{"id":1813,"date":"2012-07-05T10:59:20","date_gmt":"2012-07-05T14:59:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1813"},"modified":"2012-07-05T11:16:03","modified_gmt":"2012-07-05T15:16:03","slug":"ciclo-da-criacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1813","title":{"rendered":"CICLO DA CRIA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p><a title=\"CICLO DA CRIA\u00c7\u00c3O\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/poetas8.jpg\"><img alt=\"CICLO DA CRIA\u00c7\u00c3O\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/poetas8.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>CICLO DA CRIA\u00c7\u00c3O  (Por S\u00f4nia Moura)<\/p>\n<p>De repente, este poema surgiu no caminho do poeta e se agarrou em seu corpo, em sua mente e esta s\u00fabita presen\u00e7a fez nascer uma vontade incontrol\u00e1vel de o bardo tom\u00e1-lo nos bra\u00e7os.<br \/>\nPrimeiro, veio uma palavra, meio t\u00edmida, mas determinada a n\u00e3o largar sua presa, entrela\u00e7ou suas garras nas pernas do poeta e por elas foi subindo, subindo&#8230;<br \/>\nDepois, outras palavras chegaram, estas, mais atrevidas, umas outras eram levadas da breca, e algumas se mostravam com uma dose gostosa de indec\u00eancia. Em grupo foram se chegando, fazendo enorme algazarra e tomando conta desta casa que \u00e9 feita de corpo,  esp\u00edrito e mente.<br \/>\nEstas ficaram ali conversando entre si, brigando entre si, se esbofeteando, mas, em seguida, foram se juntando, se esbarrando, se aceitando e nasceram versos, que foram se agrupando, se agrupando&#8230;<br \/>\nOra touros na arena, se defendendo da provoca\u00e7\u00e3o do poeta, ora serenas, aceitando os arreios, as palavras formavam fila e demarcavam territ\u00f3rios.<br \/>\nAssim as estrofes foram sendo compostas. Altaneiras, cheias de n\u00e3o me toques, diziam para as palavras e para os versos: &#8211; Estamos completas, ali\u00e1s, somos completas.<br \/>\nMaliciosamente, o poeta sorriu para as estrofes, afagou os versos, bolinou as palavras, buliu com os deuses, e as divindades disseram a ele que poetar era a sua miss\u00e3o.<br \/>\nEnt\u00e3o, embreando-se na floresta de palavras, decifrou a mensagem dos deuses da cria\u00e7\u00e3o, catou cada palavra, gr\u00e3o por gr\u00e3o, eliminou do seu jardim as ervas daninhas, limpou o fundo do seu po\u00e7o, e, com sua pena, mas, sem pena alguma,  riscou o papel, rabiscou, apagou, emendou e enfim, nasceu o poema que nele se tatuou.<br \/>\nAo final, exausto, mas feliz, o poeta lambeu a sua cria o quanto pode, conferiu-lhe  tra\u00e7os po\u00e9ticos, banhou-a nas \u00e1guas de todas as met\u00e1foras, enfeitou-lhe os cabelos, e, por fim,  deitou-se na rede a dizer: -Ufa, eta parto dif\u00edcil!<\/p>\n<p>(Da obra: S\u00daBITAS PRESEN\u00c7AS de S\u00f4nia Moura)<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/poetas9.jpg\" title=\"CICLO DA CRIA\u00c7\u00c3O\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/poetas9.jpg\" alt=\"CICLO DA CRIA\u00c7\u00c3O\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CICLO DA CRIA\u00c7\u00c3O (Por S\u00f4nia Moura) De repente, este poema surgiu no caminho do poeta e se agarrou em seu corpo, em sua mente e esta s\u00fabita presen\u00e7a fez nascer uma vontade incontrol\u00e1vel de o bardo tom\u00e1-lo nos bra\u00e7os. 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