{"id":1319,"date":"2010-08-09T16:57:51","date_gmt":"2010-08-09T20:57:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1319"},"modified":"2010-08-09T17:03:56","modified_gmt":"2010-08-09T21:03:56","slug":"eros-e-tanatos-%e2%80%93-havera-um-vencedor","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1319","title":{"rendered":"EROS E TANATOS \u2013 haver\u00e1 um vencedor?"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 2.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 2.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify\">\u00a0<a title=\"EROS E TANATOS \u2013 haver\u00e1 um vencedor?\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/erosethanatos.jpg\"><img alt=\"EROS E TANATOS \u2013 haver\u00e1 um vencedor?\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/erosethanatos.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 2.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 2.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">EROS E TANATOS \u2013 haver\u00e1 um vencedor? <span>\u00a0\u00a0<\/span>(<em>por<\/em> S\u00d4NIA MOURA)<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 2.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"margin-right: 2.85pt; text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">O romance <strong>Adeus a Aleto<\/strong> de <strong>Roberto Muniz  Dias<\/strong> nos traz a leitura poliss\u00eamica das sensa\u00e7\u00f5es, suscita o reexame da  for\u00e7a dos sentidos, do que \u00e9 er\u00f3tico (e n\u00e3o pornogr\u00e1fico), do que \u00e9 desejo (e  n\u00e3o vulgaridade), e ativa a circula\u00e7\u00e3o de EROS e TANATOS,<span>\u00a0 <\/span>atrav\u00e9s de todos os sentidos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 2.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">O di\u00e1logo entre o EU e o OUTRO sugere novas  possibilidades de compreens\u00e3o do desejo, regido pelos sentidos, provocando as  sensa\u00e7\u00f5es, por interm\u00e9dio das quais os elementos constitutivos do mundo mostrado  projetam-se nas figuras de <em>EROS e TANATOS<\/em>,  insuflando o leitor cuidadoso a voltar-se para as imagens com o olhar revelador  do jogo da representa\u00e7\u00e3o er\u00f3tica.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 2.85pt; text-align: justify\"><em><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">EROS e  TANATOS<\/span><\/em><span style=\"font-family: 'Tahoma'\"> s\u00e3o elementos transitivos  nesta narrativa e, na exist\u00eancia dos contr\u00e1rios, tecem o mist\u00e9rio do desejo  pleno, no qual convivem no mesmo espa\u00e7o: vida e morte, realidade e fantasia,  dor e prazer.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 2.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">Neste jogo da representa\u00e7\u00e3o er\u00f3tica, o sujeito, na  busca das mais profundas sensa\u00e7\u00f5es, se coloca primeiramente diante do seu outro  para (re)nascer, instalando-se no outro, pela conjun\u00e7\u00e3o de elementos  provocadores do interc\u00e2mbio: <em>amor e desejo<\/em>.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBlockText\" style=\"line-height: normal\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">O  poder da sedu\u00e7\u00e3o surge pela transforma\u00e7\u00e3o m\u00e1gica do prazer, colocando em  embates constantes a loucura e a raz\u00e3o, o medo e a coragem, deixando desabrochar  o prazer em flor e o desejo sem culpa, sem barreiras ou fronteiras com a  clareza da liberdade animal. Deste modo, a f\u00e1bula amorosa envolve os amantes e  mostra uma natureza er\u00f3tica n\u00e3o parasit\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 2.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">Construindo um mundo \u00e0s avessas do que \u00e9  \u201cpermitido\u201d, os sentidos explodir\u00e3o em cores, sabores, peles e sons instigando  os protagonistas e aos leitores a se embrenharem por labirintos saborosos,  excitantes e estimulantes.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBlockText\" style=\"line-height: normal\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">S\u00edmbolo  de fecunda\u00e7\u00e3o, germe da cria\u00e7\u00e3o, a palavra \u00e9 fertilizadora e \u00e9 por meio dela que  o protagonista se \u201cengravida\u201d de fantasias e tamb\u00e9m a seus leitores e s\u00e3o estas  fantasias, transmutadas em palavras, que ir\u00e3o ocupar o lugar da desarticula\u00e7\u00e3o,  para que EROS e TANATOS se encontrem.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBlockText\" style=\"line-height: normal\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">Dotadas  de poderes m\u00e1gicos, as palavras v\u00e3o-se instalando, conquistando e se deixando  conquistar, e, medindo-se num corpo-a-corpo incans\u00e1vel, travam um duelo  permanente com EROS e TANATOS. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 2.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">A fantasia abandona-se ao prazer da digress\u00e3o  sexual, quando entram em cena o toque, o tato, o contato e a pele. A partir deste  momento, amor e aventura emolduram um mundo onde tudo cabe, e nesta mistura de  pontos: tato, contato, pele e toque, o fantasma atraente de EROS \u00e9 o her\u00f3i sem  disfarce que ajuda os amantes a vencerem qualquer obst\u00e1culo e se tornarem os  herdeiros do sonho.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 2.85pt; text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'Tahoma'\">Em <strong>Adeus a Aleto<\/strong>, do in\u00edcio ao fim do  romance, a presen\u00e7a de TANATOS no territ\u00f3rio de EROS \u00e9 sistematicamente  reafirmada para, ao final, ambos se apresentem como identificadores da MORTE e  da VIDA, no momento em que o c\u00edrculo se fecha e TANATOS substitui EROS para  assegurar a vit\u00f3ria do prazer.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 2.85pt; text-align: justify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-right: 2.85pt; text-align: justify\">(S\u00d4NIA MOURA)<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/adeus-a-aleto.jpg\" title=\"EROS E TANATOS \u2013 haver\u00e1 um vencedor?\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/adeus-a-aleto.jpg\" alt=\"EROS E TANATOS \u2013 haver\u00e1 um vencedor?\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u00a0 &nbsp; EROS E TANATOS \u2013 haver\u00e1 um vencedor? \u00a0\u00a0(por S\u00d4NIA MOURA) \u00a0 O romance Adeus a Aleto de Roberto Muniz Dias nos traz a leitura poliss\u00eamica das sensa\u00e7\u00f5es, suscita o reexame da for\u00e7a dos sentidos, do que \u00e9 er\u00f3tico (e n\u00e3o pornogr\u00e1fico), do que \u00e9 desejo (e n\u00e3o vulgaridade), e ativa a circula\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[4],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pmZuW-lh","jetpack-related-posts":[{"id":182,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=182","url_meta":{"origin":1319,"position":0},"title":"A FLOR DA MORTE","date":"15 abril 2008","format":false,"excerpt":"Morava \u00e0 beira mar, numa cidade pequenina, aconchegante, onde a vida passava devagar. 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