{"id":1598,"date":"2011-06-18T12:35:24","date_gmt":"2011-06-18T16:35:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1598"},"modified":"2011-06-18T12:42:09","modified_gmt":"2011-06-18T16:42:09","slug":"ficcional-e-factual-entre-a-memoria-a-criacao-e-a-historia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1598","title":{"rendered":"FICCIONAL e FACTUAL &#8211; entre a mem\u00f3ria, a cria\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%\" class=\"MsoNormal\">\u00a0<a title=\"FICCIONAL e FACTUAL - entre a mem\u00f3ria, a cria\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/aaopedouvido.jpg\"><img alt=\"FICCIONAL e FACTUAL - entre a mem\u00f3ria, a cria\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/aaopedouvido.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%\" class=\"MsoNormal\">FICCIONAL e FACTUAL &#8211; entre a mem\u00f3ria, a cria\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%\" class=\"MsoNormal\"><span>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0  <\/span>(Autoria: S\u00d4NIA MOURA)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%\" class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%\" class=\"MsoNormal\">Em <em><span>O Fict\u00edcio e o Imagin\u00e1rio &#8211;  Perspectivas de uma Antropologia Liter\u00e1ria<\/span> <\/em>(1996: 39),<strong> <\/strong>Wolfgang Iser<strong>,<\/strong> destaca que a proximidade entre o texto ficcional e o factual se  d\u00e1 porque ambos est\u00e3o submetidos \u00e0 intencionalidade de seus autores, quando  estes selecionam os elementos que devem fazer parte da narrativa. Iser observa  tamb\u00e9m que, quando afastados do seu campo referencial, os elementos narrativos  estar\u00e3o fortalecidos por outros que est\u00e3o ausentes e vice-versa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%\" class=\"MsoNormal\">Quando projetados em outra contextualiza\u00e7\u00e3o e afastados do seu campo de  refer\u00eancia, outro peso \u00e9 atribu\u00eddo aos elementos selecionados, promovendo a  &#8220;transgress\u00e3o de limites&#8221;, e \u00e9 esta transgress\u00e3o que possibilita a  estes ultrapassarem as fronteiras entre fic\u00e7\u00e3o e realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%\" class=\"MsoNormal\">E, uma vez que convivemos com m\u00faltiplas realidades, podemos entender que, aliadas a valores simb\u00f3licos de qualquer modo textual, as formas narrativas funcionam como bases ratificadoras de que os sistemas institucionais nos apresentam realidades previamente conceituadas, edificadas e\/ou reificadas, por meio das quais se pode perceber que o real \u00e9 apenas uma pe\u00e7a na vasta engrenagem a qual comanda o cotidiano, a \u00fanica realidade poss\u00edvel, como definem Berger e Luckmann: &#8220;<em>Entre <\/em><em>\u00a0as m\u00faltiplas realidades<\/em> <em>h\u00e1 uma que se apresenta como sendo a realidade por excel\u00eancia. \u00c9 a realidade da vida cotidiana&#8221;.\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-indent: 35.45pt; line-height: 150%\" class=\"MsoBodyText\">Assim, sendo o discurso um dos construtores de  significa\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s dele, novas vozes textuais surgem e vozes textuais  antigas e historicamente constitu\u00eddas podem ressurgir, para enunciados, os  quais, em algum momento da hist\u00f3ria, j\u00e1 foram registrados, ficcionados,<span>\u00a0 <\/span>catalogados, editados ou publicados, como  marca<span>\u00a0 <\/span>da a\u00e7\u00e3o narrativa de muitos  sujeitos sobre o mesmo objeto, como \u00e9 o caso, por exemplo,<span>\u00a0 <\/span>do fato hist\u00f3rico abordado por Josu\u00e9  Montello,<span>\u00a0 <\/span>em <em>O Baile da Despedida<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 35.45pt; line-height: 150%\" class=\"MsoBodyText\">(UFF &#8211; 2009)<\/p>\n<p style=\"text-indent: 35.45pt; line-height: 150%\" class=\"MsoBodyText\"><a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/ficcional-real.jpg\" title=\"FICCIONAL e FACTUAL - entre a mem\u00f3ria, a cria\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/ficcional-real.jpg\" alt=\"FICCIONAL e FACTUAL - entre a mem\u00f3ria, a cria\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 &nbsp; FICCIONAL e FACTUAL &#8211; entre a mem\u00f3ria, a cria\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (Autoria: S\u00d4NIA MOURA) &nbsp; Em O Fict\u00edcio e o Imagin\u00e1rio &#8211; Perspectivas de uma Antropologia Liter\u00e1ria (1996: 39), Wolfgang Iser, destaca que a proximidade entre o texto ficcional e o factual se d\u00e1 porque ambos est\u00e3o submetidos \u00e0 intencionalidade de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[6],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pmZuW-pM","jetpack-related-posts":[{"id":886,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=886","url_meta":{"origin":1598,"position":0},"title":"ARTE e FATOS - componentes narrativos","date":"6 setembro 2009","format":false,"excerpt":"\u00a0 ARTE e FATOS - COMPONENTES NARRATIVOS (Autoria: S\u00d4NIA MOURA) \u00a0 Apesar de somente \u00e0 Literatura ser atribu\u00eddo o poder \u201cdivino\u201d da arte, e, no dizer de Umberto Eco, ser a Literatura quase uma religi\u00e3o, enquanto para Paul Ricoeur \u00e0 Hist\u00f3ria caiba o papel de conferir uma ordem ao passado,\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":691,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=691","url_meta":{"origin":1598,"position":1},"title":"O LEITOR NO C\u00cdRCULO DAS NARRATIVAS","date":"16 abril 2009","format":false,"excerpt":"\u00a0 \u00a0 \u00a0O Leitor no C\u00edrculo das Narrativas (Autoria: S\u00f4nia Moura \u00a0 Muitas vezes, ao lermos uma not\u00edcia ou uma reportagem, em que verdades nos s\u00e3o apresentadas por meio da narrativa denominada factual, duvidamos do que lemos. 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