{"id":1757,"date":"2012-03-11T19:18:16","date_gmt":"2012-03-11T23:18:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1757"},"modified":"2012-03-16T18:22:36","modified_gmt":"2012-03-16T22:22:36","slug":"1757","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1757","title":{"rendered":"PALAVRAS INDIZ\u00cdVEIS"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<a title=\"palavras indiz\u00edveis\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/palavrassilencio.jpg\"><img alt=\"palavras indiz\u00edveis\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/palavrassilencio.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>PALAVRAS INDIZ\u00cdVEIS\u00a0 (Autoria: S\u00d4NIA MOURA)<\/p>\n<p>Em certos instantes da vida, h\u00e1 coisas que se tornam indiz\u00edveis.<\/p>\n<p>N\u00e3o que sejam feias ou pecaminosas, n\u00e3o, apenas nos quedamos ante a impossibilidade do dizer, do falar, do escrever as coisas que sentimos, pois, nestes momentos, n\u00e3o sabemos enfeitar as palavras a serem reveladas, n\u00e3o conseguimos desarrum\u00e1-las, enfrent\u00e1-las ou exp\u00f4-las em p\u00fablico e, se tentamos cantarol\u00e1-las, a voz tamb\u00e9m n\u00e3o sai.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, tentamos inventar uma hist\u00f3ria para desnud\u00e1-las, mas elas se vestem com os trajes do rigor ou se escondem num canto qualquer e n\u00e3o h\u00e1 como coloc\u00e1-las no palco das declara\u00e7\u00f5es, dos desabafos ou das confiss\u00f5es.<\/p>\n<p>E, embora sobrem motivos, nos faltam as palavras, no entanto precisamos falar, queremos falar, estamos cativos deste n\u00e3o saber dizer, deste n\u00e3o conseguir falar.<\/p>\n<p>No entanto, o sentimento est\u00e1 l\u00e1, gritando, implorando para sair da caverna da dor, sair do esconderijo e se jogar no mundo, por\u00e9m, o que fazer se, no percurso da dor, perdemos a voz, perdemos a paz e o som n\u00e3o sai.<\/p>\n<p>Que dor t\u00e3o grande nos deixa assim imobilizados, apenas na garganta? Os p\u00e9s caminham, a alma sofre, o choro desaba, a tristeza sorri, a alegria foge da festa, os bra\u00e7os de agitam, o corpo se mostra, mas a garganta trava, a garganta empaca, a garganta se nega, a l\u00edngua se atrapalha, a glote se obstrui, o es\u00f4fago, a laringe e tudo mais se contrai e a voz n\u00e3o sai.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 o que fazer, espera a dor passar, espera a alegria voltar, espera o novo carnaval, para a voz, de novo, se revelar e na avenida de sua hist\u00f3ria, se apresentar.<\/p>\n<p>(Da obra: <strong>Tempo Absoluto <em>versus<\/em> Tempo Relativo<\/strong> de S\u00f4nia Moura))<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/palavras22.jpg\" title=\"palavras indiz\u00edveis\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/palavras22.jpg\" alt=\"palavras indiz\u00edveis\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 PALAVRAS INDIZ\u00cdVEIS\u00a0 (Autoria: S\u00d4NIA MOURA) Em certos instantes da vida, h\u00e1 coisas que se tornam indiz\u00edveis. 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