{"id":1576,"date":"2011-05-08T21:43:48","date_gmt":"2011-05-09T01:43:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1576"},"modified":"2011-05-08T21:55:47","modified_gmt":"2011-05-09T01:55:47","slug":"o-ritmo-da-poesia-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1576","title":{"rendered":"O RITMO DA POESIA"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/ritmo-da-poesia.jpg\" title=\"ritmo da poesia\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/ritmo-da-poesia.jpg\" alt=\"ritmo da poesia\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">\u00a0O  RITMO DA POESIA\u00a0 (Autoria: S\u00f4nia Moura)<\/p>\n<p>\u00a0Em qualquer atividade humana o ritmo \u00e9 essencial e  necess\u00e1rio, pois, \u00e9 o ritmo que d\u00e1 o andamento de cada atividade e \u00e9 ele tamb\u00e9m  que alimenta a criatividade art\u00edstica, uma vez que tudo \u00e9 marcado, vivido e  sentido por meio de\u00a0 sons, palavras ou  gestos.<\/p>\n<p>O ritmo, representado por diversas &#8220;formas de  musicalidade&#8221;, nos desperta para a vida, quando lan\u00e7amos no ar o nosso primeiro  choro ou quando o som da primeira das muitas palmadas que levaremos neste mundo  de meu Deus eclode no ar. J\u00e1 fora do seguro e confort\u00e1vel \u00fatero materno, outros  sons que ouvimos, s\u00e3o as vozes dos que amparam nossa chegada ao mundo e de seus  instrumentos nada musicais, mas que ao se tocarem ou ao serem tocados,  tilintam. \u00c0s vezes, alguns tamb\u00e9m s\u00e3o recebidos neste novo mundo, com m\u00fasicas  suaves que tocam ao fundo e que nos\u00a0  tocam fundo tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Assim, embalados por sons e ritmos, chegamos ao mundo.<\/p>\n<p>Vivemos pelo ritmo do bater de nossos cora\u00e7\u00f5es, dan\u00e7amos,  comemos, amamos, desamamos, festejamos, enfim, vivemos cercados por sons e  ritmos, a\u00a0 uns, rejeitamos, a outro,  amamos.<\/p>\n<p>Quando nos despedimos deste mundo, creio que ainda  possamos sentir ou ouvir as vozes que falam sobre n\u00f3s, o choro dos entes  queridos, as preces, as leituras sagradas ou n\u00e3o e, muitas vezes, os que ficam  cantam para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Assim, do come\u00e7o ao fim de nossas vidas, tudo \u00e9 som e  ritmo.<\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 na poesia que o ritmo aparece de um modo  especial. N\u00e3o precisamos &#8220;cantar&#8221; um poema para percebermos sua musicalidade,  seu ritmo, seus sons, ou seja, seu ritmo.<\/p>\n<p>A metrifica\u00e7\u00e3o, asssim como a correspond\u00eancia sonora  promovida pela rima, ajudam a dar o tom, o som e o ritmo do poema, que \u00e9  marcado por sucess\u00f5es de altern\u00e2ncias, entre s\u00edlabas m\u00e9tricas fortes e fracas.<\/p>\n<p>Mas, \u00e9 principalmente por meio da articula\u00e7\u00e3o das  palavras, que nossa audi\u00e7\u00e3o ir\u00e1 captar o ritmo do poema, e, embora a poesia,  contemporaneamente, seja feita para ser falada, lida, recitada, seu ritmo e  seus sons ir\u00e3o invadir nossos ouvidos, encantando-nos e nos remetendo ao passado,  pois, dizem alguns, o poema nasceu para ser cantado, salve, trovador! .<\/p>\n<p>Em  o <em>Arco e a Lira, <\/em>Octavio Paz <em>diz que <\/em>o ritmo \u00e9 a unidade da frase  po\u00e9tica, &#8220;<em>o que a constitui como tal e  forma a linguagem<\/em>&#8220;, partindo desta premissa podemos dizer que a palavra  po\u00e9tica orna-se de um encantamento especial, atrav\u00e9s do ritmo que o poeta  atribui \u00e0 sua obra, e esta \u00e9 uma diferen\u00e7a especial entre o poema e as outras  formas liter\u00e1rias.<\/p>\n<p>E,  para ilustrar nossas considera\u00e7\u00f5es sobre a melodia que envolve a poesia, destacaremos  alguns versos do poema<em> I-Juca-Pirama<\/em>,\u00a0  por meio do qual Gon\u00e7alves Dias nos brindou (e nos brindar\u00e1) com ritmos,  que nos fazem perceber, ouvir, sentir os sons que reprisam a cad\u00eancia da batida  dos tambores ind\u00edgenas, dando as notas musicais deste poema. Vejamos:<\/p>\n<p><em>&#8220;Meu canto de morte,<\/em><\/p>\n<p><em>Guerreiros, ouvi:<\/em><\/p>\n<p><em>Sou filho das selvas,<\/em><\/p>\n<p><em>Nas selvas cresci;<\/em><\/p>\n<p><em>Guerreiros, descendo<\/em><\/p>\n<p><em>Da tribo tupi&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><em>(&#8230;) &#8221; sou bravo, sou forte,<\/em><\/p>\n<p><em>sou filho do norte;<\/em><\/p>\n<p><em>meu canto de morte,<\/em><\/p>\n<p><em>guerreiros, ouvi&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><a title=\"ritmo da poesia\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/ritmo-da-poesia1.jpg\"><img alt=\"ritmo da poesia\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/ritmo-da-poesia1.jpg\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0O RITMO DA POESIA\u00a0 (Autoria: S\u00f4nia Moura) \u00a0Em qualquer atividade humana o ritmo \u00e9 essencial e necess\u00e1rio, pois, \u00e9 o ritmo que d\u00e1 o andamento de cada atividade e \u00e9 ele tamb\u00e9m que alimenta a criatividade art\u00edstica, uma vez que tudo \u00e9 marcado, vivido e sentido por meio de\u00a0 sons, palavras ou gestos. 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