{"id":324,"date":"2008-08-20T19:15:58","date_gmt":"2008-08-20T23:15:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=324"},"modified":"2008-08-21T09:28:40","modified_gmt":"2008-08-21T13:28:40","slug":"duas-familias-em-a-caverna-de-saramago","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=324","title":{"rendered":"DUAS FAM\u00cdLIAS EM &#8220;A  CAVERNA&#8221; DE SARAMAGO"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/familia1.JPG\" title=\"Fam\u00edlia de Papel\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/08\/familia1.JPG\" alt=\"Fam\u00edlia de Papel\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>DUAS FAM\u00cdLIAS NA CAVERNA\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Um breve estudo sobre a fam\u00edlia de A Caverna, de Jos\u00e9 Saramago &#8211;<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\n[Autoria: S\u00d4NIA MOURA]<\/strong><\/p>\n<p>Em A Caverna, Saramago nos traz  o modelo da fam\u00edlia portuguesa do s\u00e9c. XX \u2013 a fam\u00edlia nuclear, na qual as rela\u00e7\u00f5es familiares se definem por atitudes pontilhadas de afetividade, como se pode observar ao longo de toda a narrativa:  <em>\u201c&#8230; tinha-se posto no lugar do pai e sofreu como ele estava sofrendo&#8230;\u201d<\/em> (AC &#8211; p.35).<br \/>\nUnidos na dor e na alegria, Cipriano Algor, a filha e o genro (que n\u00e3o tem uma rela\u00e7\u00e3o das melhores com os pais) vivem naquela rotina t\u00e3o mal falada e t\u00e3o desejada; n\u00e3o h\u00e1 trai\u00e7\u00e3o, desconfian\u00e7a, descasos, todos se ajudam, mesmo no momento de maior conflito: a ida para o centro, pode-se observar que todos desejam manuten\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o familiar:<\/p>\n<p>\u201c <em>&#8230;Porque gosto de conversar consigo como se n\u00e3o fosse meu pai, gosto de fazer de conta, como diz, de que somos simplesmente duas pessoas que se querem muito, pai e filha que se amam &#8230; Julgava que a pior coisa que lhe poderia suceder seria ver-se separado da sua filha&#8230;(<\/em>AC- p.67).<\/p>\n<p>Mais tarde, dois novos membros v\u00eam-se somar a esta fam\u00edlia \u2013 ACHADO o c\u00e3o-gente, s\u00edmbolo da fidelidade canina e tamb\u00e9m s\u00edmbolo da resist\u00eancia e Isaura Estudiosa (Madruga), s\u00edmbolo do recome\u00e7o e do amor na maturidade. A chegada de outro componente familiar  \u00e9 anunciada desde o in\u00edcio do romance, sem haver, por\u00e9m, o nascimento deste novo membro das fam\u00edlias Algor\/Gacho.<br \/>\nNo centro desta narrativa est\u00e1 a hist\u00f3ria do homem de outrora e o de agora, colocado no centro da periferia rural ou do mundo globalizado, seguindo a narrativa de Barthes que diz: .<em> \u201c&#8230;a escritura \u00e9  um ato de solidariedade hist\u00f3rica.\u201d<\/em>  (BARTHES, 1971 p. 23).<\/p>\n<p>Colocaremos duas fam\u00edlias em destaque &#8211; as duas fam\u00edlas da Caverna: a fam\u00edlia Algor e a fam\u00edlia de papel, ambas apresentam-se socialmente {con} e [inter] textualizadas. A primeira transita entre o rural, a cidade e\/ou o Centro; a segunda \u00e9 a \u201clivre e feliz\u201d prisioneira do cartaz. Esta n\u00e3o transita, n\u00e3o fala, n\u00e3o reclama, n\u00e3o chora, apenas sorri, sorri&#8230;<\/p>\n<p>A fam\u00edlia Algor convive com o passado da olaria, com o forno antigo e suas representa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas de vida (e nele que se consuma o nascimento das pe\u00e7as e dos bonecos de barro). Sua hist\u00f3ria dialoga, faz uma releitura e associa &#8211; se \u00e0 escritura sagrada do barro transformado em gente.<br \/>\nApesar de viver num mundo globalizado, o patriarca da fam\u00edlia \u2013 Cipriano Algor &#8211; ainda consegue surpreender-se com a  fam\u00edlia  de papel\u2013 representa\u00e7\u00e3o idealizada \u2013 e, atrav\u00e9s dela, imaginar a sua pr\u00f3pria fam\u00edlia reprisada, e aprisionada no Centro, como a fam\u00edlia de papel:<\/p>\n<p><em>\u201cAinda acabaremos os tr\u00eas num cartaz daqueles, pensou, para casal jovem j\u00e1 t\u00eam a Marta e o marido, o av\u00f4 seria eu se fossem capazes de convencer-me , av\u00f3 n\u00e3o h\u00e1, morreu h\u00e1 tr\u00eas anos, e por enquanto faltam os netos, mas no lugar deles poder\u00edamos p\u00f4r o Achado na fotografia&#8230;\u201d<\/em> (AC- p.93)<\/p>\n<p>Desta forma, apresentada em seus altos e baixos &#8211;<em> \u201c &#8230;a vida das fam\u00edlias nunca foi o que se pode chamar um mar de rosas, vivemos algumas horas boas, algumas horas m\u00e1s, e ainda muita sorte por quase todas serem assim-assim\u201d<\/em> (AC &#8211; p.211\/212) a fam\u00edlia real contracena com a fam\u00edlia virtual, com a que pode ser desfeita com a mesma rapidez com que \u00e9 feita (fotografia, computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica), assim como, dependendo dos interesses em jogo, pode ser refeita.  Esta \u00e9 a fam\u00edlia dos tempos globalizados: perfeita, planejada, desejada e invejada, \u00e9 a intertextualiza\u00e7\u00e3o com o Centro tamb\u00e9m perfeito, planejado, desejado e invejado. Mas esta \u00e9, tamb\u00e9m, uma fam\u00edlia \u2013 ref\u00e9m, uma fam\u00edlia dubl\u00ea da ilus\u00e3o:<\/p>\n<p><em>\u201cO cartaz&#8230;exibe imagens de fam\u00edlias felizes, o marido de trinta e cinco anos, a esposa de trinta e tr\u00eas, um filho de onze anos, uma filha de nove, e tamb\u00e9m, mas n\u00e3o sempre, um av\u00f4 e uma av\u00f3 de alvos cabelos, poucas rugas e idade indefinida, todos obrigando a sorrir as respectivas dentaduras , perfeitas, brancas, resplandecentes.\u201d<\/em>(AC &#8211; p. 93)<\/p>\n<p>Referindo-se \u00e0 iconografia da fam\u00edlia no s\u00e9culo XIV, Philippe Ari\u00e8s diz que, na representa\u00e7\u00e3o apenas um sujeito aparecia e, geralmente, sua imagem era associada a seu of\u00edcio:  \u201cera como se a vida privada de um homem fosse, antes de mais nada, seu of\u00edcio\u201d, (ARI\u00c9S s\/d p. 196) e no s\u00e9culo XV, segundo Ari\u00e8s, come\u00e7avam a mostrar a representa\u00e7\u00e3o familiar, a vida privada,  a partir da rua (p\u00fablico) para depois traz\u00ea-la, outra vez, ao \u00e2mbito do privado. O cartaz do Centro de A Caverna (s\u00e9c. XX), exibe a vida privada e a representa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia como sendo, antes de mais nada, o modelo de felicidade, harmonia, beleza, equil\u00edbrio; esta \u00e9 uma fam\u00edlia modelo (todos s\u00e3o modelos ganhando os seus cach\u00eas!).<\/p>\n<p>Sennet afirma que <em>\u201co p\u00fablico era uma cria\u00e7\u00e3o humana; o privado era a condi\u00e7\u00e3o humana\u201d<\/em>, no centro, o p\u00fablico e o privado est\u00e3o acorrentados na mesma cena e no mesmo cen\u00e1rio , embora feita de papel, \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o familiar, portanto, contemporaneamente,  ligada ao privado, confinado no cartaz que est\u00e1 dentro do Centro, espa\u00e7o p\u00fablico, (embora ali tamb\u00e9m se instalasse o privado \u00e0 moradias, apartamentos),  desta maneira a dupla representa\u00e7\u00e3o (con)funde-se num \u00fanico bloco.<\/p>\n<p>Considerando- se serem aqueles que moravam fora do Centro um \u201cgrupo\u201d \u00e0 parte, e, sem perdermos de vista as diferen\u00e7as de cada \u00e9poca e de cada per\u00edodo hist\u00f3rico no que concerne ao conceito sobre a fam\u00edlia e sociedade, se voltarmos \u00e0 Idade M\u00e9dia, encontraremos o p\u00fablico e o privado habitando o mesmo espa\u00e7o f\u00edsico. Estaria a fam\u00edlia de papel, presa no cartaz do centro, represando o mito do eterno retorno?<\/p>\n<p>Falando sobre a personalidade coletiva, Richard Sennet diz que:  <em>\u201c A entrada da personalidade para dentro do dom\u00ednio p\u00fablico, no s\u00e9culo XIX, preparou a base para a sociedade intimista\u201d<\/em> (SENNETp.271), e, para ele,<em> a sociedade intimista ap\u00f3ia- se em dois pontos, em dois princ\u00edpios: o narcisismo e a comunidade destrutiva; enquanto o primeiro obscurece a capacidade de julgamento da realidade, o segundo, aprisiona as pessoas. <\/em>(SENNET 271).<\/p>\n<p>No Centro, por certo, estes princ\u00edpios s\u00e3o colocados em pr\u00e1tica, e esta fam\u00edlia de papel retratada dentro deste universo, espelha o fant\u00e1stico mundo das ilus\u00f5es, da organiza\u00e7\u00e3o, da manipula\u00e7\u00e3o. O Centro aprisiona as fam\u00edlias reais  e a fam\u00edlia do mundo fict\u00edcio, do mundo da depend\u00eancia econ\u00f4mica, espacial e psicol\u00f3gica, \u00e9 a fam\u00edlia- mito. A imagem desta fam\u00edlia enquadrada, empapelada, colorida \u00e9 a intertextualidade, \u00e9 o presente, \u00e9 o retrato revelador do que o Centro faz \u00e0s pessoas: molda vidas, fam\u00edlias, sorrisos, m\u00e1scaras, tirando-lhes o desejo de rea\u00e7\u00e3o e de percep\u00e7\u00e3o, muito comum nos dias atuais.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n<p>ARI\u00c8S, Philippe. Hist\u00f3ria social da crian\u00e7a e da fam\u00edlia. Rio de Janeiro: Zahar Editores, s.d.<\/p>\n<p>BARTHES, Roland.  O grau zero da escritura. Trad.: Anne Arnichand e Alvaro Lorencini. S\u00e3o Paulo: Cultrix, 1971.<\/p>\n<p>CAMPOS, Simone Silva. No Shopping. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2000.<\/p>\n<p>DEBORD, Guy. A Sociedade do Espet\u00e1culo. Trad. Estela S. Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.<\/p>\n<p>SARAMAGO, Jos\u00e9. A CAVERNA. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2000.<\/p>\n<p>SENNET, R. O decl\u00ednio do homem p\u00fablico \u2013 As tiranias da intimidade. &#8211; 7. reimp. Trad. Lygia Ara\u00fajo Watanabe. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2001.<\/p>\n<p><strong>{A sigla <u>AC<\/u> refere-se \u00e0 obra em estudo: A Caverna de Jos\u00e9 Saramago.}<\/strong><\/p>\n<p><strong>Autoria: <u>S\u00d4NIA MOURA<\/u><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0 DUAS FAM\u00cdLIAS NA CAVERNA\u00a0 Um breve estudo sobre a fam\u00edlia de A Caverna, de Jos\u00e9 Saramago &#8211; [Autoria: S\u00d4NIA MOURA] Em A Caverna, Saramago nos traz o modelo da fam\u00edlia portuguesa do s\u00e9c. XX \u2013 a fam\u00edlia nuclear, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[6],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pmZuW-5e","jetpack-related-posts":[{"id":121,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=121","url_meta":{"origin":324,"position":0},"title":"DENTRO DAS CAVERNAS de Plat\u00e3o e de Saramago","date":"29 janeiro 2008","format":false,"excerpt":"Relendo A CAVERNA de Saramago, e relembrando A CAVERNA de Plat\u00e3o, constato que o mundo mudou muito e tamb\u00e9m nada mudou. Parodoxal? Vejamos: A alegoria da caverna, apresentada por Plat\u00e3o [A Rep\u00fablica \u2013 livro VII] \u00e9 uma poderosa met\u00e1fora que busca descrever a posi\u00e7\u00e3o do homem em rela\u00e7\u00e3o aos estados\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i1.wp.com\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/cave.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":1090,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1090","url_meta":{"origin":324,"position":1},"title":"Di\u00e1logos entre as cavernas de Plat\u00e3o e Saramago -INTERTEXTU[ATUAL]IDADES","date":"3 janeiro 2010","format":false,"excerpt":"\u00a0 \u00a0 \u00a0Di\u00e1logos entre as cavernas de Plat\u00e3o e Saramago - INTERTEXTU[ATUAL]IDADES \u00a0 \u00a0(Autoria: S\u00f4nia Moura) \u00a0 Uma obra nunca pertence a um s\u00f3 autor, a um s\u00f3 \u201cdono\u201d, uma vez que este autor \u201cassocia-se\u201d a outros autores, leitores, textos, cita\u00e7\u00f5es, ditos populares e a intertextualiza\u00e7\u00e3o acontece, acrescentando algo novo\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":69,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=69","url_meta":{"origin":324,"position":2},"title":"Eco de a\u00e7o","date":"24 novembro 2007","format":false,"excerpt":"O som oco do eco era ouvido como se fosse a\u00e7o Penetrava na caverna labir\u00edntica da saudade Trazendo \u00e0 lembran\u00e7a uma antiga presen\u00e7a. O choro descendo E algu\u00e9m me dizendo: - Paci\u00eancia - Paci\u00eancia? - Ah! Tenha clem\u00eancia! Foi s\u00f3 o que pude falar Eco oco de a\u00e7o insistente Martelando\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Poesias&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":1897,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1897","url_meta":{"origin":324,"position":3},"title":"ECOS DE A\u00c7O","date":"2 janeiro 2013","format":false,"excerpt":"Ecos de a\u00e7o O som oco do eco era ouvido como se fosse de a\u00e7o e Penetrava na caverna labir\u00edntica da saudade Trazendo \u00e0 lembran\u00e7a a antiga presen\u00e7a. \u00a0\u00a0 O choro descendo E algu\u00e9m me dizendo: -\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Paci\u00eancia! -\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Paci\u00eancia? -\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ah! Tenha clem\u00eancia! Foi s\u00f3 o que pude falar\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":1804,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1804","url_meta":{"origin":324,"position":4},"title":"AS MARCAS e a CULTURA","date":"23 junho 2012","format":false,"excerpt":"AS MARCAS e a CULTURA (Autoria: S\u00f4nia Moura) Atualmente, com raras exce\u00e7\u00f5es, vemos pessoas \"iguais\" na forma de vestir-se, todos (ou quase todos) seguindo o mesmo padr\u00e3o, isto nos mostra que uma das marcas de identidade dos povos - a vestimenta - est\u00e1 cada vez mais sendo descaracterizada. Este apagamento\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":2191,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=2191","url_meta":{"origin":324,"position":5},"title":"As MARCAS, aS ILUS\u00d5ES e as CAVERNAS","date":"21 outubro 2014","format":false,"excerpt":"As MARCAS, aS ILUS\u00d5ES e as CAVERNAS (Autoria: S\u00f4nia Moura) \u00a0 Atualmente, com raras exce\u00e7\u00f5es, vemos pessoas \u201ciguais\u201d na forma de vestir - se, todos (ou quase todos) seguindo o mesmo padr\u00e3o, isto nos mostra que uma das marcas de identidade dos povos - a vestimenta - est\u00e1 cada vez\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]}],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/324"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=324"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/324\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}