u00f3rio de EROS, para ao final se apresentarem como identificadores da MORTE e da VIDA, no momento em que o c\u00edrculo se fecha e TANATOS substitui EROS para assegurar a vit\u00f3ria do prazer.<\/p>\n<p>(1)\tALBERONI, Francesco. \u201cAs diferen\u00e7as\u201d, in O EROTISMO \u2013 fantasias e realidades do amor e da sedu\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo, C\u00edrculo do Livro. 1986.<br \/>\n(*) Refer\u00eancias simb\u00f3licas colhidas do Dicion\u00e1rio dos s\u00edmbolos de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INCOERC\u00cdVEL FANTASIA \u00a0(Autoria: S\u00d4NIA MOURA) \u00a0\u00a0 O filme O IMP\u00c9RIO DOS SENTIDOS, que revi esta semana,\u00a0 nos traz a leitura poliss\u00eamica das sensa\u00e7\u00f5es, suscita o reexame da for\u00e7a dos sentidos, do que \u00e9 er\u00f3tico (e n\u00e3o pornogr\u00e1fico), do que \u00e9 desejo (e n\u00e3o vulgaridade) e ativa a circula\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de todos os sentidos. 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