{"id":161,"date":"2008-03-15T16:25:33","date_gmt":"2008-03-15T20:25:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=161"},"modified":"2008-03-15T16:30:35","modified_gmt":"2008-03-15T20:30:35","slug":"a-luz-dos-teus-olhos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=161","title":{"rendered":"A LUZ DOS TEUS OLHOS"},"content":{"rendered":"<p><a TITLE=\"Luz dos olhos\" HREF=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/03\/luz-dos-olhos1.jpg\"><img ALT=\"Luz dos olhos\" SRC=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/03\/luz-dos-olhos1.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Era noite, era o momento da treva, por\u00e9m no meio dela  surgiu uma luz. O sal\u00e3o fervilhando, a m\u00fasica, a dan\u00e7a e &#8230; a luz.<br \/>\nArtificialmente bela, iluminava aquele palco, piscava, tremulava; chamam-na luz negra. Projetava-se sobre n\u00f3s, destacando-nos por inteiro  naquele cen\u00e1rio, tudo mais era escurtid\u00e3o. Seria isto verdade ou eram os nossos sonhos que se alinhavavam e dirigiam o foco de luz para este ponto que eram dois?<br \/>\nOs corpos pareciam movimentar-se mais que de fato o faziam. E a luz come\u00e7ou a brincar com o brilho do desejo.<br \/>\nLuz Negra  &#8211; rela\u00e7\u00e3o semanticamente incoerente.<br \/>\nFoi sob o reflexo desta luz, emergindo no meio da n\u00e9voa dos cigarros, que o vestido branco adquiriu um brilho cor de prata e os sorrisos, \u00e0 luz ambiente, tamb\u00e9m ficaram prateados.<br \/>\nMudamos o cen\u00e1rio. \u00c0 nossa frente , um mar imenso se oferecia  enquanto bebia mansamente a luz do luar, suas ondas se encrespavam, balan\u00e7ando a cabeleira prateada, era noite de lua cheia.<br \/>\nNum caminhar lento, quase tristonho, a luz prateada, roubada do astro rei, beijava o contorno dos corpos, das \u00e1rvores, das montanhas e ia-se escondendo, deixando o palco para o sol que surgia dorminhoco, a bocejar, a lan\u00e7ar raios de luz, rompendo a cortina de uma nova manh\u00e3.<br \/>\nContinu\u00e1vamos ali, sentados na areia que  j\u00e1 apresentava uma nova face, parecia preparar-se para um baile, aceitava a  nova maquilagem , seus gr\u00e3os, refletindo os raios de luz mais intensos, brilhavam como se fossem pequenas estrelas, nas quais pod\u00edamos tocar; o mar vestia  um novo manto, cujos tons iriam-se modificar ao longo do dia, de acordo com a for\u00e7a e a  posi\u00e7\u00e3o daquela fonte de luz; n\u00e3o estar\u00edamos ali para ver estas mudan\u00e7as.<br \/>\nO sol ia despejando luz e calor sobre tudo e todos que estivessem \u00e0 luz do seu olhar, e, passo a passo, o olhar, pleno de luz, veria certamente contornos n\u00edtidos, transformados, pouco vis\u00edveis; mas n\u00e3o estar\u00edamos mais ali para ver estas mudan\u00e7as.<br \/>\nEra hora de partir. Outras noites, outros dias, outros s\u00f3is, outras luas se  passaram e passar\u00e3o no meio de luzes e de sombras; o espet\u00e1culo \u00e9 infinito.<br \/>\nComo contas azuis, dois min\u00fasculos pontos de luz brilham na cor da minha saudade e fazem par com os versos da can\u00e7\u00e3o: \u201cAi, amor, a luz dos seus olhos\u201d.<br \/>\n\u00c0 luz da raz\u00e3o,  o tempo \u00e9 finito.<\/p>\n<p><strong>(Do\u00a0livro\u00a0\u00a0CONTOS\u00a0E\u00a0CONTAS,\u00a0de\u00a0S\u00d4NIA\u00a0MOURA) <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era noite, era o momento da treva, por\u00e9m no meio dela surgiu uma luz. O sal\u00e3o fervilhando, a m\u00fasica, a dan\u00e7a e &#8230; a luz. Artificialmente bela, iluminava aquele palco, piscava, tremulava; chamam-na luz negra. Projetava-se sobre n\u00f3s, destacando-nos por inteiro naquele cen\u00e1rio, tudo mais era escurtid\u00e3o. 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