{"id":777,"date":"2009-06-22T20:48:10","date_gmt":"2009-06-23T00:48:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=777"},"modified":"2009-06-22T20:49:07","modified_gmt":"2009-06-23T00:49:07","slug":"presente-na-saudade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=777","title":{"rendered":"PRESENTE NA SAUDADE"},"content":{"rendered":"<p>PRESENTE NA SAUDADE (Autoria: <strong>S\u00f4nia Moura<\/strong>)<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/lagrima.jpg\" title=\"pRESENTE NA SAUDADE\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/lagrima.jpg\" alt=\"pRESENTE NA SAUDADE\" \/><\/a><\/p>\n<p>A um canto da sala, encolhida, Mariana curva-se ao peso daquela verdade. Sente-se desamparada, parecia que havia um punhal espetando o seu peito, ferindo-lhe n\u00e3o s\u00f3 o corpo, mas sua alma,.a vida  e a sua mais linda hist\u00f3ria.<br \/>\nDesolada, deixa os bra\u00e7os penderem-se ao longo do corpo como se fossem dois galhos de uma \u00e1rvore sem raiz, e, mesmo pisando sobre aquele tapete macio, sentia seus p\u00e9s tocarem em imensos pedregulhos. Tudo feria seu corpo e sua alma.<br \/>\nSeus olhos claros est\u00e3o turvos e olham para o nada. Sem for\u00e7as, ajoelha-se, pega o len\u00e7o, tentando conter as l\u00e1grimas que jorram sem parar, seu corpo entorpecido parece ter o peso triplicado.<br \/>\nEntontecida pela dor, com as p\u00e1lpebras a pesaram-lhe a ponto de a cabe\u00e7a pender pesadamente para frente, Mariana senta-se \u00e0 beira da lareira e adormece.<br \/>\nEm seu sonho, envereda-se pelo mata e l\u00e1 encontra um c\u00e3o vagando, este ser\u00e1 seu novo amigo, em seguida ela encontra um lindo chap\u00e9u de cor azulada, com um lindo la\u00e7o de fita. Sem hesitar, Mariana coloca aquele chap\u00e9u com uma aba t\u00e3o larga que lhe cobre toda a vis\u00e3o, Marina j\u00e1 n\u00e3o consegue ver tudo que est\u00e1 a sua volta.<br \/>\nDe repente, algu\u00e9m lhe oferece uma tigela fumegante de um mingau que sua m\u00e3e sempre lhe servia todas as manh\u00e3s. Mariana dobra a larga aba do chap\u00e9u, inclina-se e come\u00e7a a saborear aquele manjar dos deuses, neste momento, tudo se transforma o tempo regride, a saudade diminui e ela se v\u00ea menina olhando nos olhos daquele menino de cabelos negros e sentindo que o amor por ele acabava de tomar posse d seu cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nFlores que mais parecem sinos dobram-se e v\u00eam acariciar-lhe a fronte, como se fossem as m\u00e3os do homem amado, enquanto borboletas lhe trazem mel em conchas douradas.<br \/>\nEla n\u00e3o recua, deixa-se beijar por aquele momento \u00fanico, deita-se no meio dos arbustos, abre a boca e deixa que o mel escorra por sua garganta, para ado\u00e7ar-lhe a alma t\u00e3o sofrida.<br \/>\nComo Celso pudera faz\u00ea-la sofrer tanto assim, depois de tantos anos, como? Ele n\u00e3o deveria ter partido daquele jeito, de repente, sem um abra\u00e7o ou um beijo. Sentia-se t\u00e3o s\u00f3, depois de 35 anos ele a deixou naquela noite fria sem dizer adeus. L\u00e1grimas.Um frio intenso entra pela janela escancarada por uma rajada de vento, d\u00f3i-lhe o corpo.<br \/>\nMariana vai despertando sob a emo\u00e7\u00e3o do sonho e a emo\u00e7\u00e3o da realidade. Olha o rel\u00f3gio, s\u00e3o 02 horas e 33 minutos de uma madrugada fria, esta era a primeira noite que ela dormiria sozinha por conta daquele maldito enfarte que levou o seu amado para sempre.<br \/>\nDeixou-se ficar no tapete em frente \u00e0 lareira e nas chamas j\u00e1 cansadas viu o rosto de Celso a sorrir-lhe. Sorriu para aquela imagem e seu cora\u00e7\u00e3o, por uns segundos se acalmou.<br \/>\nUm novo dia estava nascendo.<br \/>\n(Do livro: <strong>Minimamente Cr\u00f4nicas<\/strong> de S\u00f4nia Moura)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PRESENTE NA SAUDADE (Autoria: S\u00f4nia Moura) A um canto da sala, encolhida, Mariana curva-se ao peso daquela verdade. 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