{"id":83,"date":"2007-12-09T10:47:52","date_gmt":"2007-12-09T14:47:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=83"},"modified":"2008-01-05T16:30:23","modified_gmt":"2008-01-05T20:30:23","slug":"versoes-e-subversoes-artisticas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=83","title":{"rendered":"VERS\u00d5ES E SUBVERS\u00d5ES ART\u00cdSTICAS"},"content":{"rendered":"<p><img SRC=\"http:\/\/tbn0.google.com\/images?q=tbn:mBKMgtlCPrjyaM:http:\/\/www.edg.notasd.com\/files\/images\/parcial_dibujo_artistico%2520copia_0.preview.jpg\" TITLE=\"Arte\" HSPACE=\"6\" WIDTH=\"127\" HEIGHT=\"94\" ALIGN=\"left\" \/>Sendo a arte o reposit\u00f3rio de informa\u00e7\u00f5es culturais de uma \u00e9poca e o artista, aquele que trabalha a realidade, o sonho e a utopia, abordar a concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica, compreendida na defini\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno tr\u00e1gico \u00e9, de certo modo,  reafirmar que \u201ca perda da Trag\u00e9dia leva o homem \u00e0 perda da f\u00e9 e da cren\u00e7a na pr\u00f3pria imortalidade\u201d.<br \/>\nO artista em  sua aventura visual, em  suas  viagens e descobertas  pode (ou deve?), com sua obra de arte, arrastar o espectador e coloc\u00e1-lo surpreendido com o seu destino,  j\u00e1 que o homem de todos os tempos sente a necessidade do prazer est\u00e9tico, do olhar, da harmonia, do equil\u00edbrio, do ritmo e da composi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA obra de arte tem forma e obedece \u00e0s leis da forma, pois ao elaborar  a representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica  de pessoa ou de objeto,  o artista sabe que sua obra estar\u00e1 sujeita ao material usado: madeira, ferro, tela ou pedra, ao contexto e as influ\u00eancias s\u00f3cio-hist\u00f3ricas, aos seus desejos e sonhos, os quais  permeiam o fazer art\u00edstico, no entanto, o que garantir\u00e1 a emo\u00e7\u00e3o e a sensa\u00e7\u00e3o da obra de arte, ser\u00e1 o ritmo visual e as rela\u00e7\u00f5es estabelecidas no\/e pelo olhar  do espectador.<br \/>\nPara interpretar o antagonismo est\u00e9tico entre as for\u00e7as Apol\u00ednicas e Dionis\u00edacas, Nietzsche passa da metaforiza\u00e7\u00e3o est\u00e9tica \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica (sonho, embriaguez), assim, a arte do homem torna-se um acontecimento c\u00f3smico, quando a trag\u00e9dia dramatiza uma realidade muito forte e pela dramatiza\u00e7\u00e3o acontece a catarse, confirmando-se, ent\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o entre a arte e a vida.<br \/>\nA car\u00eancia gera a necessidade, a  Trag\u00e9dia, a mudan\u00e7a e \u00e9 pela sensa\u00e7\u00e3o de recria\u00e7\u00e3o produzida por meio da  Trag\u00e9dia  (produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica) que o homem saboreia, participa do que \u00e9 natural e ao mesmo tempo fict\u00edcio, e \u00e9 neste instante que acontece a condensa\u00e7\u00e3o , a identifica\u00e7\u00e3o com uma situa\u00e7\u00e3o inc\u00f4moda e  que precisa ser expurgada. Neste embate entre a realidade e fic\u00e7\u00e3o, a Trag\u00e9dia permite  que da identifica\u00e7\u00e3o, nas\u00e7a   o conflito e dele se origine  o al\u00edvio, dando-se , assim, a catarse.<br \/>\nDeste modo, o processo criativo na sua inven\u00e7\u00e3o, um dos pontos primordiais em destaque no texto O Nascimento da Trag\u00e9dia de Friedrich Nietzsche, mostra  que a obra de arte, seu conjunto de imagens e as inesperadas associa\u00e7\u00f5es podem criar m\u00faltiplos centros significativos, expandindo a fun\u00e7\u00e3o art\u00edstica, para que o vi\u00e9s privilegiado do olhar se delicie com as  vers\u00f5es e subvers\u00f5es art\u00edsticas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sendo a arte o reposit\u00f3rio de informa\u00e7\u00f5es culturais de uma \u00e9poca e o artista, aquele que trabalha a realidade, o sonho e a utopia, abordar a concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica, compreendida na defini\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno tr\u00e1gico \u00e9, de certo modo, reafirmar que \u201ca perda da Trag\u00e9dia leva o homem \u00e0 perda da f\u00e9 e da cren\u00e7a na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[6],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pmZuW-1l","jetpack-related-posts":[{"id":1250,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1250","url_meta":{"origin":83,"position":0},"title":"AUTOR \/LEITOR- PALAVRAS E CUMPLICIDADES","date":"27 maio 2010","format":false,"excerpt":"\u00a0 AUTOR \/LEITOR- PALAVRAS E CUMPLICIDADES \u00a0(Autoria: S\u00f4nia Moura) \u00a0A base de nossa percep\u00e7\u00e3o do mundo d\u00e1 \u2013 se pela palavra,\u00a0 oral ou escrita, \u00e9 atrav\u00e9s dela que as representa\u00e7\u00f5es culturais de um povo se perpetuam, se multiplicam, se modificam e \u00e9, pela falta da palavra, que h\u00e1bitos e costumes\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":544,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=544","url_meta":{"origin":83,"position":1},"title":"FIOS DA MESMA MEADA","date":"12 dezembro 2008","format":false,"excerpt":"FIOS DA MESMA MEADA \u00a0 \u00a0 \u00a0 (Autoria: S\u00d4NIA MOURA) Sabendo-se que um texto nunca est\u00e1 pronto, conclu\u00eddo, para prosseguir fomentando a gera\u00e7\u00e3o de outros textos, a efetiva\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo entre autor\/leitor constitui um modo de dilu\u00edrem-se as m\u00e1scaras entre estes e entre a leitura e a escrita, quando tudo\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":1525,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1525","url_meta":{"origin":83,"position":2},"title":"O BAILE DAS M\u00c1SCARAS - parte IV","date":"9 mar\u00e7o 2011","format":false,"excerpt":"\u00a0 O Baile das M\u00e1scaras - parte IV - M\u00e1scaras Africanas A arte \u00e9tnica das m\u00e1scaras africanas tem por princ\u00edpio b\u00e1sico a est\u00e9tica, \u00e9, sobretudo forma de express\u00e3o, vem de dentro para fora do indiv\u00edduo, \u00e9 \"inven\u00e7\u00e3o\", \"cria\u00e7\u00e3o\" e n\u00e3o mera imita\u00e7\u00e3o da natureza, uma vez que \u00e9 arte mediadora\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":1197,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1197","url_meta":{"origin":83,"position":3},"title":"M\u00c1SCARAS NEGRAS  - Fundamenta\u00e7\u00f5es e Significa\u00e7\u00f5es","date":"13 abril 2010","format":false,"excerpt":"\u00a0 M\u00c1SCARAS NEGRAS\u00a0 - Fundamenta\u00e7\u00f5es e Significa\u00e7\u00f5es (Autoria: S\u00d4NIA MOURA) \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 As artes africanas apreenderam plenamente o significado mais profundo das m\u00e1scaras ao fazerem destas um instrumento que desenha a trajet\u00f3ria do homem do nascimento \u00e0 morte. 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