{"id":1676,"date":"2011-11-07T15:57:25","date_gmt":"2011-11-07T19:57:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1676"},"modified":"2011-11-07T16:01:04","modified_gmt":"2011-11-07T20:01:04","slug":"simbolos-imagens-privilegiadas-parte-i","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1676","title":{"rendered":"S\u00cdMBOLOS &#8211; IMAGENS PRIVILEGIADAS &#8211; parte I"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/450px-sahasrarasvg.png\" title=\"S\u00cdMBOLOS - IMAGENS PRIVILEGIADAS\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/450px-sahasrarasvg.png\" alt=\"S\u00cdMBOLOS - IMAGENS PRIVILEGIADAS\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">S\u00cdMBOLOS &#8211; IMAGENS PRIVILEGIADAS &#8211; parte I<\/p>\n<p align=\"justify\">A defini\u00e7\u00e3o do que \u00e9 um s\u00edmbolo prende-se \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de mist\u00e9rio. Onde h\u00e1 mais mist\u00e9rios sen\u00e3o naquilo que \u00e9 vis\u00edvel e invis\u00edvel, toc\u00e1vel e intoc\u00e1vel, velador e revelador, uno e m\u00faltiplo? Assim \u00e9 que o multifacetado s\u00edmbolo projeta-se num feixe atado que lhe d\u00e1 unidade, universalidade, e, ao mesmo tempo, &#8220;individualidade&#8221;, tornando imposs\u00edvel desamarrar-se este feixe sem preju\u00edzos imediatos e irrepar\u00e1veis.<br \/>\nUma vez que n\u00e3o se consegue aprisionar um s\u00edmbolo ou impingir-lhe tradi\u00e7\u00e3o, desestruturando qualquer sistema montado, este amolda-se, modifica-se ou perpetua-se, pois se firma pelo que n\u00e3o se v\u00ea e sim pelo que se sente.<br \/>\nEtimologicamente, o voc\u00e1bulo s\u00edmbolo, oriundo do grego, significa: juntar, reunir, confirmando o que est\u00e1 na origem desta palavra &#8211; s\u00edmbolo \u00e9 o objeto dividido em dois.<br \/>\nNa Gr\u00e9cia antiga symbolon (sinal de reconhecimento) representava, por exemplo, o objeto por meio do qual mais tarde os pais podiam reconhecer os respectivos filhos de quem se afastaram; tamb\u00e9m era a senha que os ju\u00edzes atenienses recebiam ao entrarem no tribunal e contra a qual recebiam os soldados, o s\u00edmbolo tamb\u00e9m era a senha entregue aos que assistiam \u00e0s assembleias do povo.<br \/>\nPodia ser, ainda, uma esp\u00e9cie de passaporte ou licen\u00e7a de perman\u00eancia para os estrangeiros que transitavam por uma povoa\u00e7\u00e3o. S\u00edmbolo era, tamb\u00e9m, contribui\u00e7\u00e3o, sinal de conven\u00e7\u00e3o, palavra de ordem, ou seja, era tudo o que servia para reconhecer algu\u00e9m ou alguma coisa.<br \/>\nAntes do uso da fala, o homem j\u00e1 utilizava s\u00edmbolos, por exemplo, pintando composi\u00e7\u00f5es figurativas nas paredes das cavernas, depois foram adotados novos signos: lingu\u00edsticos, matem\u00e1ticos, gr\u00e1ficos e outros mais, que, de um modo ou de outro, dirigem e organizam o pensamento, registram acontecimentos e comunicam fatos, ajudam o racioc\u00ednio e consolidam id\u00e9ias e, como formas de linguagem, organizam o nosso viver.<br \/>\nAssim como outros s\u00edmbolos, a l\u00edngua (falada e\/ou escrita) est\u00e1 ligada essencialmente \u00e0 emo\u00e7\u00e3o, e, apesar de tamb\u00e9m fazer parte da estrutura mantenedora do sistema simb\u00f3lico, s\u00f3 ter\u00e1 vida utilit\u00e1ria, se unir palavras e id\u00e9ias, pensamento abstrato e pensamento verbal, que dever\u00e3o ser pares solid\u00e1rios.<br \/>\nPor este motivo, \u00e0s palavras s\u00e3o atribu\u00eddos poderes m\u00e1gicos capazes de servirem como instrumentos de controle ou como for\u00e7a mais conservadora dos feitos da humanidade; aos signos num\u00e9ricos s\u00e3o atribu\u00eddas peculiaridades abstratas, que, na pr\u00e1tica, servir\u00e3o ao concreto; aos s\u00edmbolos on\u00edricos s\u00e3o atribu\u00eddos fatores desiderativos (em simbologia direta, indireta ou mista); \u00e0s representa\u00e7\u00f5es art\u00edstico-visuais (desenhos, pinturas, retratos, esculturas) \u00e9 atribu\u00eddo o poder das perpetua\u00e7\u00f5es da imagem pela reprodu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs s\u00edmbolos s\u00e3o cicatrizes que traduzem sobremaneira a ess\u00eancia neles guardada, por trazerem as marcas daquilo que representam e, tamb\u00e9m, s\u00e3o considerados express\u00f5es racionais e irracionais, concomitantemente.<br \/>\nUsados pelo homem para auxiliar o processo de pensar e registrar suas realiza\u00e7\u00f5es ou frustra\u00e7\u00f5es, os s\u00edmbolos povoam nossas vidas desempenhando fun\u00e7\u00e3o representativa, portanto, o grande valor deste ser\u00e1 determinado pela apreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o que se quer mostrar entre o s\u00edmbolo e a coisa simbolizada.<\/p>\n<p align=\"justify\">(Apresentado por S\u00f4nia Moura &#8211; UFF)<\/p>\n<p align=\"justify\"><a title=\"S\u00cdMBOLOS - IMAGENS PRIVILEGIADAS\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/peixessigno2.jpg\"><img alt=\"S\u00cdMBOLOS - IMAGENS PRIVILEGIADAS\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/peixessigno2.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 S\u00cdMBOLOS &#8211; IMAGENS PRIVILEGIADAS &#8211; parte I A defini\u00e7\u00e3o do que \u00e9 um s\u00edmbolo prende-se \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de mist\u00e9rio. 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