{"id":1341,"date":"2010-09-04T09:16:02","date_gmt":"2010-09-04T13:16:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1341"},"modified":"2010-09-05T07:39:53","modified_gmt":"2010-09-05T11:39:53","slug":"a-onca-e-a-rosa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1341","title":{"rendered":"A ON\u00c7A E A ROSA"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/onca.jpg\" title=\"A ON\u00c7A E A ROSA\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/onca.jpg\" alt=\"A ON\u00c7A E A ROSA\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">A  ON\u00c7A E A ROSA<span>\u00a0 <\/span>(Autoria: S\u00d4NIA MOURA)<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">Era uma on\u00e7a muito brava, era o que todos diziam. Al\u00e9m de  muito brava mesmo, a tal on\u00e7a era tamb\u00e9m arisca e muito gulosa, devorava tudo o  que encontrava pela frente.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">A  on\u00e7a desta hist\u00f3ria fazia tremer o mais valente dos homens ou a mais valente  das mulheres daquele vilarejo e, quem sabe, de qualquer outra parte do mundo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><em><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">Furente,<\/span><\/em><span style=\"font-family: 'Tahoma'\"> que assim fora batizada pelo povo local, andava  pelos matos, pisando mansinho, sempre com as narinas acesas a farejar qualquer  perigo e\/ou qualquer presa, fosse animal ou gente.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">Toda  vila temia o animal, todos viviam amedrontados, apavorados mesmo porque a on\u00e7a, a  cada dia, se aproximava mais da pequena vila, chamada <em>Fulgurante<\/em>. Parecia que aquele animal estava mesmo era querendo se urbanizar.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">Rezadeiras, pais de santo, padres, pastores e outros mais  foram chamados para benzer, limpar, salvar o local com suas ora\u00e7\u00f5es, com o  intuito de proteger aquele lugar contra um poss\u00edvel ataque da hedionda fera.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">Seguindo  o velho ditado que diz: <em>\u201c\u00c9 sempre bom darmos uma batida no ferro e outra na  ferradura\u201d,<\/em> o povo rezava ladainhas, fazia suas preces, e pedia a  prote\u00e7\u00e3o de deus, dos santos e de todas as entidades que conhecessem e, por  outro lado,<span> o povo \u00a0<\/span>tamb\u00e9m se armava com  fac\u00f5es, espingardas, foices, e, cada um a seu modo, procurava se defender e  defender seu territ\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">Na  calada da noite se ouvia o rugido da fera, cada vez mais alto, sinal de ela se  aproximava da vila. Crian\u00e7as se encolhiam debaixo das cobertas, os parceiros se  encolhiam um nos bra\u00e7os do outro, enquanto os solit\u00e1rios encolhiam seus  cora\u00e7\u00f5es abandonados e suspiravam, suspiravam&#8230;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">Em  <em>Fulgurante<\/em>, tudo era muito simples, no entanto, um pormenor fazia toda a  diferen\u00e7a entre aquele lugar e os outros, l\u00e1 eles tinham o mais belo jardim que  j\u00e1 se viu, dizem que nem mesmo os Jardins Suspensos da Babil\u00f4nia ou o Jardim  das Del\u00edcias eram t\u00e3o majestosos. As flores tinham cores e odores inigual\u00e1veis e, por sua vez,  atra\u00edam borboletas e colibris com coloridos e desenhos ex\u00f3ticos em suas asas. O  jardim era um deslumbramento s\u00f3.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">No  entanto, o que o jardim tinha de super especial era uma linda roseira que  florescia uma vez por ano e dela s\u00f3 nascia uma rosa amarela que vivia por anos  e anos e, quando era a hora de ela partir, havia uma grande mudan\u00e7a na vila,  logo uma densa n\u00e9voa tomava conta do local, para que, em seguida, junto com o  raiar do sol, outra rosa desabrochasse altaneira, encantadora e encantada,  fascinando todo tipo de olhar.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">Dizem  que a rosa era mesmo encantada e capaz de feitos inigual\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">Numa quase manh\u00e3 sombria, com a densa n\u00e9voa a espalhar-se  pela vila, a on\u00e7a destemida, com suas patas de veludo, as quais a faziam  praticamente deslizar, tal qual a \u00edndia Iracema de Jos\u00e9 de Alencar,<span>\u00a0 <\/span>foi-se aproximando da vila, enquanto toda a  cidade ainda dormia e ela podia circular livremente.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">O sol despertava devagar e a on\u00e7a, tamb\u00e9m vagarosamente ia  -se aproximando.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">Nesta hora acontece o que se pode chamar de milagre. A  nova rosa se abre para o mundo no exato momento em que <em>Furente <\/em>chega bem  pertinho do jardim,<em> <\/em>ou melhor, bem em frente \u00e0 roseira encantada.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">A on\u00e7a se queda ante a beleza da rosa, parecia estar  enamorada, hipnotizada, deslumbrada. Ao mesmo tempo, a vila despertava e se  extasiava com o que via, a on\u00e7a n\u00e3o se movia, n\u00e3o tirava os olhos da rosa,  agora a fera mais parecia um gatinho dom\u00e9stico, destes bem mansinhos.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">E ali ela foi ficando, ficando, at\u00e9 tamb\u00e9m virar encanto  e, dizem que, at\u00e9 hoje, nas manh\u00e3s cinzentas e enevoadas \u00e9 poss\u00edvel ver-se uma  on\u00e7a com cara de apaixonada postar-se ante a roseira e suspirar, suspirar,  suspirar&#8230;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">(DO LIVRO BRINCADEIRA DE CRIAN\u00c7A  DE S\u00d4NIA MOURA)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/rosa_amarela.jpg\" title=\"A ON\u00c7A E A ROSA\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/rosa_amarela.jpg\" alt=\"A ON\u00c7A E A ROSA\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 A ON\u00c7A E A ROSA\u00a0 (Autoria: S\u00d4NIA MOURA) \u00a0 Era uma on\u00e7a muito brava, era o que todos diziam. 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