{"id":1931,"date":"2013-02-04T17:37:57","date_gmt":"2013-02-04T21:37:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1931"},"modified":"2013-02-04T18:17:42","modified_gmt":"2013-02-04T22:17:42","slug":"a-ampulheta-e-o-escritor-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1931","title":{"rendered":"A AMPULHETA E O ESCRITOR"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<a title=\"A AMPULHETA E O ESCRITOR\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/ampulheta.jpg\"><img alt=\"A AMPULHETA E O ESCRITOR\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/ampulheta.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">A AMPULHETA E O ESCRITOR  (por S\u00d4NIA MOURA)<\/p>\n<p align=\"justify\"> O tempo da escrita \u00e9 o tempo da magia. O escritor senta-se \u00e0 mesa ou em qualquer canto, p\u00f5e-se a trabalhar arduamente: lapida, encaixa, constr\u00f3i, desconstr\u00f3i, lima, lixa, funde, confunde, explica, provoca, apresenta, representa, pensa, sonha, realiza, duvida, acredita, fantasia.<br \/>\nQuem escreve embarca nas ondas do real e da fantasia, entra no mundo da castidade e da orgia, vivencia o mundo dos contrastes, da sanidade e da loucura, do amor e do \u00f3dio, das paix\u00f5es e da solid\u00e3o e, embora vivendo as alegrias e as dores do mundo de seus personagens, o escritor \u00e9 um ser que precisa viver essa solid\u00e3o acompanhada.<br \/>\nEscrever \u00e9 criar um mundo pr\u00f3prio, mas que pertencer\u00e1 a todos. Aquele que escreve precisa  envolver-se com o ditames do saber e das ci\u00eancias, sem se deixar por elas ser levado, porque quem cria precisa deixar o sentimento fluir, misturando-o com a emo\u00e7\u00e3o, por isto lhe \u00e9 permitido sonhar, lhe \u00e9 permitido viver entre o sonho e a fantasia.<br \/>\nA escrita \u00e9 como a \u00e1gua de um manso riacho que, dependendo da tempestade criadora, pode transformar-se em um mar revolto, transbordando em palavras e em belas cachoeiras metaf\u00f3ricas, simb\u00f3licas, sinest\u00e9sicas, figurativas.<br \/>\nPara os Simbolistas, escritor \u00e9 ourives, mas ele vai al\u00e9m da ourivesaria, uma vez que todo escritor \u00e9 pintor, ator, entalhador, marceneiro, bordador, cen\u00f3grafo, especialista em sons e em efeitos especiais, pois, o escrito precisa trabalhar a palavra, precisa mold\u00e1-la para dar conta de todas as perip\u00e9cias de sua escrita, fazendo a imagem e o som serem paridos pela palavra escrita, que ser\u00e1 lida.<br \/>\nSeja para falar de amor ou de dor, de um presente, de um passado e de um futuro fict\u00edcio ou supostamente real, aquele que se prop\u00f5e a escrever sobre a realidade criada ou revivida precisa buscar refer\u00eancias e torn\u00e1-las evid\u00eancias, transformando sua narrativa em ancoradouro e em comprova\u00e7\u00e3o do real (re)criado.<br \/>\nEnt\u00e3o, a ampulheta e o escritor mostram o passar do tempo, no entanto, somente o segundo \u00e9 capaz de dar novas fei\u00e7\u00f5es ao tempo, de tirar-lhe a primazia detentora de inating\u00edvel.<br \/>\nO escritor consegue desbancar o tempo.<\/p>\n<p align=\"justify\"><a title=\"A AMPULHETA E O ESCRITOR\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/ampulheta1.jpg\"><img alt=\"A AMPULHETA E O ESCRITOR\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/ampulheta1.jpg\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 A AMPULHETA E O ESCRITOR (por S\u00d4NIA MOURA) O tempo da escrita \u00e9 o tempo da magia. 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