{"id":1840,"date":"2012-09-02T21:00:49","date_gmt":"2012-09-03T01:00:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1840"},"modified":"2012-09-02T21:02:13","modified_gmt":"2012-09-03T01:02:13","slug":"onde-nao-mora-a-poesia-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1840","title":{"rendered":"ONDE (N\u00c3O) MORA A POESIA?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/buraco-negro-e-estrela.jpg\" title=\"ONDE (N\u00c3O) MORA A POESIA?\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/buraco-negro-e-estrela.jpg\" alt=\"ONDE (N\u00c3O) MORA A POESIA?\" \/><\/a><\/p>\n<p>ONDE (N\u00c3O) MORA A POESIA?  (Autoria: S\u00f4nia Moura)<\/p>\n<p>A poesia vive de suas canduras, franquezas e ilus\u00f5es, se equilibrando entre o real e a fantasia, pois \u00e9 retrato do mundo e reflexo da vida.<br \/>\n\u00c9 pelos vieses das dimens\u00f5es do real que a poesia transita e \u00e9 por esta e outras raz\u00f5es que um s\u00f3 verso \u00e9 capaz de abalar nosso mundo, nossos sonhos ou nossas verdades.<br \/>\nPoderosa arma transitando entre as fendas do para\u00edso sem abominar as labaredas do inferno, a poesia surge para preencher lacunas, provocar metamorfoses, aplacar dores, embalar amores, recusar a guerra, exaltar a paz, tudo isto a poesia faz.<br \/>\nA poesia existe para preencher vazios e aus\u00eancias, tornando a dureza da vida mais leve, as decep\u00e7\u00f5es mais breves e as aspira\u00e7\u00f5es semibreves, enquanto o lirismo rege uma orquestra na qual a aus\u00eancia de limites tra\u00e7a uma nova realidade cheia de encantamentos.<br \/>\nO ritmo da poesia alimenta a m\u00edstica da palavra, variando s\u00edlabas t\u00f4nicas e n\u00e3o t\u00f4nicas, soando metrifica\u00e7\u00e3o e correspond\u00eancia sonora, mesmo quando se enquadre na categoria arr\u00edtmica, todo verso \u00e9 m\u00fasica, que se apresenta numa pauta diferente, mas que embala e conforta.<br \/>\nAinda que n\u00e3o seja obrigat\u00f3ria, a rima, m\u00e3e do ritmo e regente da melodia, \u00e9 artimanha do autor, foram os trovadores que criaram este encantamento misturando o recitar e o cantar, somente para a plateia encantar.<br \/>\nCom a sua irrefut\u00e1vel acumula\u00e7\u00e3o imag\u00edstica, a qual preenche o vazio de cada um em seus variados momentos de alegria ou de dor,  a poesia \u00e9 musa que leva o poetar ser uma aventura pelas vielas que esta musa cria e por elas nos guia, assim, uma vez que \u00e9 senhora de generalidades, a poesia pode ser necessariamente incisiva ou mostrar-se muito generosa, e, em outros momentos, pode ser agressiva ou consoladora, tudo acontece de acordo com a sucess\u00e3o de cada instante.<br \/>\nAssim, ler ou escrever um poema pode ser uma viagem Ulissiana ou um encontro com sereias, ou pode ser um embate com monstros marinhos ou uma conversa com anjos, tudo \u00e9 viagem quando nos acomodamos nas asas da poesia, uma vez que esta se hospeda na transpira\u00e7\u00e3o e se alimenta de muita inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas onde mora a poesia?<br \/>\nMora nos rec\u00f4nditos da ilus\u00e3o, nos liames da palavra, na incerteza e na ilus\u00e3o, no \u00edntimo ou na superf\u00edcie de mentes, de sonhos e da contempla\u00e7\u00e3o, mora tamb\u00e9m  na do\u00e7ura do olhar, na alegria do regresso ou na l\u00e1grima da partida, nas brincadeiras, nos jardins, na beleza do corpo ou da alma, na agita\u00e7\u00e3o ou na calma, enfim, a pergunta verdadeira \u00e9: &#8211; Onde n\u00e3o mora a poesia?<\/p>\n<p>(Apresenta\u00e7\u00e3o &#8211; Universidade C\u00e2ndido Mendes &#8211; 2012)<\/p>\n<p><a title=\"ONDE (N\u00c3O) MORA A POESIA?\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/leitoracigana.jpg\"><img alt=\"ONDE (N\u00c3O) MORA A POESIA?\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/leitoracigana.jpg\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ONDE (N\u00c3O) MORA A POESIA? (Autoria: S\u00f4nia Moura) A poesia vive de suas canduras, franquezas e ilus\u00f5es, se equilibrando entre o real e a fantasia, pois \u00e9 retrato do mundo e reflexo da vida. \u00c9 pelos vieses das dimens\u00f5es do real que a poesia transita e \u00e9 por esta e outras raz\u00f5es que um s\u00f3 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[6],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pmZuW-tG","jetpack-related-posts":[{"id":1786,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1786","url_meta":{"origin":1840,"position":0},"title":"ONDE (N\u00c3O) MORA A POESIA?","date":"14 maio 2012","format":false,"excerpt":"ONDE (N\u00c3O) MORA A POESIA? (Autoria: S\u00f4nia Moura) A poesia vive de suas canduras, franquezas e ilus\u00f5es, se equilibrando entre o real e a fantasia, pois \u00e9 retrato do mundo e reflexo da vida. \u00c9 pelos vieses das dimens\u00f5es do real que a poesia transita e \u00e9 por esta e\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":1315,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1315","url_meta":{"origin":1840,"position":1},"title":"POESIA e MELODIA","date":"3 agosto 2010","format":false,"excerpt":"POESIA e MELODIA \"A poesia \u00e9 o eco da melodia do universo no cora\u00e7\u00e3o dos humanos.\" (Rab\u00edndran\u00e1th Th\u00e1khur, ocidentalizado Rabindranath Tagore ) PARTE I \u2013 \u00a0Versos L\u00edricos \u00a0 Uma das maneiras de se distinguir a poesia l\u00edrica das outras duas formas de poesia \u2013 a \u00e9pica e a dram\u00e1tica \u2013\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":1576,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1576","url_meta":{"origin":1840,"position":2},"title":"O RITMO DA POESIA","date":"8 maio 2011","format":false,"excerpt":"\u00a0 \u00a0O RITMO DA POESIA\u00a0 (Autoria: S\u00f4nia Moura) \u00a0Em qualquer atividade humana o ritmo \u00e9 essencial e necess\u00e1rio, pois, \u00e9 o ritmo que d\u00e1 o andamento de cada atividade e \u00e9 ele tamb\u00e9m que alimenta a criatividade art\u00edstica, uma vez que tudo \u00e9 marcado, vivido e sentido por meio de\u00a0\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":1099,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1099","url_meta":{"origin":1840,"position":3},"title":"O RITMO DA POESIA","date":"9 janeiro 2010","format":false,"excerpt":"\u00a0 \u00a0 O RITMO DA POESIA\u00a0 (Autoria: S\u00f4nia Moura) \u00a0 Em qualquer atividade humana o ritmo \u00e9 essencial e necess\u00e1rio, pois, \u00e9 o ritmo que d\u00e1 o andamento de cada atividade e \u00e9 ele tamb\u00e9m que alimenta a criatividade art\u00edstica, uma vez que tudo \u00e9 marcado, vivido e sentido por\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":2590,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=2590","url_meta":{"origin":1840,"position":4},"title":"Poesia dia a dia","date":"14 abril 2020","format":false,"excerpt":"\u00a0 Minha alma veio ao mundo Toda vestida de alegria E \u00e9 alegremente que vivo poesia Dia a dia, dia a dia, dia a dia...","rel":"","context":"Post similar","img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i1.wp.com\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/poesiaquase.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":1801,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1801","url_meta":{"origin":1840,"position":5},"title":"QUASE POESIA","date":"20 junho 2012","format":false,"excerpt":"QUASE POESIA (Autoria: S\u00f4nia Moura) Na quase poesia A quase rima Se mostrou t\u00e3o fria Quanto a chuva Que friamente ca\u00eda, Quanto o frio da alma Que a tristeza trazia E esta, cinicamente, Na margem direita do rio Sorria, sorria, sorria... Na margem esquerda do rio Um ainda quente cora\u00e7\u00e3o\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]}],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1840"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1840"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1840\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}