{"id":261,"date":"2008-07-03T18:04:34","date_gmt":"2008-07-03T22:04:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=261"},"modified":"2008-07-13T18:03:51","modified_gmt":"2008-07-13T22:03:51","slug":"deserto","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=261","title":{"rendered":"DESERTO"},"content":{"rendered":"<p><a title=\"DESERTO1\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/deserto1.jpg\"><img alt=\"DESERTO1\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/deserto1.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>DESERTO<\/strong><\/p>\n<p><strong>(Autoria: S\u00d4NIA MOURA)<\/strong><\/p>\n<p>Eu nunca sei rumo para o deserto<br \/>\nOu se dele me afasto<br \/>\nEu nunca sei ao certo<\/p>\n<p>Embrenho-me por caminhos estreitos<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m por perto<br \/>\nEnt\u00e3o viajo para um campo descoberto<br \/>\nE l\u00e1 me perco e de l\u00e1 desapare\u00e7o<\/p>\n<p>Meu deserto me consome e some<\/p>\n<p>Mesmo no epicentro da cidade fren\u00e9tica<br \/>\nMesmo no meio da noite trepidante e ecl\u00e9tica<br \/>\nMesmo no meio da solid\u00e3o pat\u00e9tica<br \/>\nMesmo no meio do mais povoado deserto<br \/>\nMeu deserto me acompanha<\/p>\n<p>E eu me perco no meio do meu pr\u00f3prio deserto<\/p>\n<p>Eu caminho e trope\u00e7o<br \/>\nE ainda n\u00e3o sei ao certo<br \/>\nSe desejo alguma companhia ou o deserto<br \/>\nRealmente eu n\u00e3o sei ao certo<\/p>\n<p>Desejo dividido, desejo indefinido<br \/>\nDesejo esculpido pela areia de um mar<br \/>\nFormado pela ventania do deserto<\/p>\n<p>E esta ventania, todo dia, todo dia<br \/>\nSilvando uma sinfonia, Invade o meu deserto<br \/>\nDesfaz o rumo certo e eu me vejo sozinha<br \/>\nA vagar pelas del\u00edcias e agruras<br \/>\nDeste meu deserto<br \/>\nTriste sina a minha!<\/p>\n<p><strong>(Do livro POEM\u00c1GICA, de S\u00d4NIA MOURA)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESERTO (Autoria: S\u00d4NIA MOURA) Eu nunca sei rumo para o deserto Ou se dele me afasto Eu nunca sei ao certo Embrenho-me por caminhos estreitos N\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m por perto Ent\u00e3o viajo para um campo descoberto E l\u00e1 me perco e de l\u00e1 desapare\u00e7o Meu deserto me consome e some Mesmo no epicentro da cidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/smZuW-deserto","jetpack-related-posts":[{"id":1013,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1013","url_meta":{"origin":261,"position":0},"title":"IR(REAL)","date":"18 novembro 2009","format":false,"excerpt":"\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0(IR)REAL\u00a0 (Autoria: S\u00f4nia Moura) \u00a0Numa estrada deserta, encontrei um mascarado. 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