{"id":649,"date":"2009-02-28T20:39:12","date_gmt":"2009-03-01T00:39:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=649"},"modified":"2009-03-25T08:21:49","modified_gmt":"2009-03-25T12:21:49","slug":"a-rosa-ismalia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=649","title":{"rendered":"A ROSA ISM\u00c1LIA"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<a title=\"ROSA\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/rosa800.jpg\"><img alt=\"ROSA\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/rosa800.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>A ROSA ISM\u00c1LIA  (Autoria: <strong>S\u00f4nia Moura<\/strong>)<\/p>\n<p>O som de uma harpa tocava a suavidade da tarde, Rosa sonhava &#8230;<br \/>\nDe seus olhos e de seus pensamentos, de luas distantes pulava o forasteiro que marcara a sua vida.<br \/>\nO fato aconteceu numa noite fria, assim como estava a sua alma nesta quente noite de ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Sua alma sofria.<br \/>\nMas, este sofrer estava misturado ao prazer das lembran\u00e7as. Era uma mistura de m\u00e1goa e saudade que tomava conta das viagens de Rosa.<br \/>\nE, assim, flutuando entre a tristeza e a alegria, o espectro da menina em flor fazia seus passeios na lua e em mundos encantados.Mas, de vez em quando, a mulher parava nas pontas de uma estrela para descansar, porque estas viagens multifacetadas cansavam.<br \/>\nQuando aportava em esta\u00e7\u00f5es de alegria, seu olhar sorria e ao enveredar por florestas sentia o sabor daqueles beijos, enquanto os  sons dos p\u00e1ssaros traziam aos seus ouvidos a voz do amado que se fora para nunca mais voltar.<br \/>\nEm outros momentos, sentia-se como rosa desfolhada, jogada no meio de um jardim, ela, a Rosa que ouvira dele a certeza do amor eterno, ainda podia sentir o calor daquelas m\u00e3os, daqueles bra\u00e7os que a apertavam com toda for\u00e7a e suavidade.<br \/>\nEra noite de lua cheia e limpa, uma noite com cheiro de esperan\u00e7a, este aroma que sempre se quer sentir.<br \/>\nMesmo nesta noite sombria, sentia o h\u00e1lito do amado a fazer romaria em seus pensamentos. Nestes instantes seus olhos enchiam-se de l\u00e1grimas em forma de l\u00edrios suaves e brancos como o luar.<br \/>\nComo do\u00eda esta saudade feita de luas p\u00e1lidas e dos c\u00e2nticos encantados das sereias. Estas luzes e sons faziam solu\u00e7ar o cora\u00e7\u00e3o ainda apaixonado por aquele que se fora para t\u00e3o longe, num enorme bal\u00e3o azul.<br \/>\nPor que ele partira sem dizer adeus? Por que a deixara aqui com p\u00e1ssaros aprisionados em meus pensamentos, a cantar e a clamar por liberdade? Por qu\u00ea? Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>Estas eram perguntas que martelavam a dor da aus\u00eancia de uma flor perdida no jardim de lembran\u00e7as.<br \/>\nNo hospital psiqui\u00e1trico, Rosa, a flor abandonada, agonizava perdida em seus sonhos e, seguindo a luz do luar, flutuava entre l\u00edrios, d\u00e1lias, margaridas e jarmins, \u00e0 espera da s\u00fabita presen\u00e7a do ser amado.<br \/>\nRosa era o retrato de Ism\u00e1lia, aquela mo\u00e7a do poema de Alphonsus de Guimaraens&#8230;<\/p>\n<p><em>Quando Ism\u00e1lia enlouqueceu,<br \/>\nP\u00f4s-se na torre a sonhar&#8230;<br \/>\nViu uma lua no c\u00e9u,<br \/>\nViu outra lua no mar.  <\/em><\/p>\n<p><em>No sonho em que se perdeu,<br \/>\nBanhou-se toda em luar&#8230;<\/em><\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>(Do livro: <strong>S\u00daBITAS PRESEN\u00c7AS<\/strong> de S\u00f4nia Moura)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0 A ROSA ISM\u00c1LIA (Autoria: S\u00f4nia Moura) O som de uma harpa tocava a suavidade da tarde, Rosa sonhava &#8230; De seus olhos e de seus [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[3],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pmZuW-at","jetpack-related-posts":[{"id":1291,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1291","url_meta":{"origin":649,"position":0},"title":"ROSA ALGEMADA","date":"11 julho 2010","format":false,"excerpt":"ROSA ALGEMADA\u00a0 (Autoria: S\u00f4nia Moura) \u00a0N\u00e3o era mais uma linda Rosa juvenil, mas ainda tinha seu charme, sua gra\u00e7a e muita sensualidade, apenas n\u00e3o as via mais.\u00a0 Um dia, saiu a passear e encontrou um desvio. 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