{"id":1525,"date":"2011-03-09T20:46:09","date_gmt":"2011-03-10T00:46:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1525"},"modified":"2011-03-09T20:47:42","modified_gmt":"2011-03-10T00:47:42","slug":"o-baile-das-mascaras-parte-iv","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1525","title":{"rendered":"O BAILE DAS M\u00c1SCARAS &#8211; parte IV"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/mascaras-negras.jpg\" title=\"o baile das m\u00e1scaras\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/mascaras-negras.jpg\" alt=\"o baile das m\u00e1scaras\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Baile das M\u00e1scaras  &#8211; parte IV &#8211; M\u00e1scaras Africanas<\/p>\n<p>A arte \u00e9tnica  das m\u00e1scaras africanas tem por princ\u00edpio b\u00e1sico a est\u00e9tica, \u00e9, sobretudo forma  de express\u00e3o, vem de dentro para fora do indiv\u00edduo, \u00e9 &#8220;inven\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;cria\u00e7\u00e3o&#8221; e  n\u00e3o mera imita\u00e7\u00e3o da natureza, uma vez que \u00e9 arte mediadora entre os mundos  natural e sobrenatural.<\/p>\n<p>Regras preciosas, ritos e  atos s\u00e3o observados\u00a0 na feitura das  m\u00e1scaras, j\u00e1 que estas guardam a ess\u00eancia m\u00e1gica. Para confeccion\u00e1-las \u00e9 (era)  preciso ter autoriza\u00e7\u00e3o do chefe religioso da\u00a0  aldeia, que por seu reconhecido poder pol\u00edtico (pode ser chamado  &#8220;feiticeiro&#8221;) e, entre suas fun\u00e7\u00f5es, est\u00e1 a de &#8220;chefe das m\u00e1scaras&#8221;, ele\u00a0 preside todas as reuni\u00f5es de ordem ritual em  que a m\u00e1scara aparece e dirige todo o cerimonial.<\/p>\n<p>Madeira, pedra, marfim,  metal, t\u00e9cnicas de fus\u00e3o de materiais, cinzel e incis\u00e3o s\u00e3o materiais e  t\u00e9cnicas usadas\u00a0 na cria\u00e7\u00e3o das  m\u00e1scaras, mas o principal material \u00e9 a madeira, pois \u00e9 mais f\u00e1cil de ser  encontrada. Por\u00e9m, nem todo o tipo de madeira pode ser usada na confec\u00e7\u00e3o da  m\u00e1scara, seja por limita\u00e7\u00f5es rituais, seja por qualidades negativas atribu\u00eddas  a certas plantas ou pela qualidade da pr\u00f3pria madeira.<\/p>\n<p>A madeira deve ser fresca,  pois a madeira mais velha \u00e9 mais dif\u00edcil de ser trabalhada e tamb\u00e9m pode rachar  ao secar, tornando-se in\u00fatil para o entalhe. Ao encontrar a madeira adequada \u00e0  cria\u00e7\u00e3o da m\u00e1scara, o escultor dever\u00e1 transport\u00e1-la para um lugar isolado e  protegido dos olhares indiscretos ou curiosos, fazer alguns rituais e\u00a0 ficar em uma certa forma\u00a0 de\u00a0  &#8220;isolamento&#8221; at\u00e9 concluir sua obra. Os instrumentos que ele utiliza na  fabrica\u00e7\u00e3o da m\u00e1scara s\u00e3o, por vezes, constru\u00eddos por ele mesmo, uma vez  que\u00a0 s\u00e3o considerados objetos de car\u00e1ter  sagrado, e em alguns casos a eles s\u00e3o ofertados sacrif\u00edcios.<\/p>\n<p>\u00c0 noite, o escultor (que pode  desempenhar\u00a0 outra atividade &#8211; por  exemplo &#8211; a de agricultor) volta \u00e0 aldeia, esconde, junto ao chefe das  m\u00e1scaras, sua obra inacabada ou o seu\u00a0  modelo e, ao alvorecer, volta ao seu ref\u00fagio.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o entalhe, o escultor usar\u00e1 folhas rugosas, cip\u00f3s, tiras de  pele de animais, areia, pedras ou fragmentos de osso, para lixar a pe\u00e7a; a cor  ser\u00e1 dada pelo emprego de corantes vegetais obtidos com folhas maceradas, pela  imers\u00e3o na lama ou pelo escurecimento a fogo. O lado decorativo aparece pelo  acr\u00e9scimo de materiais heterog\u00eaneos como dentes, chifres, p\u00ealos, conchas,  fibras vegetais, espelhos, mi\u00e7angas, sementes, peda\u00e7os de metal e faixas de  tecidos. A decora\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante pois\u00a0  intensifica de modo dram\u00e1tico a expressividade\u00a0 e o profundo sentimento m\u00e1gico e sagrado ,\u00a0 intr\u00ednseco ao objeto.<\/p>\n<p>Ao finalizar a feitura da  m\u00e1scara, o propriet\u00e1rio ou o chefe das m\u00e1scaras dever\u00e1\u00a0 conserva-la\u00a0  em lugar seguro e protegido (\u00e0s vezes, quem desempenha o papel de  guardi\u00e3o \u00e9 o pr\u00f3prio artista), e a m\u00e1scara\u00a0  s\u00f3 sair\u00e1 deste local\u00a0 para os  devidos usos.<\/p>\n<p>Quando o dono  da m\u00e1scara morre, ela passa para um herdeiro (fica em fam\u00edlia)\u00a0 ou\u00a0  passa para um sucessor da mesma sociedade secreta e, quando uma m\u00e1scara  perde o seu poder, deve ser substitu\u00edda, porque n\u00e3o pode mais ser utilizada.  Cabe ao artista\u00a0 (escultor) submeter-se  ao rito de purifica\u00e7\u00e3o, conseguir o material adequado, enfim, cumprir todo o  ritual de feitura da nova m\u00e1scara.\u00a0 Uma  breve cerim\u00f4nia dever\u00e1 marcar a passagem do esp\u00edrito da m\u00e1scara velha para a  nova e sua primeira apari\u00e7\u00e3o em p\u00fablico dever\u00e1 ser festejada e os presentes lhe  oferecer\u00e3o donativos\u00a0 e reconhecer\u00e3o  seus valores, inclusive os est\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Se \u00e9 um privil\u00e9gio ser o portador de uma m\u00e1scara,  tamb\u00e9m designa a este obriga\u00e7\u00f5es e san\u00e7\u00f5es, pois seu prest\u00edgio conferir\u00e1 \u00e0  m\u00e1scara o mesmo prest\u00edgio, podendo aumentar ou diminuir &#8211; lhe o valor. A  diminui\u00e7\u00e3o do valor poder\u00e1 levar \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da m\u00e1scara, pois esta perde o seu  valor ritual e o mesmo acontece \u00e0 m\u00e1scara danificada. No entanto, o tempo e a  idade s\u00e3o\u00a0 elementos que lhe d\u00e3o maior  for\u00e7a sagrada, pois esta foi\u00a0 herdada  pelas diversas gera\u00e7\u00f5es, que lhe transmitiram o que tinham de melhor.<\/p>\n<p>O mesmo vale para o artista,  quando n\u00e3o \u00e9 autodidata deve fazer seu aprendizado com um artista reconhecido,  isto &#8220;aumenta&#8221; o valor de sua obra. Sua liberdade de inven\u00e7\u00e3o \u00e9 limitada, pois  deve seguir os princ\u00edpios b\u00e1sicos impostos pelas tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esta forma de\u00a0 cria\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0  coloca o artista\u00a0 em contato com  for\u00e7as sobrenaturais, este contato confere riscos a esta posi\u00e7\u00e3o, mesmo assim o  escultor se sente um eleito e tem\u00a0 muito  orgulho do seu trabalho art\u00edstico. Ele desfruta de uma posi\u00e7\u00e3o privilegiada, mas  provoca certo temor , por sua capacidade de criar formas que t\u00eam liga\u00e7\u00e3o com o  sagrado e com qualidades sagradas, ou seja, cria instrumentos de poder.<\/p>\n<p>A  arte africana sempre teve uma fun\u00e7\u00e3o eminentemente social, era entendida como  um meio de ensinamento e motiva\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia cotidiana e metaf\u00edsica do  homem, explicando o sentido da vida e indicando a posi\u00e7\u00e3o correta dentro do grupo,  assim, em manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas : inicia\u00e7\u00f5es, atos da\u00a0 sociedade\u00a0  secreta,\u00a0 ritos f\u00fanebres e  agr\u00edcolas, cerim\u00f4nias p\u00fablicas, as m\u00e1scaras eram a s\u00edntese da arte e da  narra\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica entre o homem e o mundo vis\u00edvel e invis\u00edvel.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que se faz\u00a0 (ou &#8230;se fazia).<\/p>\n<p>(UFF -2005)<\/p>\n<p><a title=\"o baile das m\u00e1scaras\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/mascarasnegras.jpg\"><img alt=\"o baile das m\u00e1scaras\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/mascarasnegras.jpg\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 O Baile das M\u00e1scaras &#8211; parte IV &#8211; M\u00e1scaras Africanas A arte \u00e9tnica das m\u00e1scaras africanas tem por princ\u00edpio b\u00e1sico a est\u00e9tica, \u00e9, sobretudo forma de express\u00e3o, vem de dentro para fora do indiv\u00edduo, \u00e9 &#8220;inven\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;cria\u00e7\u00e3o&#8221; e n\u00e3o mera imita\u00e7\u00e3o da natureza, uma vez que \u00e9 arte mediadora entre os mundos natural e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[6],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pmZuW-oB","jetpack-related-posts":[{"id":1197,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1197","url_meta":{"origin":1525,"position":0},"title":"M\u00c1SCARAS NEGRAS  - Fundamenta\u00e7\u00f5es e Significa\u00e7\u00f5es","date":"13 abril 2010","format":false,"excerpt":"\u00a0 M\u00c1SCARAS NEGRAS\u00a0 - Fundamenta\u00e7\u00f5es e Significa\u00e7\u00f5es (Autoria: S\u00d4NIA MOURA) \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 As artes africanas apreenderam plenamente o significado mais profundo das m\u00e1scaras ao fazerem destas um instrumento que desenha a trajet\u00f3ria do homem do nascimento \u00e0 morte. 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