{"id":1816,"date":"2012-07-12T08:39:32","date_gmt":"2012-07-12T12:39:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1816"},"modified":"2012-07-12T08:42:52","modified_gmt":"2012-07-12T12:42:52","slug":"rastos-restos-e-rostos-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1816","title":{"rendered":"RASTOS, RESTOS E ROSTOS"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/tempo4.jpg\" title=\"RASTOS, RESTOS E ROSTOS\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/tempo4.jpg\" alt=\"RASTOS, RESTOS E ROSTOS\" \/><\/a><\/p>\n<p>RASTOS, RESTOS E ROSTOS (por S\u00d4NIA MOURA)<\/p>\n<p>Vivera em tantos lugares, visitara tantos pa\u00edses, vivera tantos amores, nem ela saberia contabilizar tantas viv\u00eancias. Oitenta anos, oitenta anos, como o tempo passa!<br \/>\nCatarina sabia que o tempo \u00e9 apenas um representativo da realidade e que o livro, que conta esta hist\u00f3ria, \u00e9 feito por meio de uma concentra\u00e7\u00e3o de imagens de m\u00faltiplos significados. O tempo \u00e9 sempre enigm\u00e1tico, a hist\u00f3ria do tempo \u00e9 enigm\u00e1tica.<br \/>\nDurante toda a vida, h\u00e1 passagens do tempo que se fazem demasiadamente presentes, enquanto outras lembran\u00e7as servem para abreviar a passagem da vida e outras, ainda, ficam esquecidas no fundo do ba\u00fa, num enorme isolamento, servindo como ponto de equil\u00edbrio entre o ontem e o hoje.<br \/>\nCatarina abriu a janela do tempo e contemplou-se, refez o percurso da vida e descobriu que, por onde passou, deixou rastos nas fontes masculinas, nas fendas das colinas, nos sonhos de menina, nas saudades das aus\u00eancias e nas mem\u00f3rias das presen\u00e7as.<br \/>\nEmbriagou-se, salvou-se, armou-se, desarmou-se, doutorou-se, lutou, amou, foi amada, sofreu, felizou &#8211; viveu! Mas, o importante mesmo \u00e9 que de tudo ficaram restos.<br \/>\nTudo em sua vida foi ardor e foi amor, agora, nesta reconstru\u00e7\u00e3o do tempo aos oitenta, no meio de l\u00e1grimas e palavras n\u00e3o-ditas, ela tenta e tenta encontrar rostos. Fecha os olhos e os v\u00ea suaves, em forma de almas suspensas, doces, obscenas, amenas, magoadas, sensuais e amadas.<br \/>\nNum espa\u00e7o imut\u00e1vel, em forma de um colar de contas multicores a falar de amores, de sabores, de odores, de sons e de horrores, o tempo se apresenta soberano, proclamando o indiz\u00edvel.<br \/>\nO tempo n\u00e3o envelheceu, apenas eu envelheci e hoje vivo entre rastos, restos e rostos, concluiu Catarina.<\/p>\n<p>(Da obra: CONTOS &amp; CONTAS de S\u00f4nia Moura)<\/p>\n<p><a title=\"RASTOS, RESTOS E ROSTOS\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/reflexo2.jpg\"><img alt=\"RASTOS, RESTOS E ROSTOS\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/reflexo2.jpg\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RASTOS, RESTOS E ROSTOS (por S\u00d4NIA MOURA) Vivera em tantos lugares, visitara tantos pa\u00edses, vivera tantos amores, nem ela saberia contabilizar tantas viv\u00eancias. 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Oitenta anos, oitenta anos, como o tempo passa!\u00a0 Catarina sabia que o tempo \u00e9 apenas um representativo da realidade e que, o livro que conta esta hist\u00f3ria,\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Contos&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":191,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=191","url_meta":{"origin":1816,"position":1},"title":"RETROCESSO","date":"29 abril 2008","format":false,"excerpt":"Como de costume, sa\u00eda para sua caminhada matinal \u00e0 beira mar. Ainda se fazia sil\u00eancio na cidade que, daqui a poucos minutos, iria deixar sair de suas entranhas barulhos de todos os tipos. O vai-e-vem j\u00e1 estava para come\u00e7ar, pernas apressadas, cabe\u00e7as pensativas, olhos cheios de sono. 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