{"id":2048,"date":"2013-12-29T18:38:30","date_gmt":"2013-12-29T22:38:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=2048"},"modified":"2015-12-30T17:21:59","modified_gmt":"2015-12-30T20:21:59","slug":"tempo-escotado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=2048","title":{"rendered":"TEMPO ESGOTADO"},"content":{"rendered":"<p><a title=\"Tempo Esgotado\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/feliz_ano_novo-1.jpg\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/feliz_ano_novo-1.jpg\" alt=\"Tempo Esgotado\" \/><\/a><\/p>\n<p>TEMPO ESGOTADO (por S\u00f4nia Moura)<\/p>\n<p>O tempo nunca se esgota.<br \/>\nMas, como n\u00e3o podemos control\u00e1-lo e tamb\u00e9m n\u00e3o podemos ser testemunha de todos os tempos, fingimos domin\u00e1-lo, inventando hist\u00f3rias sobre ele.<br \/>\nN\u00e3o se tira a \u00faltima gota do tempo e muito menos podemos beb\u00ea-lo at\u00e9 a \u00faltima gota, da mesma forma, n\u00e3o podemos tirar dele todo o seu conte\u00fado.<br \/>\nPor mais que se escreva sobre o tempo, seja teoricamente, seja romanceando-o, seja poetizando-o, nunca conseguiremos drenar-lhe toda a ess\u00eancia, porque ele se desdobra, se refaz, se renasce, recriando suas trajet\u00f3rias, ainda que pare\u00e7a ser o mesmo.<br \/>\nE, de fato, \u00e9 o mesmo para todos e completamente diferente para cada um, assim, ningu\u00e9m conseguir\u00e1 dom\u00e1-lo, somente ele se enquadra nessa categoria &#8220;totalmente indom\u00e1vel&#8221;, s\u00f3 por meio dele se consegue contar e recontar hist\u00f3rias, falar das loucuras e das paix\u00f5es ou da loucura das paix\u00f5es.<br \/>\nO tempo \u00e9 um sobrevivente dele mesmo, por isto consegue extrapolar todos os limites de qualquer filosofia, de qualquer realidade, ali\u00e1s, ele \u00e9 o irreal do real, brinca de mostrar-se, escondendo-se, explica, confundindo e confunde explicando.<br \/>\nO tempo \u00e9, tamb\u00e9m, s\u00edmile de si mesmo, por isso, esta impec\u00e1vel ordena\u00e7\u00e3o da vida, transformada em sensa\u00e7\u00f5es, em concretudes, em abstra\u00e7\u00f5es, assim, dizem que n\u00f3s constru\u00edmos o tempo.<br \/>\nC\u00edclico, nos cerca e nos coloca em sua roda para dan\u00e7ar, fazendo-nos acreditar que estamos ali somente para gast\u00e1-lo, enquanto ele est\u00e1 a se doar.<br \/>\nN\u00e3o controlamos o tempo, ele nos controla, n\u00e3o sabemos o tempo de chegar e muito menos o tempo de partir, mas, nossas sabedorias e religi\u00f5es deitam conceitos sobre ele e esse retruca mandando de volta para todos um riso, ora zombeteiro, ora vingador, ora complacente.<br \/>\nTalvez, se consegu\u00edssemos drenar-lhe os mais profundos sentidos, at\u00e9 que o dique dos dias e das noites secasse, quem sabe, ele iria se cansar, ent\u00e3o, n\u00e3o saberia mais o que dizer, perderia as for\u00e7as e se renderia, admitindo que n\u00e3o teria mais como se defender, a\u00ed sim, quem sabe, dissip\u00e1ssemos todas as d\u00favidas sobre esse &#8220;fen\u00f4meno&#8221; misterioso?<br \/>\nPura utopia, depois de todo este tempo, seria tarde demais, porque o tempo j\u00e1 teria nos esgotado, h\u00e1 tempos&#8230;<\/p>\n<p>[Pref\u00e1cio da obra Tempo Absoluto e Tempo Relativo de S\u00f4nia Moura]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TEMPO ESGOTADO (por S\u00f4nia Moura) O tempo nunca se esgota. 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