{"id":241,"date":"2008-06-22T17:18:42","date_gmt":"2008-06-22T21:18:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=241"},"modified":"2008-06-25T19:20:51","modified_gmt":"2008-06-25T23:20:51","slug":"o-presente-de-ligia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=241","title":{"rendered":"O PRESENTE DE L\u00cdGIA"},"content":{"rendered":"<p><a TITLE=\"presente\" HREF=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/06\/presentejpg.gif\"><img ALT=\"presente\" SRC=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/06\/presentejpg.gif\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>O PRESENTE DE L\u00cdGIA<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<strong>(Autoria:\u00a0S\u00d4NIA MOURA)<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><strong>Recebo, por e.mail, uma presente da minha amiga L\u00edgia Coelho. Seria somente mais uma mensagem acompanhada de um pps. Todos sabemos que existem centenas deles, no entanto, ao desembrulhar meu presente, quedo-me ante sua singeleza, sou capturada, sinto-me a prisioneira mais liberta e me permito viagens, entre elas, criar novas imagens por meio do que escrevo agora.<\/strong><\/p>\n<p><strong>As imagens do pintor Iman Maleki, a m\u00fasica de Bach e os textos de Cora Coralina, reunidos por J. Meirelles, na S\u00e9rie: \u201cArte e Reflex\u00e3o\u201d, conduziram-me para o centro de suas mensagens, tomaram-me pelas m\u00e3os da sensibilidade e transformaram esta manh\u00e3 nublada e chuvosa de domingo, em um dia de luz.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para me seduzir ainda mais, paralelamente, um bel\u00edssimo programa, sobre esculturas e escultores e sobre pinturas e pintores, mostrava desde a arte dos eg\u00edpcios, passava pelos gregos, por Picasso, chegando at\u00e9 aos programas de computadores, todos tratando de desenhos e de formas (TV Cultura).<\/strong><\/p>\n<p><strong>Enquanto olho a pintura da natureza, que, nesta manh\u00e3 insiste em usar a tinta cinza, pr\u00f3pria para desenhar manh\u00e3s nubladas, o \u00eaxtase,\u00a0 promovido pelas cores de Iman, pelas palavras de Cora, pela ousadia de Picasso, pelas formas dos eg\u00edpcios e dos gregos,\u00a0  me faz olhar a manh\u00e3 nublada por meio das luzes destes textos iluminados.Ora meus olhos, ora meus ouvidos v\u00e3o sendo atra\u00eddos e se sentem divididos, dilu\u00eddos em meio a essas diversas formas textuais, que v\u00e3o cooptando meu prazer para a alegria.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Assim, dividida entre as telas, captando imagens nascidas dos pinc\u00e9is e das tintas de Iman Maleki; das penas e da tinta de Cora Coralina e das esculturas e pintores de tantos e de todos os tempos, crio uma terceira tela, captando imagens para tela do meu celular, fotografando a tela do meu computador, para o qual devolverei estas mesmas imagens e que, possivelmente, ir\u00e3o para outra \u201ctela\u201d de papel, ao serem impressas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Feito por palavras que se aliam a imagens, locupletando-se, este c\u00edrculo de imagens inebriantes e embriagantes, confirmam o maior de todos os valores da arte: a emo\u00e7\u00e3o captada, seja de que forma for, nos alimenta, registra o tempo e a hist\u00f3ria, pelo horizonte do artista e do seu tempo. Isto \u00e9 a vida marcada por penas, por pinc\u00e9is, por cliques, por ferramentas diversas, que conseguem transformar tanto a pedra bruta, como a tela ou o papel em branco em poesia, pura poesia. Afirmar qualquer coisa contr\u00e1ria ser\u00e1 a mais exorbitante heresia.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ao final, ainda sou brindada com um programa televiso (TVBrasil) que mostra a grande artista, a pianista brasileira Guiomar Novaes. Ainda, neste mesmo dia, assisto (TV Brasil) a declara\u00e7\u00f5es de um m\u00fasico de rua, um depoimento t\u00e3o sincero e t\u00e3o comovente, que paro tudo para ouvi-lo declarar seu amor \u00e0 arte; a seguir, vejo o trabalho de um santeiro modesto, que declara que sua f\u00e9 est\u00e1 em sua arte, e sua arte alimenta sua f\u00e9. S\u00f3 para completar, ou\u00e7o\/vejo Egberto Gismonti. Demais!<\/p>\n<p>Realmente, este domingo nublado, chuvoso que normalmente seria triste para qualquer carioca, que como eu, ama o sol, as luzes, o calor e as cores, torna-se belo, torna-se totalmente preenchido, pois consigo v\u00ea-lo atrav\u00e9s de muitas formas de arte. E tudo come\u00e7ou com o presente da minha amiga L\u00edgia.<\/p>\n<p>Toda esta mistura de arte e de artistas \u00e9 mostrada como a  migra\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de todos os tempos. Ent\u00e3o, me pergunto se o homem sobreviveria sem a presen\u00e7a da arte e das formas art\u00edsticas. Creio que n\u00e3o, o tempo \u00e9 t\u00e3o ef\u00eamero, nos escapa t\u00e3o rapidamente que, mesmo a cria\u00e7\u00e3o de um instrumento para registrar o tempo, n\u00e3o consegue aprision\u00e1-lo, mas a arte sim, ela consegue trazer o tempo de volta ou nos projetar para o futuro, fazendo-nos felizes no tempo presente.<\/p>\n<p>A arte n\u00e3o \u00e9 objetivamente utilit\u00e1ria, mas, subjetivamente, nada mais \u00fatil \u00e0 hist\u00f3ria, \u00e0 mem\u00f3ria, \u00e0 emo\u00e7\u00e3o e \u00e0 lembran\u00e7a que a arte, pois \u00e9 ela que nos d\u00e1 a verdadeira dire\u00e7\u00e3o de como sopravam os ventos em tempos de ontem e como sopram os ventos nos tempos de hoje e, al\u00e9m do mais, a arte tamb\u00e9m ousa fazer previs\u00f5es sobre os ventos dos tempos futuros.<\/p>\n<p>Para mim, o homem, assim como o tempo, sobrevive na arte e pela arte. E ainda h\u00e1 quem pergunte qual a fun\u00e7\u00e3o da arte. Tolos!<\/p>\n<p><em>(L\u00edgia, obrigada, muito obrigada!)\u00a0<\/em><\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O PRESENTE DE L\u00cdGIA (Autoria:\u00a0S\u00d4NIA MOURA) Recebo, por e.mail, uma presente da minha amiga L\u00edgia Coelho. Seria somente mais uma mensagem acompanhada de um pps. 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