{"id":700,"date":"2009-04-24T15:33:46","date_gmt":"2009-04-24T19:33:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=700"},"modified":"2009-04-24T15:35:40","modified_gmt":"2009-04-24T19:35:40","slug":"o-feitico-virou-contra-a-feiticeira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=700","title":{"rendered":"O FEITI\u00c7O VIROU CONTRA A FEITICEIRA"},"content":{"rendered":"<p><strong>O FEITI\u00c7O VIROU CONTRA A FEITICEIRA \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/1202663873.png\" title=\"bRUXA\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/1202663873.png\" alt=\"bRUXA\" \/><\/a><strong><br \/>\n(Autoria: S\u00f4nia Moura) \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Elvira fora tra\u00edda pelo marido, Ricardo agora morava com \u201ca outra\u201d.<br \/>\nO nome da \u201coutra\u201d n\u00e3o era pronunciado, Elvira proibira, n\u00e3o queria dar for\u00e7a \u00e0 maior inimiga. Dizia que a m\u00e3e sempre falava que chamar um inimigo pelo nome, era dar a ele muita for\u00e7a. Elvira queria a outra bem fraca.<br \/>\nA outra se colocava como a melhor amiga e tirara dela o grande amor de sua vida. Isto n\u00e3o tinha perd\u00e3o.<br \/>\nA tra\u00edda chorou, esperneou, pensou em se matar, rogou pragas e, finalmente, acalmou-se e foi \u00e0 luta, mas, antes de sair da toca, fez a si mesma uma promessa singular: s\u00f3 iria namorar homens casados.<br \/>\nN\u00e3o tinha sofrido tanto por causa de uma mulher? Agora iria vingar-se, saindo com homens casados, queria que as mulheres sofressem o que ela sofreu, ent\u00e3o, s\u00f3 namoraria homens casados, de prefer\u00eancia, bem casados.<br \/>\nA raiva era contra a outra e n\u00e3o contra o marido que a abandonara e que a tra\u00edra, assim, a vingan\u00e7a era contra as outras mulheres, e claro, ela no papel da \u201coutra\u201d.<br \/>\nN\u00e3o se importava se fossem apenas encontros espor\u00e1dicos, mas nos momentos em que se encontravam, fazia de tudo para prender o homem o maior tempo poss\u00edvel com ela, n\u00e3o porque gostasse dele ou de sua companhia, mas queria que a mulher dele sofresse, para isto ela era a outra.<br \/>\nUm dia, Elvira conheceu Nivaldo e lhe fez a pergunta costumeira: &#8211; Voc\u00ea \u00e9 casado? A resposta foi afirmativa. Elvira exultou, este era mais um para que ela colocasse em pr\u00e1tica a sua vingan\u00e7a contra as mulheres.<br \/>\nAt\u00e9 aquele dia, Elvira n\u00e3o tinha conseguido sentir o sabor da vingan\u00e7a, nenhum homem dissera a ela que a mulher havia suspeitado de nada mesmo. Elvira se ro\u00eda de raiva.<br \/>\nJ\u00e1 com Nivaldo tudo estava sendo diferente, ele sempre se queixava de que n\u00e3o podia v\u00ea-la como queria, porque a mulher j\u00e1 estava desconfiada. Noutro dia, falava sobre uma discuss\u00e3o que tivera com a mulher ou dizia que Elvira devia tomar cuidado, pois a mulher era uma \u201cfera\u201d!<br \/>\nElvira se deleitava com estes relatos, vibrava intimamente ao saber que \u201ca outra\u201d sofria.<br \/>\nO tempo ia passando, Nivaldo e Elvira continuavam a se encontrar \u00e0s escondidas e somente quando ele podia, e, nos \u00faltimos tempos, ele podia cada vez mais, ainda que se mostrasse preocupado com a hora da partida.<br \/>\nElvira n\u00e3o reclamava, s\u00f3 prendia o amado, entre seus bra\u00e7os e pernas, quando este dizia que precisava ir embora, estava na hora, a patroa iria brigar, estava desconfiada, era melhor n\u00e3o bobear.<br \/>\nA agora \u201coutra\u201d, fazia beicinho, falava de amor, implorava e Nivaldo cedia e, no dia seguinte, contava a ela o banz\u00e9 que a mulher armara na noite anterior e dizia: -\u00c9 est\u00e1 ficando dif\u00edcil.<br \/>\nA bem da verdade, Nivaldo e Elvira sentiam-se cada vez mais atra\u00eddos, mas fingiam que isto n\u00e3o estava acontecendo.<br \/>\nUm dia, quando estavam se amando, Nivaldo sentiu a s\u00fabita presen\u00e7a de Eros e n\u00e3o resistiu, declarou-se \u00e0 Elvira.<br \/>\nMesmo com muita vontade de dizer sim \u00e0 proposta do homem que a abra\u00e7ava naquele momento, a mulher, que n\u00e3o desejava se prender a mais ningu\u00e9m e s\u00f3 gostava de namorar homens casados, disse que ficava muito alegre, mas que n\u00e3o queria nada com ele, al\u00e9m dos encontros furtivos, em quartos de mot\u00e9is e aconselhou-o a continuar com a esposa.<br \/>\nCupido gargalhava debaixo dos len\u00e7\u00f3is.<br \/>\nElvira nunca ficou sabendo, mas Nivaldo n\u00e3o era casado, inventara tudo porque, quando conheceu Elvira, n\u00e3o tinha nenhuma vontade de assumir compromisso com mulher alguma, queria poder sair com quem desejasse, por este motivo, dizia a todas as mulheres que era casado, e, assim, ia levando a vida.<br \/>\nMas, como Cupido \u00e9 um menino muito brincalh\u00e3o, eles se apaixonaram e foi a\u00ed que o feiti\u00e7o virou contra a feiticeira e Elvira perdeu a chance de deixar o passado em seu devido lugar e ser feliz, outra vez.<\/p>\n<p>(Do livro: <strong>S\u00fabitas Presen\u00e7as, de S\u00f4nia Moura)<\/strong><\/p>\n<p><a title=\"BRUXA\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/bruxa.jpg\"><img alt=\"BRUXA\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/bruxa.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O FEITI\u00c7O VIROU CONTRA A FEITICEIRA \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 (Autoria: S\u00f4nia Moura) \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Elvira fora tra\u00edda pelo marido, Ricardo agora morava com \u201ca outra\u201d. 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