{"id":759,"date":"2009-05-29T15:39:29","date_gmt":"2009-05-29T19:39:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=759"},"modified":"2009-05-29T15:41:15","modified_gmt":"2009-05-29T19:41:15","slug":"da-ate-show-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=759","title":{"rendered":"D\u00c1 AT\u00c9 SHOW"},"content":{"rendered":"<p><strong>D\u00c1 AT\u00c9 SHOW<\/strong>           por <strong>S\u00f4nia Moura<\/strong><\/p>\n<p>Em tempos de globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e  cultural, somos colocados frente a telas  que nos d\u00e3o vis\u00f5es culturais  multiplicadas e, ao mesmo tempo, unificadas, hist\u00f3rica, econ\u00f4mica e ideologicamente. Igual, tudo igual. Ser\u00e1 mesmo verdade? Ou haver\u00e1 marcas de um passado em que o que marcava de fato eram as diferen\u00e7as?<br \/>\nIdeologias, mercado, \u00e9tica, educa\u00e7\u00e3o, trabalho, sobreviv\u00eancia, culturas, pol\u00edticas, produtos e bens culturais, numa simbiose louca, tentam nos convencer (e \u00e0s vezes convencem) de que a melhor  cultura \u00e9 a hegem\u00f4nica. De que serve a heterogeneidade, se todas as tribos devem conviver e sobreviver no maravilhoso   mundo  da fantasia, gerenciado por poucos e assimilado por muitos? Este \u00e9 o nosso admir\u00e1vel velho mundo novo.<br \/>\n\u201cTudo \u00e9 igual, n\u00e3o me iludo \u00e9 contudo&#8230;\u201d (Caetano Veloso), portanto,  n\u00e3o tenhamos ilus\u00f5es tardias, uma vez que a l\u00f3gica do capitalismo \u00e9 il\u00f3gica: fragmenta, diversifica e unifica produtos; se apossa de bens culturais, produz comportamentos, fabrica \u201cpol\u00edticas culturais\u201d, uniformiza culturas.<br \/>\nNo entanto, a globaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser olhada somente pelo prisma defensivo, se assim o fizermos estaremos  \u201cglobalizando\u201d  nosso julgamento, tornando- o hegem\u00f4nico. N\u00e3o nos deixemos levar pelo (des) controle, n\u00e3o somos m\u00e1quina, e podemos criar nossa m\u00eddia, podemos criar mercados.<br \/>\nO  sistema de significa\u00e7\u00f5es, operado pela cultura, mesmo que se promova o palimpsesto cultural,  d\u00e1 ao homem uma vis\u00e3o ordenada do  mundo, e esta rede sim faz a diferen\u00e7a, pois \u00e9 esta marca simb\u00f3lica, significativa, identit\u00e1ria que manter\u00e1 em converg\u00eancia tradi\u00e7\u00e3o e modernidade, mesmo nos momentos exacerbados da globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico- cultural, desta imensa aldeia global.<br \/>\nEu gosto, tu gostas, ele gosta, n\u00f3s gostamos&#8230; ? Respondemos quase que numa s\u00f3 voz: SIM, porque eles gostam. Quem? Os mercadores de tudo, inclusive da(s) cultura(s),  n\u00e3o respeitam fronteiras, destroem barreiras, conjugam e nos fazem decorar o verbo consumir (consumir tudo, inclusive cultura \u2013 n\u00e3o importa o que entendamos por cultura). N\u00e3o se oponha, n\u00e3o questione, apenas consuma o que eu mando, o que n\u00f3s mandamos e n\u00e3o o que voc\u00ea(s) gosta(m).<br \/>\nHistoricamente, os povos  dominados, colonizados, explorados e ou \u201ccivilizados\u201d s\u00e3o induzidos a  olhar o dominador com o olhar de admira\u00e7\u00e3o e tudo o que dele vier ser\u00e1 melhor, mais bonito, mais isto e mais aquilo. E, assim, muito vai sendo jogado por nossas goelas \u00e1vidas dos saberes, das artes, das culturas e das l\u00ednguas alheias e nos empanturramos com o  que \u00e9 do outro, com um sorriso nos l\u00e1bios.<br \/>\nEstrategistas de l\u00e1 e de c\u00e1 nos afogam em belas novidades, em luzes e em  cores, em sabores e em odores. Empanturrem-se, assim n\u00e3o ter\u00e3o fome da sua  pr\u00f3pria comida. Boquiabertos, arrastando uma  cultura bancorrota , nos ancoramos no olhar alheio, num mundo alheio, somos todos irm\u00e3os, somos filhos dos mesmos pais (ou do mesmo pa\u00eds sem fronteiras?). Somos todos iguais (desde que usemos o mesmo t\u00eanis). Ali\u00e1s: \u201cTudo \u00e9 igual quando canto e sou mudo&#8230;\u201d (C. Veloso).<br \/>\nAfastando-se de xenofobias, exclus\u00f5es, sectarismos, o produtor cultural ter\u00e1 papel primordial na desmontagem dos paradigmas globalizados. Se a globaliza\u00e7\u00e3o deseja o mon\u00f3logo da arte e da cultura, cabe ao produtor abrir canais a novos  di\u00e1logos, ficar atento ao espetacular, sem ser espetaculoso, saber tirar o chap\u00e9u na hora certa, se a id\u00e9ia for boa, saber negociar, driblar infer\u00eancias e interfer\u00eancias, dar voz \u00e0 sua cultura, sem deix\u00e1-la se apoderar do microfone e sem jamais ser a voz do produtor  a \u00fanica voz no cen\u00e1rio.<br \/>\nUrge  buscar parcerias, ouvir o outro, entrela\u00e7ar id\u00e9ias, deixar a caverna sem destru\u00ed-la, mas, principalmente, colocar o foco na pessoa, ser s\u00e1bio, saber manipular o a\u00e7o temperado da globaliza\u00e7\u00e3o, acendendo o candeeiro e a luz  neon, usar a pena da escrita e digitar id\u00e9ias e ter muito cuidado com o que vai deletar, confirmando, assim,  que a faculdade \u00fanica da cultura n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 no nome.<br \/>\nDesta forma, novas abordagens de temas at\u00e1vicos e  novas pr\u00e1ticas dever\u00e3o ser adotadas  com a finalidade  de que comunidades se reconhe\u00e7am, se valorizem e, assim, a cultura ( brasileira) se revitalize.<br \/>\nEventos diferenciados (do rock ao samba) em locais diferenciados (do armaz\u00e9m ao museu) ser\u00e3o pontes por onde transitar\u00e3o experi\u00eancias distintas, formando uma s\u00f3 corrente.  O produtor cultural, um dos elos desta corrente,  dever\u00e1 estar  disposto a receber todo o mundo e todos os mundos,  investindo na cria\u00e7\u00e3o de projetos nos quais as id\u00e9ias sejam estimuladoras, onde os espet\u00e1culos fa\u00e7am rir, fa\u00e7am chorar, mas que nos fa\u00e7am pensar, pois estes s\u00e3o, tamb\u00e9m,   pap\u00e9is da arte e da cultura.<br \/>\nPensar a est\u00e9tica do espet\u00e1culo cultural \u00e9 de suma import\u00e2ncia, mas n\u00e3o nos esque\u00e7amos da \u00e9tica ( embora saibamos  que neste mundo p\u00f3s \u2013 moderno\/globalizado a \u00e9tica por vezes \u00e9 triturada, incinerada e  jogada no lixo, fica \u00e0 merc\u00ea de toda a forma de interesse), contudo,  a \u00e9tica \u00e9 o carro-chefe de qualquer espet\u00e1culo, e o produtor cultural n\u00e3o deve se afastar dela, sen\u00e3o, passar\u00e1 a ser apenas um insignificante reprodutor cultural.<br \/>\nPossibilitar a explora\u00e7\u00e3o, a recupera\u00e7\u00e3o e a atualiza\u00e7\u00e3o de imagens da hist\u00f3ria do povo, unindo presente e passado \u00e9 uma das formas de driblarmos o lado mais perverso da globaliza\u00e7\u00e3o cultural, para tal, quem produz cultura precisa estar atento aos fen\u00f4menos diferenciadores  da globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico &#8211; cultural e do uso individual das informa\u00e7\u00f5es dos novos tempos, explorando tesouros escondidos, vasculhando endere\u00e7os camuflados, reconduzindo  a cultura a seu verdadeiro  posto, quando ela precedia o mercado, \u00e9 preciso, eticamente (re) equilibrar o  \u00e2mbito cultural e o \u00e2mbito comercial.<br \/>\nCabe ao produtor cultural ser o implac\u00e1vel  arque\u00f3logo do seu tempo e dos tempos imemoriais, estabelecendo la\u00e7os entre o  ontem e o hoje. Ousar dizer, ousar fazer, sem embarcar no nacionalismo estreito, pois somos plurais sendo \u00fanicos, temos o nosso discreto charme latino \u2013 europeu \u2013 ind\u00edgena -negro- oriental &#8211; ocidental, somos o Brasil.<br \/>\nA globaliza\u00e7\u00e3o de agora \u00e9 exercida por organiza\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas mundiais, por tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, e \u00e9 dif\u00edcil lutar contra estes monstros, mas como se sabe, monstros podem ser vencidos, monstros s\u00e3o lend\u00e1rios, e os produtores culturais precisam ter condi\u00e7\u00f5es de compreender, analisar,  refletir, criticar o fen\u00f4meno da globaliza\u00e7\u00e3o cultural, para que seus projetos e fazeres culturais compartilhem, compactuem com os pontos positivos deste fen\u00f4meno, sem que seus espet\u00e1culos percam de vista a identidade cultural local ou nacional.<br \/>\nO controle remoto da globaliza\u00e7\u00e3o cultural  passa pela m\u00e3o dos que produzem a ideologia dominante, dos que  desenvolvem pensamentos coletivos, dando a n\u00f3s os n\u00f3s. Para desfazer estes  n\u00f3s, n\u00e3o podemos nos afastar do novelo, \u00e9 preciso entender as mazelas dos novos tempos e dos novos recursos e o produtor cultural, que \u00e9 tra\u00e7o de uni\u00e3o, dever\u00e1 se apropriar dos recursos dispon\u00edveis de acordo com a realidade vigente, driblando imposi\u00e7\u00f5es e inten\u00e7\u00f5es.<br \/>\nUnindo  \u00e9tica, compet\u00eancia, educa\u00e7\u00e3o, cultura e cidadania, manteremos nossos bens culturais, criando  projetos culturais e produtos culturais, que poder\u00e3o provocar a amplia\u00e7\u00e3o de conceitos, aproximando modos culturais,  modificando representa\u00e7\u00f5es culturais,  fazendo acontecer a uni\u00e3o e a unifica\u00e7\u00e3o de modos culturais, sem descaracterizar inteiramente identidades culturais.<br \/>\nAssim, nossa representa\u00e7\u00e3o cultural, conduzida por m\u00e3os h\u00e1beis e \u00e1geis de bons  produtores culturais, apesar do arrast\u00e3o globalizado, com toda certeza, d\u00e1 at\u00e9 show.<\/p>\n<p><a title=\"gLOBALIZA\u00c7\u00c3O\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/global.jpg\"><img alt=\"gLOBALIZA\u00c7\u00c3O\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/global.jpg\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D\u00c1 AT\u00c9 SHOW por S\u00f4nia Moura Em tempos de globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e cultural, somos colocados frente a telas que nos d\u00e3o vis\u00f5es culturais multiplicadas e, ao mesmo tempo, unificadas, hist\u00f3rica, econ\u00f4mica e ideologicamente. 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