{"id":171,"date":"2008-03-25T09:11:03","date_gmt":"2008-03-25T13:11:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=171"},"modified":"2008-03-25T19:01:05","modified_gmt":"2008-03-25T23:01:05","slug":"o-enigma-do-enigma","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=171","title":{"rendered":"O ENIGMA DO ENIGMA"},"content":{"rendered":"<p><a TITLE=\"Kaspar Hauser\" HREF=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/03\/khauser1.jpg\"><img ALT=\"Kaspar Hauser\" SRC=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/03\/khauser1.jpg\" \/>\u00a0<strong>(Sobre o filme O ENIGMA DE KASPAR HAUSER)<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Disse a esfinge: \u201c- Decifra-me ou te devoro!\u201d  A lenda se reprisa e leva o medo  a comandar  o homem e seu destino, ent\u00e3o, este  segue tentando decifrar os enigmas alheios, quando, na verdade, n\u00e3o consegue decifrar os seus pr\u00f3prios enigmas.<\/p>\n<p>Somos cegos ao \u00f3bvio, preferimos escutar o sil\u00eancio a ouvir qualquer grito, escondemo-nos atr\u00e1s de n\u00f3s mesmos, atr\u00e1s de dogmas, de conven\u00e7\u00f5es, atr\u00e1s de leis. N\u00f3s somos o verdadeiro enigma.<\/p>\n<p>O que fazemos ao semelhante se ele \u00e9 apenas \u201cdiferente\u201d?<\/p>\n<p>Somos \u00fanicos e n\u00e3o percebemos isto, porque n\u00e3o queremos ver as diferen\u00e7as. Dif\u00edcil \u00e9 desmontar a estrutura montada, dif\u00edcil \u00e9 olhar o mundo sem usar as muletas dos olhares alheios, dif\u00edcil \u00e9 se afastar do ref\u00fagio primeiro \u2013 a caverna matriarcal e n\u00e3o se tornar prisioneiro volunt\u00e1rio de um cen\u00e1rio, tingido com tintas sombrias, denominado mundo.<\/p>\n<p>O Enigma de Kaspar Hauser* traz \u00e0 baila a realidade contingente do mundo e apresenta um homem confuso, agarrado a sua barra de solid\u00e3o,  for\u00e7ado a tentar alcan\u00e7ar um caminho estranho , lan\u00e7ado numa floresta social que vai impor-lhe uma idealidade de valores existenciais tipificados.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de imagens, di\u00e1logos, fatos, jogos de luzes e movimentos, as possibilidades de representa\u00e7\u00e3o de um contexto social movem-se entre o real e o imaginado.<\/p>\n<p>O desenrolar da narrativa , pela linguagem cinematogr\u00e1fica, estabelece condi\u00e7\u00f5es para que a pr\u00f3pria personagem defina por palavras e atos como realmente v\u00ea o mundo, mesmo quando o curso circunstancial da hist\u00f3ria imp\u00f5e-lhe mudan\u00e7as de comportamento ou quando  o contexto social  insiste em anular-lhe a individualidade  e o modo de ele sentir o mundo.<\/p>\n<p>Os olhares, que primeiro pensam ver Kaspar Hauser, n\u00e3o pretendem v\u00ea-lo, na verdade sequer olham para o mesmo, s\u00e3o os olhares dos poderes e dos poderosos, s\u00e3o os olhares socialmente padronizados,cheios de curiosidade e total indiferen\u00e7a ao semelhante, que v\u00e3o tra\u00e7ar o perfil hist\u00f3rico, psicol\u00f3gico e comportamental, desenhando-lhe uma silhueta sem alma.<\/p>\n<p>O elemento diferenciador, dentro do mundo- caverna de Kaspar Hauser, era o cavalinho de madeira. Quem  teria deixado ali\u00a0o\u00a0 cavaleiro e o cavalo?<\/p>\n<p>Segundo Chevalier e Gheerbrant (Dicion\u00e1rio dos S\u00edmbolos).<em>\u201c&#8230;os psicanalistas fizeram do cavalo o s\u00edmbolo do psiquismo inconsciente ou da psique n\u00e3o humana, arqu\u00e9tipo pr\u00f3ximo ao da M\u00e3e, mem\u00f3ria do mundo, ou ent\u00e3o ao do tempo, porquanto est\u00e1 ligado aos grandes rel\u00f3gios naturais, ou ainda, ao da impetuosidade do desejo.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Enveredando pelo caminho da  evoca\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, Herzog ergue a ponte entre o consciente e o inconsciente\u00a0e\u00a0faz\u00a0ressurgir\u00a0mem\u00f3rias, colocando, ante o espectador atento, a possibilidade do questionamento da postura e da atitude frente \u00e0 vida, sobre o modo de ver o  mundo particular e o mundo geral , instigando-o a ver al\u00e9m das apar\u00eancias do que se move na tela e do que se move no mundo.<\/p>\n<p>As imagens transmutadas para a tela, se vistas pela lente da reflex\u00e3o e n\u00e3o pelo simples ato de enxergar, permitir\u00e3o, certamente, uma leitura  cr\u00edtica  resultante, n\u00e3o da quest\u00e3o meramente est\u00e9tica ou de umas das fun\u00e7\u00f5es do cinema \u2013 entretenimento, e sim do lineamento  perceptivo dos questionamentos apresentados.<\/p>\n<p>Aproximando o  espectador cuidadoso de uma postura cr\u00edtica, por meio de associa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas, por exemplo, o p\u00e1ssaro preso (primeira tomada) e o p\u00e1ssaro livre sendo alimentado por K.Hauser (tomadas posteriores); as frestas pelas quais \u00e9 permitido ao personagem central ver o mundo, sem ser visto por ele,  s\u00e3o recursos  que fazem os pensamentos se convergirem para  uma an\u00e1lise cuidadosa da trama central do filme: os equ\u00edvocos nascidos de vis\u00f5es e percep\u00e7\u00f5es insuficientemente delineadas  por uma sociedade impiedosa e pouco interessada em ver o outro (salvo uma \u00fanica exce\u00e7\u00e3o- as dos que v\u00eam o mundo com os olhos da igualdade e\/ou desprovidos de preconceitos).<\/p>\n<p>A ilus\u00e3o de que Kaspar Hauser est\u00e1 sendo visto \u00e9 pintada com pinceladas da curiosidade desperatada pelo que chega, mas s\u00e3o as inten\u00e7\u00f5es deformadoras destes olhares que apagam a ilus\u00e3o, retirando as m\u00e1scaras dilu\u00eddas pela inten\u00e7\u00e3o ficcional.<\/p>\n<p>Marionete nas m\u00e3os de muitos, a come\u00e7ar por sua caracteriza\u00e7\u00e3o f\u00edsica, o protagonista  torna-se motivo de todas as  formas de especula\u00e7\u00f5es que v\u00e3o da sua origem at\u00e9 depois de sua morte, sempre na tentativa de decifrar-se o que para olhos vendados por conven\u00e7\u00f5es e ju\u00edzos de valores transforma-se em enigma.<\/p>\n<p>As vers\u00f5es sobre o seu passado e a sua origem  transitam entre o ideal do cavaleiro das Novelas de Cavalaria;  retomado pelo mundo Rom\u00e2ntico, bem como, a origem nobili\u00e1rquica, ro\u00e7a  o ideal do \u201cbom selvagem\u201d do pensador iluminista Jean-Jacques Rousseau e culmina com a nega\u00e7\u00e3o do ser, colocando sua origem atrelada a dos reles mortais, inexpressivo e desinteressante para o jogo social.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s sua morte, os cientistas tentam  justificar ou explicar o inexplic\u00e1vel, no entanto, para o espectador cuidadoso, logo privilegiado, a esta altura do filme, a  imagem essencial  da personagem, permanece vitalizada e a aut\u00f3psia a ser feita n\u00e3o \u00e9 em Kaspar Hauser e sim no <em>corpus<\/em>  da vis\u00e3o comportamental de uma sociedade que n\u00e3o consegue perceber, n\u00e3o consegue sentir, restando-lhe ent\u00e3o \u201calegrias\u201d da lavra de um grande processo e a imagem da emp\u00e1fia com seus enormes \u00f3culos escuros a tentar justificar-se por meio de necr\u00f3psias.<\/p>\n<p>Kaspar Hauser e sua perpcep\u00e7\u00e3o do mundo derrubam conceitos cient\u00edficos, ironizam o estabelecido e apontam o jugo do saber cient\u00edfico que, quase sempre, n\u00e3o admite novas formas de pensar, este \u00e9 um grande trunfo de poder, por isto \u00e9 dom\u00ednio de poucos.<\/p>\n<p>Quem realmente v\u00ea  \u00e9 o cego, ou melhor, apenas um deles, o cego do mundo do sonho, pois o cego do \u201cmundo real\u201d n\u00e3o enxerga, n\u00e3o fala, n\u00e3o ouve e n\u00e3o reage, este cego n\u00e3o \u00e9 guia, ele \u00e9 guiado, assim se apresentam as outras personagens deste filme, teleguiados, cegos por olharem apenas para o que julgam ser real, afastam-se do sonho e da fantasia Quando percebermos que o sonho e a realidade se confundem  e (\u00e9 bom que assim seja) se completam, por certo teremos alcan\u00e7ado uma vis\u00e3o de mundo mais clara e eficiente.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica plaus\u00edvel de Kaspar Hauser reflete sua concep\u00e7\u00e3o de universo e coloca-nos frente a  duas esferas espaciais,  alertando o c\u00e9tico e o cient\u00edfico de que outros caminhos existem: as percep\u00e7\u00f5es sensoriais, a experimenta\u00e7\u00e3o, a objetividade e a subjetividade.<\/p>\n<p>A c\u00e2mera instiga o olhar ao passear por imagens da imagem \u2013 a que se reflete e a que se permite refletir na \u00e1gua da tina. A primeira torna-se pouco vis\u00edvel, distorcida , confunde e pode-se fazer confundir, tudo vai depender de como a m\u00e3o manipula o espelho da\/de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Verdade\/mentira; sonho\/realidade; vida\/morte s\u00e3o grandes enigmas que a humanidade insiste em decifrar. Mas o Enigma de Kaspar Hauser,\u00a0 s\u00edmbolo do pr\u00f3prio enigma de cada um de n\u00f3s, \u00e9 muito dif\u00edcl de ser resolvido e o monstro do medo pode-nos devorar, s\u00f3 h\u00e1 uma sa\u00edda: matar a esfinge.<\/p>\n<p>\u201cA verdadeira hist\u00f3ria eu n\u00e3o sei\u201d, assim falamos pela boca de Kaspar Hauser.<\/p>\n<p><em>Filme &#8211; t\u00edtulo original:<u> Jeder F\u00fcr Sich und Gott Gegen Alle<\/u> (Alemanha, 1974) Diretor: Werner Herzog<\/em><\/p>\n<p><strong>SINOPSE:<\/strong> Em 1828, em Nuremberg, o misterioso jovem Kaspar Hauser \u00e9 deixado em uma pra\u00e7a ap\u00f3s passar toda a vida trancado em uma torre. Aos poucos, ele tenta se integrar \u00e0 sociedade e entender sua complexidade.<\/p>\n<p><em><strong>[Por S\u00d4NIA MOURA &#8211; UFF 2003]<\/strong><\/p>\n<p><em><strong><br \/>\n<\/strong><\/em><\/p>\n<p><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0(Sobre o filme O ENIGMA DE KASPAR HAUSER) Disse a esfinge: \u201c- Decifra-me ou te devoro!\u201d A lenda se reprisa e leva o medo a comandar o homem e seu destino, ent\u00e3o, este segue tentando decifrar os enigmas alheios, quando, na verdade, n\u00e3o consegue decifrar os seus pr\u00f3prios enigmas. 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