{"id":716,"date":"2009-05-01T13:58:09","date_gmt":"2009-05-01T17:58:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=716"},"modified":"2009-05-01T13:59:50","modified_gmt":"2009-05-01T17:59:50","slug":"cacos-de-lembrancas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=716","title":{"rendered":"CACOS DE LEMBRAN\u00c7AS"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/cacos2.jpg\" title=\"CACOS\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/cacos2.jpg\" alt=\"CACOS\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>CACOS DE LEMBRAN\u00c7AS<br \/>\n(Autoria: S\u00f4nia Moura)<\/strong><\/p>\n<p>Dos por\u00f5es das minhas saudades<br \/>\nRecolho tempos<br \/>\nS\u00e3o cacos de lembran\u00e7as<br \/>\nNada mais<\/p>\n<p>Mas como valem estes cacos<br \/>\nQue, \u00e0s vezes, jogamos fora<br \/>\nExpulsando esperan\u00e7as<br \/>\nMatando nosso eu -crian\u00e7a<br \/>\nQue deveria viver<\/p>\n<p>Os cacos de nossas lembran\u00e7as<br \/>\nServem para lavar a alma<br \/>\nE perfumar o dia-a-dia<br \/>\nNaquele tempo ensolarado<br \/>\nEu n\u00e3o sabia<br \/>\nQue, hoje, neste tempo t\u00e3o nublado<br \/>\nEu os recolheria<br \/>\nE os guardaria<\/p>\n<p>N\u00e3o, eu n\u00e3o sabia<\/p>\n<p>Como plumas minhas aventuras<br \/>\nAgora em cacos, voam ao vento<br \/>\nComo folhas s\u00e3o jogadas ao ch\u00e3o<br \/>\nMas, por poucos momentos<br \/>\nColho-as, preciso delas<br \/>\nS\u00e3o minhas lembran\u00e7as<\/p>\n<p>Hoje, j\u00e1 n\u00e3o sou crian\u00e7a<br \/>\nE, ainda assim, preciso delas<br \/>\nPara ado\u00e7ar qualquer pranto<br \/>\nQue ouse me invadir<br \/>\nPreciso delas<br \/>\nPara n\u00e3o deixar morrer o canto<\/p>\n<p>Cacos, preciosos cacos feitos de lembran\u00e7as<\/p>\n<p>Vou junt\u00e1-los um a um<br \/>\nPara montar o quebra-cabe\u00e7a<br \/>\nPara que eu jamais me esque\u00e7a<br \/>\nDos portos em que ancorei<br \/>\nDos afagos com os quais me deliciei<br \/>\nDos passeios em que me diverti<br \/>\nDas alegrias que aprendi e<br \/>\nDas m\u00e1gicas artimanhas<br \/>\nQue outrora vivi<\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o quero as l\u00e1grimas salgadas do passado<br \/>\nN\u00e3o quero a tristeza, n\u00e3o quero a dor<br \/>\nDas lembran\u00e7as, quero s\u00f3 a beleza<br \/>\nTodo o resto est\u00e1 morto<br \/>\nDeposto<\/p>\n<p>Quero recompor a vida<br \/>\nCatando os cacos das minhas lembran\u00e7as<\/p>\n<p>Quero o picadeiro dos dias de domingo<br \/>\nQuero de volta o palha\u00e7o que ainda mora em mim<br \/>\nQuero o elefante, o tigre, o le\u00e3o, sem o domador, \u00a0por favor<br \/>\nQuero o homem gigante que engole fogo<br \/>\n(Hoje, j\u00e1 aprendi tamb\u00e9m a engolir,<br \/>\nN\u00e3o fogo, mas sapos<br \/>\nA vida \u00e9 assim)<\/p>\n<p>Quero o circo de outrora<br \/>\nN\u00e3o o de agora<br \/>\nQuero o circo mambembe<br \/>\nEncravado em minhas mem\u00f3rias<br \/>\nQuero o circo da vida<br \/>\nQuero a minha hist\u00f3ria<\/p>\n<p>(Do livro: <strong>POEMAS EM TR\u00c2NSITO de S\u00f4nia Moura<\/strong>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 CACOS DE LEMBRAN\u00c7AS (Autoria: S\u00f4nia Moura) Dos por\u00f5es das minhas saudades Recolho tempos S\u00e3o cacos de lembran\u00e7as Nada mais Mas como valem estes cacos Que, \u00e0s vezes, jogamos fora Expulsando esperan\u00e7as Matando nosso eu -crian\u00e7a Que deveria viver Os cacos de nossas lembran\u00e7as Servem para lavar a alma E perfumar o dia-a-dia Naquele tempo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[4,2],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pmZuW-by","jetpack-related-posts":[{"id":70,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=70","url_meta":{"origin":716,"position":0},"title":"Cacos","date":"25 novembro 2007","format":false,"excerpt":"Ontem fui a um encontro de sempre Com os amigos de sempre Apenas o lugar, desta vez, n\u00e3o era o de sempre Descobri que o tempo \u00e9 como uma vassoura Que vai varrendo os cacos de nossas vidas Selecionando o que vai ficar e o que ele vai levar H\u00e1\u2026","rel":"","context":"Em 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