{"id":544,"date":"2008-12-12T18:14:43","date_gmt":"2008-12-12T22:14:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=544"},"modified":"2008-12-13T06:21:09","modified_gmt":"2008-12-13T10:21:09","slug":"fios-da-mesma-meada","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=544","title":{"rendered":"FIOS DA MESMA MEADA"},"content":{"rendered":"<p><strong>FIOS DA MESMA MEADA \u00a0 \u00a0 \u00a0 (A<\/strong><strong>utoria: S\u00d4NIA MOURA)<\/strong><\/p>\n<p>Sabendo-se que um texto nunca est\u00e1 pronto, conclu\u00eddo, para prosseguir fomentando a gera\u00e7\u00e3o de outros textos, a efetiva\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo entre autor\/leitor  constitui um modo de dilu\u00edrem-se as m\u00e1scaras entre estes e entre a leitura e a escrita, quando tudo pode ser reformulado por meio da interlocu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O texto escrito ou falado apresenta-se como uma forma de fazer art\u00edstico, constru\u00eddo pela l\u00edngua, este instrumento de arte, que d\u00e1 destaque ao car\u00e1ter art\u00edstico-est\u00e9tico do texto como forma de ordena\u00e7\u00e3o do mundo, por meio da leitura, um dos elementos fundamentais para a constru\u00e7\u00e3o do contexto s\u00f3cio-cultural dos povos.<\/p>\n<p>A base de nossa  percep\u00e7\u00e3o do mundo d\u00e1 \u2013 se pela  palavra, oral ou escrita, \u00e9 atrav\u00e9s dela que as representa\u00e7\u00f5es culturais de um povo se perpetuam, se multiplicam, se modificam e n\u00e3o morrem, mas podem modificar-se, cedendo espa\u00e7o ou lugar a novas formas de contar hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias individuais ou coletivas transmutadas em novas narrativas, refor\u00e7am conceitos, ideologias, den\u00fancias, circulam de boca em boca, de texto em texto, consagram mitos e ritos, contaminam, ensinam, registram, agitam, metamorfoseiam \u2013 se em arte, uma das mais eloq\u00fcentes e inquietantes produ\u00e7\u00f5es do homem, para transformar homens, id\u00e9ias e ideais.<\/p>\n<p>Deste modo, atrav\u00e9s de sua arte, o artista interfere, modifica ou (re)forma o meio em que vive, d\u00e1 \u2013lhe novos formatos, novas interpreta\u00e7\u00f5es e significados, este \u00e9 o principal sentido da obra de arte \u2013 sua interven\u00e7\u00e3o no processo hist\u00f3rico social e na pr\u00f3pria arte.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, \u00e9 esta  intera\u00e7\u00e3o entre o autor e o leitor que ir\u00e1 permitir a educa\u00e7\u00e3o para a percep\u00e7\u00e3o art\u00edstica e a percep\u00e7\u00e3o de mundo, ao mesmo tempo que  estimular\u00e1 a explora\u00e7\u00e3o dos meandros da mente.<\/p>\n<p>Ao ler um texto, manifestamo-nos, expressamo\u2013nos pelos saberes incrustados em pedras culturais, pelas influ\u00eancias que permeiam o nosso ambiente e por normas ditadas em um determinado tempo, porque a arte desperta no indiv\u00edduo o seu pr\u00f3prio processo de sentir, de agilizar a mente, de ampliar a imagina\u00e7\u00e3o, rompendo limites impostos.<\/p>\n<p>E, deste ato de rebeldia, a proposta do novo, pela conjun\u00e7\u00e3o da leitura de um texto e a interpreta\u00e7\u00e3o que dele se faz,  que se vale a cria\u00e7\u00e3o textual, para fomentar a intera\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica entre literatura e sociedade, e do qual se vale o leitor para transformar ou criar mensagens, quando este faz leituras contextualizando-as com os v\u00e1rios mundos criados pela produ\u00e7\u00e3o textual.<\/p>\n<p><strong>(Autoria: S\u00d4NIA MOURA)<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/12\/novelo.jpg\" title=\"novelo de l\u00e3\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/12\/novelo.jpg\" alt=\"novelo de l\u00e3\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FIOS DA MESMA MEADA \u00a0 \u00a0 \u00a0 (Autoria: S\u00d4NIA MOURA) Sabendo-se que um texto nunca est\u00e1 pronto, conclu\u00eddo, para prosseguir fomentando a gera\u00e7\u00e3o de outros textos, a efetiva\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo entre autor\/leitor constitui um modo de dilu\u00edrem-se as m\u00e1scaras entre estes e entre a leitura e a escrita, quando tudo pode ser reformulado por meio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[6],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pmZuW-8M","jetpack-related-posts":[{"id":540,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=540","url_meta":{"origin":544,"position":0},"title":"O ESPET\u00c1CULO DA PALAVRA","date":"9 dezembro 2008","format":false,"excerpt":"\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0 O ESPET\u00c1CULO DA PALAVRA [Autoria: S\u00f4nia Moura] A palavra texto\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":963,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=963","url_meta":{"origin":544,"position":1},"title":"A LINGUAGEM E O ENSINO","date":"25 outubro 2009","format":false,"excerpt":"A LINGUAGEM E O ENSINO (Autoria:S\u00d4NIA MOURA) \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tomando como as principais correntes dos estudos ling\u00fc\u00edsticos,\u00a0 a gram\u00e1tica tradicional, o estruturalismo e a ling\u00fc\u00edstica da enuncia\u00e7\u00e3o, podemos\u00a0 definir a linguagem como express\u00e3o de pensamento, instrumento de comunica\u00e7\u00e3o, modo de intera\u00e7\u00e3o e\/ou representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica, sem perder de vista o sujeito\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":1250,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1250","url_meta":{"origin":544,"position":2},"title":"AUTOR \/LEITOR- PALAVRAS E CUMPLICIDADES","date":"27 maio 2010","format":false,"excerpt":"\u00a0 AUTOR \/LEITOR- PALAVRAS E CUMPLICIDADES \u00a0(Autoria: S\u00f4nia Moura) \u00a0A base de nossa percep\u00e7\u00e3o do mundo d\u00e1 \u2013 se pela palavra,\u00a0 oral ou escrita, \u00e9 atrav\u00e9s dela que as representa\u00e7\u00f5es culturais de um povo se perpetuam, se multiplicam, se modificam e \u00e9, pela falta da palavra, que h\u00e1bitos e costumes\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":1200,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1200","url_meta":{"origin":544,"position":3},"title":"POEMA P\u00d3S-TUDO de AUGUSTO DE CAMPOS - PARTE I","date":"16 abril 2010","format":false,"excerpt":"\u00a0 POEMA P\u00d3S-TUDO de AUGUSTO DE CAMPOS \u2013 parte I (Autoria: S\u00f4nia Moura) \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0H\u00e1 diversas possibilidades de leituras para todo tipo de texto, s\u00e3o os elementos propagados e defendidos pela Teoria da Recep\u00e7\u00e3o como: a pr\u00e9- disposi\u00e7\u00e3o, a aceita\u00e7\u00e3o ou a rejei\u00e7\u00e3o. Partindo desta premissa, ser\u00e1 a vis\u00e3o do\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":691,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=691","url_meta":{"origin":544,"position":4},"title":"O LEITOR NO C\u00cdRCULO DAS NARRATIVAS","date":"16 abril 2009","format":false,"excerpt":"\u00a0 \u00a0 \u00a0O Leitor no C\u00edrculo das Narrativas (Autoria: S\u00f4nia Moura \u00a0 Muitas vezes, ao lermos uma not\u00edcia ou uma reportagem, em que verdades nos s\u00e3o apresentadas por meio da narrativa denominada factual, duvidamos do que lemos. Por que duvidamos do que \u00e9 narrado como verdade absoluta, inquestion\u00e1vel, aqui entendida\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":83,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=83","url_meta":{"origin":544,"position":5},"title":"VERS\u00d5ES E SUBVERS\u00d5ES ART\u00cdSTICAS","date":"9 dezembro 2007","format":false,"excerpt":"Sendo a arte o reposit\u00f3rio de informa\u00e7\u00f5es culturais de uma \u00e9poca e o artista, aquele que trabalha a realidade, o sonho e a utopia, abordar a concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica, compreendida na defini\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno tr\u00e1gico \u00e9, de certo modo, reafirmar que \u201ca perda da Trag\u00e9dia leva o homem \u00e0 perda da\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]}],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/544"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=544"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/544\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=544"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=544"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=544"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}