{"id":1422,"date":"2010-12-04T11:12:01","date_gmt":"2010-12-04T15:12:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1422"},"modified":"2010-12-05T19:00:07","modified_gmt":"2010-12-05T23:00:07","slug":"no-horizonte-a-dor-e-o-silencio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1422","title":{"rendered":"NO HORIZONTE, A DOR E O SIL\u00caNCIO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/dordeamour.JPG\" title=\"No horizonte, a dor e o sil\u00eancio\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/dordeamour.JPG\" alt=\"No horizonte, a dor e o sil\u00eancio\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\">NO HORIZONTE, A DOR E O SIL\u00caNCIO  (por S\u00f4nia Moura)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\">\u00a0A minha dor mostra o que eu sou e quem eu sou, aponta para  o alvo de como me sinto naquele momento e, tamb\u00e9m, de como a sinto, na verdade  ela, por um tempo, \u00e9 a minha voz sussurrada e, neste tempo, comanda minhas  palavras e deixa fluir todos os golpes desferidos pelo que provocou a sua ira.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">O meu sil\u00eancio fala por mim, n\u00e3o necessito de palavras  para falar da minha dor, ela se estampa em outdoors, se espalha pela internet,  se exibe nas vitrines das livrarias, passeia pelo shopping em busca de amparo,  comove pelas telas dos cinemas e das tev\u00eas, se revela na sala de terapia e  entope os ouvidos pacientes dos amigos.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">\u00a0A minha dor associada ao meu sil\u00eancio faz a menina que  mora em mim se apresentar e reviver o passado, o qual se espraia em meu  presente, convidando-me a dar a m\u00e3o ao meu destino, para que eu possa povoar-me  de mim mesma.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">O sil\u00eancio associado \u00e0 minha dor revira o meu mundo, para  confirmar a brevidade do tempo e a densidade dos nossos sentimentos, porque a  minha dor n\u00e3o fala s\u00f3 por mim, ela fala tamb\u00e9m sobre o(s) outro(s), e ainda  pode ser calada pelos atos do(s) outro(s).<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">\u00a0Dou a m\u00e3o \u00e0 minha dor, porque sinto que \u00e9 hora de ela me  guiar, enquanto meu olhar baila pelas linhas do horizonte e me faz entender que  n\u00e3o posso me limitar \u00e0 dor da dor, devo deixar este tempo de sil\u00eancio e dor  viverem em mim, na certeza de que a tristeza, filha da dor, seguir\u00e1 o seu  caminho.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">A dor me abra\u00e7a e o sil\u00eancio me acarinha, preciso de um  poema para me consolar; o sil\u00eancio entrega-me um livro que poeta sobre o amor e  sobre o amar, mostrando que a dor tem seu limite, assim como a linha do  horizonte, a dor sempre nos deixa entre um c\u00e9u e um mar de emo\u00e7\u00f5es caudalosas.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">Ent\u00e3o, \u00e9 preciso fazer do cora\u00e7\u00e3o um mar aberto e deixar o  olhar interior perder-se na vasta plan\u00edcie da calma, para poder sentir e  compreender todo o palpitar curvo da dor, a fim de que a culmin\u00e2ncia do que me corr\u00f3i a alma, seja visto em sua plenitude, sem escamotea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">Por tr\u00e1s do horizonte, este ponto de fuga, h\u00e1 outras  paisagens, outras paragens, outras gentes, as quais \u00e9 preciso descobrir,  reencontrar ou mesmo contemplar, por isto antes de expulsar a dor do para\u00edso  dela, aplaudo-a freneticamente, lan\u00e7o-lhe um olhar e um sorriso, ainda que  tristonhos, por ter a certeza de que ela ir\u00e1 partir.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">Aprendo que esta n\u00e3o ser\u00e1 a \u00faltima dor e nem este ser\u00e1 o  \u00faltimo sil\u00eancio, no entanto, o que importa mesmo \u00e9 voltar meu olhar para o  horizonte e compreender que, ao atravessar os tortuosos caminhos do bosque  submerso da dor, aprenderei a renascer.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">\u00a0(Do livro COISAS DE MULHER de S\u00f4nia Moura)<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">\u00a0<a title=\"No horizonte, a dor e o sil\u00eancio\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/dordemaor.jpeg\"><img alt=\"No horizonte, a dor e o sil\u00eancio\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/dordemaor.jpeg\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'\"><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NO HORIZONTE, A DOR E O SIL\u00caNCIO (por S\u00f4nia Moura) \u00a0A minha dor mostra o que eu sou e quem eu sou, aponta para o alvo de como me sinto naquele momento e, tamb\u00e9m, de como a sinto, na verdade ela, por um tempo, \u00e9 a minha voz sussurrada e, neste tempo, comanda minhas palavras [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[4,5],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pmZuW-mW","jetpack-related-posts":[{"id":1125,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1125","url_meta":{"origin":1422,"position":0},"title":"A COR DO PASSADO","date":"25 janeiro 2010","format":false,"excerpt":"\u00a0 A COR DO PASSADO \u00a0 \u00a0Num canto da sala, F\u00e1tima aguardava em sil\u00eancio, porque qualquer palavra naquele momento, seria em v\u00e3o. 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