{"id":677,"date":"2009-03-30T14:28:15","date_gmt":"2009-03-30T18:28:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=677"},"modified":"2009-03-30T14:56:51","modified_gmt":"2009-03-30T18:56:51","slug":"mutantes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=677","title":{"rendered":"MUTANTES"},"content":{"rendered":"<p>Mutantes   (Autoria: <strong>S\u00f4nia Moura<\/strong>) \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<a title=\"menino-passarinho\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/menino-passarinhoanjochello2sb.jpg\"><img alt=\"menino-passarinho\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/menino-passarinhoanjochello2sb.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>MUTANTES  (Autoria:<strong> S\u00f4nia Moura<\/strong>)<\/p>\n<p>Din-don acordou bem cedo<br \/>\nE foi ver o sol nascer<br \/>\nSubiu na duna mais alta<br \/>\nE come\u00e7ou a cantar<br \/>\nPrecisava deste canto<br \/>\nPra o destino mudar<\/p>\n<p>A manh\u00e3 se espregui\u00e7ou<br \/>\nE a lua foi dormir<br \/>\nO sol mostrou o seu rosto<br \/>\nAinda com cara de sono<br \/>\nDe quem dormiu e sonhou<\/p>\n<p>Din-don se p\u00f4s a sorrir<br \/>\nOlhou o horizonte<br \/>\nE ali ficou quietinho<br \/>\nVendo o dia aparecer<br \/>\nSurgindo atr\u00e1s do monte<\/p>\n<p>Seu canto foi cantar longe<br \/>\nPara um nen\u00e9m adormecer<br \/>\nE acordar quem precisa<br \/>\nBem cedo ir trabalhar<br \/>\nPara depois descansar<\/p>\n<p>Din-don era um canarinho<br \/>\nQue uma bruxa muito doida<br \/>\nH\u00e1 muito tempo encantou<br \/>\nE quem era menino<br \/>\nEm passarinho tornou<\/p>\n<p>Mas Din-don gostou desta hist\u00f3ria<br \/>\nDe viver s\u00f3 a cantar<br \/>\nE agora dizem as m\u00e1s l\u00ednguas<br \/>\nQue ele n\u00e3o quer mais trocar<\/p>\n<p>Ser um passarinho \u00e9 t\u00e3o bom<br \/>\nMas  era preciso voltar<br \/>\nE Din-don arranjou um jeito<br \/>\nDe seu destino mudar<\/p>\n<p>Din-don pensou, pensou<br \/>\nE foi com a bruxa falar<br \/>\nEnt\u00e3o ficou acertado<br \/>\nDin-don em dois mundos estaria<br \/>\nE l\u00e1 e c\u00e1 viveria<\/p>\n<p>Nos dias pares, seria um menino<br \/>\nCorrendo pelas campinas<br \/>\nViveria para brincar<br \/>\nNos dias \u00edmpares, passarinho<br \/>\nA voar, voar, voar<br \/>\nA cantar, cantar, cantar<\/p>\n<p>E como aquele dia<br \/>\nEra dia de n\u00famero par<br \/>\nDin-don virou um menino<br \/>\nE depois de muito brincar<br \/>\nCorreu at\u00e9 sua casa<br \/>\nE foi ver televis\u00e3o<br \/>\nAt\u00e9 o dia acabar<\/p>\n<p>No dia seguinte, ent\u00e3o,<br \/>\nT\u00e3o \u00edmpar como o dia<br \/>\nDind-don era um passarinho<br \/>\nQue voando sempre ao l\u00e9u<br \/>\nFoi bem\u00a0 pertinho do c\u00e9u<br \/>\nCantando sem parar<br \/>\nAt\u00e9 o dia acabar<\/p>\n<p>A bruxa, doida demais,<br \/>\nTamb\u00e9m gostou da id\u00e9ia<br \/>\nE passou a viver assim<br \/>\nUm dia ela era bruxa<br \/>\nQue sabia rem\u00e9dios fazer<br \/>\nE no outro era uma fada<br \/>\nQue iria encantar<br \/>\nMas, o fato \u00e9 que bruxa ou fada<br \/>\nIria surpreender<\/p>\n<p>O mundo tamb\u00e9m \u00e9 assim<br \/>\nNingu\u00e9m \u00e9 sempre um s\u00f3<br \/>\nHoje filha, amanh\u00e3, m\u00e3e<br \/>\nHoje neta, amanh\u00e3 av\u00f3<br \/>\nA gente se multiplica<br \/>\nMenino, homem, filho e pai<br \/>\nMenina, mulher, filha e m\u00e3e<br \/>\nNingu\u00e9m jamais \u00e9 um s\u00f3<\/p>\n<p>N\u00e3o somos como as est\u00e1tuas<br \/>\nTemos alma e cora\u00e7\u00e3o<br \/>\nE como o mundo giramos<br \/>\nSomos todos uns mutantes<br \/>\nVivemos para renovar<br \/>\nAssim como fez Din-don!<\/p>\n<p>(Do livro: <strong>Brincadeira de Rimar<\/strong>, de S\u00f4nia Moura)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mutantes (Autoria: S\u00f4nia Moura) \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 MUTANTES (Autoria: S\u00f4nia Moura) Din-don acordou bem cedo E foi ver o sol nascer Subiu na duna mais alta E come\u00e7ou a cantar Precisava deste canto Pra o destino mudar A manh\u00e3 se espregui\u00e7ou E a lua foi dormir O sol mostrou o seu rosto Ainda com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[4,2],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/smZuW-mutantes","jetpack-related-posts":[{"id":617,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=617","url_meta":{"origin":677,"position":0},"title":"D\u00c9BITO AUTOM\u00c1TICO","date":"4 fevereiro 2009","format":false,"excerpt":"\u00a0 \u00a0D\u00c9BITO AUTOM\u00c1TICO (Autoria: S\u00f4nia Moura) Carminda era louca por rouxin\u00f3is, possivelmente influenciada pela fala de jovem apaixonada, em Romeu e Julieta, de William Shakespeare: \"Julieta. - Ent\u00e3o queres j\u00e1 partir ? 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