{"id":1562,"date":"2011-04-21T17:13:42","date_gmt":"2011-04-21T21:13:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1562"},"modified":"2011-04-21T17:14:59","modified_gmt":"2011-04-21T21:14:59","slug":"futurismo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1562","title":{"rendered":"FUTURISMO"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/futuro.gif\" title=\"FUTURISMO\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/futuro.gif\" alt=\"FUTURISMO\" \/><\/a><\/p>\n<p>FUTURISMO  (Autoria: S\u00f4nia Moura)<\/p>\n<p>Chamava-se Marinete, diziam que o pai, homem que amava as letras, lhe dera este nome em homenagem ao poeta  Filippo Marinetti.<br \/>\nDesde sempre a menina mostrava estar al\u00e9m do seu tempo. Quando beb\u00ea e em crian\u00e7a era at\u00e9 engra\u00e7adinho ver as perip\u00e9cias dela, mas, ao chegar \u00e0 juventude, tudo mudou.<br \/>\nMarinete era o que a sociedade da \u00e9poca chamava de amoral e imoral, namorava todos e todas, sem o menor pudor, n\u00e3o escondia de ningu\u00e9m seus desejos e loucuras. Gostava do hoje e muito mais do amanh\u00e3, vivia correndo, abominava tudo o que n\u00e3o fosse tecnol\u00f3gico, adorava uma briga, exaltava as guerras e, quase sempre, tentava resolver tudo por meio de atitudes violentas. Ela adorava as cores fortes e as usava em suas roupas, em seu quarto e em todos os seus pertences.<br \/>\nDizia que as palavras precisavam ser livres, por isto as usava sem a menor cerim\u00f4nia, \u00e0s vezes, palavras de baixo cal\u00e3o, improp\u00e9rios e grosserias saiam da boca da mo\u00e7a com a mesma facilidade que se engole \u00e1gua fresca, pois, para ela, isto era brincar com as palavras, Marinete n\u00e3o gostava das regras da l\u00edngua m\u00e3e.<br \/>\nNo entanto, havia um objeto que desbancava todos estes conceitos e o comportamento espevitado de Marinete, era uma medalh\u00e3o em ouro velho com uma conta vermelho-sangue, presente da av\u00f3 materna.<br \/>\nSempre que punha o medalh\u00e3o, Marinete se transformava totalmente, passava a ser uma d\u00f3cil e gentil jovem. Alguns diziam que era o esp\u00edrito da av\u00f3, uma rom\u00e2ntica convicta que se apossava dela, e, quem defendia esta ideia dizia que ela era m\u00e9dium, da\u00ed as transforma\u00e7\u00f5es t\u00e3o repentinas.<br \/>\nE, tamb\u00e9m, dizem, at\u00e9 hoje, que o pai se arrependeu amargamente em ter colocado este nome na filha, pois, segundo ele, a filha n\u00e3o entendeu o recado do poeta.<\/p>\n<p>(Do livro: Mist\u00e9rios e Saudades de S\u00f4nia Moura)<\/p>\n<p><a title=\"FUTURISMO\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/futurismo.jpg\"><img alt=\"FUTURISMO\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/futurismo.jpg\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 FUTURISMO (Autoria: S\u00f4nia Moura) Chamava-se Marinete, diziam que o pai, homem que amava as letras, lhe dera este nome em homenagem ao poeta Filippo Marinetti. Desde sempre a menina mostrava estar al\u00e9m do seu tempo. 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