{"id":42,"date":"2007-11-02T18:26:22","date_gmt":"2007-11-02T22:26:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=42"},"modified":"2007-11-11T11:55:39","modified_gmt":"2007-11-11T15:55:39","slug":"lenda-de-uma-paixao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=42","title":{"rendered":"Lenda de uma Paix\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>[Do livro PALAVRAS CR\u00d4NICAS, de S\u00f4nia moura}<\/p>\n<p>Solit\u00e1ria, a gaivota pousou num peda\u00e7o de pau fincado \u00e0 margem do rio. A tarde estava no fim. Os olhos cansados da jovem apaixonada percorreram as montanhas, seu suspiro profundo ecoou no ar, soltou-se do peito e alargou-se em pranto. As l\u00e1grimas jogavam-se descompassadas sobre as \u00e1guas, que serpenteavam e corriam fren\u00e9ticas \u00e0 procura do mar.<\/p>\n<p>Afastara-se do grupo propositalmente, agora parecia perdida. Agora? N\u00e3o, se perdera h\u00e1 muito, muito tempo. Por que logo com ela, por qu\u00ea?<\/p>\n<p>A noite chegava, bela, com uma lua de fazer sonhar. Pernoitou \u00e0 beira do rio, precisava descansar, pois bem cedinho seguiria viagem, urgia voltar \u00e0quele lugar. Na longa noite, \u00cdris teve um sonho revelador. Ele ainda estava l\u00e1, tinha certeza: ele ainda estava l\u00e1. E se j\u00e1 tivesse outra? Tinha de arriscar. Foi o canto das aves que a fez despertar. Espregui\u00e7ou &#8211; se, esfregou os olhos ainda inchados do choro do dia anterior e bocejou calmamente.<!--more--><\/p>\n<p>O dia estava claro, isto era bom, o vento era leve, isto tamb\u00e9m era bom. Mochila \u00e0s costas, \u00cdris deu uma volta pelas beiradas do rio e partiu, deixando para traz o rio que bebeu suas l\u00e1grimas. Era hora de partir, ainda iria navegar por longos c\u00e9us.<\/p>\n<p>Vagarosamente, mas com firmeza, seguia em frente, o dia estava t\u00e3o prop\u00edcio \u00e0s andan\u00e7as, ainda mais para algu\u00e9m que trazia o peito cheio de esperan\u00e7as, d\u00favidas, expectativas, amor e uma enorme e louca paix\u00e3o. H\u00e1 quanto tempo eles n\u00e3o se encontravam? O barulho do vento tirou-a de suas recorda\u00e7\u00f5es e fez acelerar o jovem cora\u00e7\u00e3o. O v\u00f4o fora tranq\u00fcilo.<\/p>\n<p>Olhando aquele mar l\u00e1 de cima, come\u00e7ou a cantarolar a bela can\u00e7\u00e3o&#8221;&#8230; da janela v\u00ea-se o Corcovado e o Redentor, que lindo! Quero a vida sempre assim, com voc\u00ea perto de mim, at\u00e9 o apagar da velha chama&#8230; &#8220;. Com o cora\u00e7\u00e3o aos pulos, olhava para baixo e pensava como o encontraria. Sabia que ele gostava de voar, mas sua vida era o mar. Vou encontr\u00e1-lo, falou para si mesma, com a certeza dos amantes.<\/p>\n<p>Todos sabiam que o namoro de \u00cdris e \u00d3rion desagradava \u00e0s duas fam\u00edlias. Ambas achavam que n\u00e3o podia dar certo, eles pertenciam a grupos diferentes, viviam em mundos t\u00e3o distantes&#8230; Logo que souberam do namoro trataram de mandar \u00cdris para bem longe. Assim, para as fam\u00edlias, logo tudo se resolveu, mas para os jovens n\u00e3o, prometeram lutar por seu amor, por sua paix\u00e3o.<\/p>\n<p>O cansa\u00e7o e a ansiedade se misturavam, era chegada a hora do grande desafio. O sol ainda estava aceso, mas logo, logo daria lugar a uma lua bem cheia. Disseram \u00e0 \u00cdris que o sol e a lua s\u00e3o amantes que nunca conseguem se encontrar. &#8211; Que tristeza! &#8211; pensou a jovem apaixonada &#8211; um frio correu-lhe por todo o corpo.<\/p>\n<p>Finalmente aportou naquela cidade t\u00e3o linda e maravilhosa como o seu amor e l\u00e1 se foi \u00e0 procura da raz\u00e3o de ser de sua vida, daquele que a enchera de uma paix\u00e3o lancinante. Procurou antigos amigos l\u00e1 de Ipanema e disse-lhes que precisava encontrar \u00d3rion, n\u00e3o sairia dali sem falar com ele. &#8211; A nossa praia continua dez, falou alto.<\/p>\n<p>&#8211; \u00d3rion? Disse um jovem que acabara de chegar &#8211; O Coi\u00f3? &#8211; todos riram muito, s\u00f3 \u00cdris n\u00e3o entendeu. &#8211; Por que o chamavam assim e por que estavam rindo?, perguntou. Hebe contou a ela o que estava acontecendo.<\/p>\n<p>&#8211; Assim que voc\u00ea partiu, \u00d3rion, se p\u00f4s t\u00e3o triste, calado, isolou-se, quase n\u00e3o sai mais para nadar ou mesmo para voar, voc\u00ea sabe que ele se aventura em v\u00f4os livres, ent\u00e3o, muitos come\u00e7aram a zombar dele, chamando-o Coi\u00f3, o mesmo que tolo, apaixonado, rid\u00edculo. Mas pode ficar tranq\u00fcila, ele est\u00e1 a salvo, n\u00e3o deixo ningu\u00e9m mexer com ele.<\/p>\n<p>\u00cdris n\u00e3o gostou do apelido, mas alegrou-se ao saber que ele n\u00e3o a esquecera. Queria sair \u00e0quela hora para procurar o amado, mas Hebe a aconselhou a ficar. Amanh\u00e3 cedo, vamos at\u00e9 o barco de Nereu, ele sabe falar sobre o futuro, converse primeiro com ele, tenha calma.<\/p>\n<p>A jovem disse que sim, qual o jeito? J\u00e1 era bem tarde. Mas \u00e9 sabido que o cora\u00e7\u00e3o dos amantes n\u00e3o sabe e n\u00e3o quer esperar e \u00cdris aventurou-se pela beira da praia com esperan\u00e7as de que \u00d3rion aparecesse. Em v\u00e3o. Fitou longamente o c\u00e9u estrelado, mas n\u00e3o conseguia distinguir bem as constela\u00e7\u00f5es, c\u00e9u de cidade grande \u00e9 assim mesmo. Resolveu voltar para junto do grupo e acomodou-se.<\/p>\n<p>Noite longa, insuport\u00e1vel, n\u00e3o conseguia pegar no sono. Hebe falava: &#8211; Dorme, menina, voc\u00ea n\u00e3o quer encontrar o seu amado com a cara amarfanhada, quer?, o sono acalma a pele, o cora\u00e7\u00e3o e o corpo, dorme. \u00cdris tentou.<\/p>\n<p>Antes de a manh\u00e3 despertar, \u00cdris j\u00e1 estava prontinha para procurar Nereu, sabia que ele dormia pouco e ia cedo para o mar. Olha o Netuno, olha o Netuno, ela mostrava \u00e0 amiga ainda sonolenta. Vamos, Hebe, antes que Nereu resolva ir para muito longe e voc\u00ea sabe que ele n\u00e3o gosta de ser incomodado, quando est\u00e1 em alto mar, l\u00e1,gosta de ficar em medita\u00e7\u00e3o absoluta, vamos.<\/p>\n<p>Chegaram at\u00e9 o barco, foram bem recebidas por D\u00f3ris, esposa de Nereu, que lhes serviu um caf\u00e9 da manh\u00e3 delicioso, todos se deliciaram com a torta de peixe, uma iguaria que era sempre servida na primeira refei\u00e7\u00e3o, s\u00f3 \u00cdris dispensou a torta.<\/p>\n<p>O barco acariciava o mar, o desenho feito pelas montanhas dava \u00e0quela cidade um encanto \u00edmpar, vista do mar ent\u00e3o&#8230; Era uma cidade escandalosamente bela. Rio &#8211; um engano at\u00e9 rom\u00e2ntico &#8211; Rio de Janeiro, onde quem manda o ano inteiro \u00e9 o mar. Por instantes, um sil\u00eancio ensurdecedor tomou conta do barco, todos pareciam hipnotizados pela beleza da Cidade Maravilhosa.<\/p>\n<p>Ansiedade no olhar, olhos presos no mar \u00e0 procura de uma resposta, de uma presen\u00e7a, \u00cdris era a verdadeira imagem dos apaixonados Nereu, quebrando o sil\u00eancio, dirigiu-se a \u00cdris: -Minha filha, sei que seu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 aflito, vamos conversar. Retiraram-se para o reservado na parte inferior do barco. Hebe e D\u00f3ris se entreolharam, sabiam que Nereu n\u00e3o escondia a verdade. Hebe temeu pela amiga, ela estava t\u00e3o fragilizada&#8230; \u2014 Hebe, fique tranq\u00fcila, tudo vai sair bem. \u2014 Estou torcendo muito por eles, mas voc\u00ea sabe, D\u00f3ris, a situa\u00e7\u00e3o de \u00cdris e Orion \u00e9 muito dif\u00edcil, eu diria (quase) imposs\u00edvel. Mas o que fazer se eles se amam?<\/p>\n<p>O azul daquele dia era pren\u00fancio de que algo muito especial estava para acontecer, o mar parecia estar vestido para uma grande festa, o sol se espalhava e dava o tom dourado ao dia, \u00e0 \u00e1gua, o mar era um v\u00e9u ondulante, salpicado pela espuma branquinha das ondas. Nereu e \u00cdris subiram ao conv\u00e9s&#8230;<\/p>\n<p>Nereu levantou os bra\u00e7os e come\u00e7ou a proferir palavras indecifr\u00e1veis O dia ficou nublado, o vento e o mar agitaram-se. O que estava acontecendo? At\u00e9 agora estava t\u00e3o calmo, o c\u00e9u totalmente azul, o vento muito leve.<\/p>\n<p>Em poucos minutos tudo voltou \u00e0 calma e Orion, nadando com a desenvoltura de sempre, veio \u00e0 tona ansioso, gritando por sua doce &#8220;gaivotinha&#8221;. \u00cdris chorava e sorria, Hebe arregalava os olhos e, tentando conter o choro, abra\u00e7ou a amiga, finalmente eles se encontraram. Conhecia o senso de justi\u00e7a e a sabedoria de Nereu, tinha certeza de que a partir daquele dia tudo estava resolvido, s\u00f3 n\u00e3o sabia dizer como. D\u00f3ris procurou o olhar do marido, \u00cdris jogou-se ao mar, os amantes se tocaram com do\u00e7ura.<\/p>\n<p>Somente o grande profeta sabia o que estava para acontecer \u00e0 gaivota que se apaixonara pelo peixe voador. A paix\u00e3o, louca paix\u00e3o, n\u00e3o v\u00ea diferen\u00e7as, chega, se instala e&#8230; pronto, assim fora com os dois jovens.<\/p>\n<p>Na ba\u00eda da Guanabara, bem perto das ilhas Cagarras, \u00cdris encontrou o seu &#8220;peixinho&#8221; querido. E, era l\u00e1 mesmo, naquela ilha, da qual o barco se aproximava, que o destino de ambos iria ser selado. Assim o dia foi findando e a noite foi chegando majestosa.<\/p>\n<p>Sem que a \u00e2ncora fosse jogada ao mar. a embarca\u00e7\u00e3o parou. Nereu levitou sobre as ondas, colocou sua m\u00e3o sobre a cabe\u00e7a dos amantes, e uma n\u00e9voa prateada envolveu-os. Levemente a n\u00e9voa foi subindo, subindo, at\u00e9 chegar aos c\u00e9us. Ningu\u00e9m disse uma s\u00f3 palavra. Hebe despediu-se dos amigos e voou para a praia.<\/p>\n<p>Uma esp\u00e9cie nunca vista antes, dois peixinhos que tamb\u00e9m podiam voar, surgiram na noite prateada. Estrelas brilhavam no c\u00e9u do Rio de Janeiro, Nereu e D\u00f3ris foram descansar, sabendo que os amantes nunca mais iriam se separar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Do livro PALAVRAS CR\u00d4NICAS, de S\u00f4nia moura} Solit\u00e1ria, a gaivota pousou num peda\u00e7o de pau fincado \u00e0 margem do rio. A tarde estava no fim. Os olhos cansados da jovem apaixonada percorreram as montanhas, seu suspiro profundo ecoou no ar, soltou-se do peito e alargou-se em pranto. 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