{"id":121,"date":"2008-01-29T17:05:54","date_gmt":"2008-01-29T21:05:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=121"},"modified":"2008-01-30T16:42:39","modified_gmt":"2008-01-30T20:42:39","slug":"dentro-das-cavernas-de-platao-e-de-saramago","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=121","title":{"rendered":"DENTRO DAS CAVERNAS de Plat\u00e3o e de Saramago"},"content":{"rendered":"<p><img WIDTH=\"220\" HEIGHT=\"214\" ALT=\"cave.jpg\" SRC=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/cave.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Relendo A CAVERNA de Saramago, e relembrando A CAVERNA de Plat\u00e3o, constato que o mundo mudou muito e tamb\u00e9m nada mudou. Parodoxal? Vejamos:<\/strong><\/p>\n<p>A alegoria da caverna, apresentada por Plat\u00e3o [<em>A Rep\u00fablica <\/em>\u2013 livro VII] \u00e9 uma poderosa met\u00e1fora que busca descrever a posi\u00e7\u00e3o do homem em rela\u00e7\u00e3o aos estados de inconsci\u00eancia criados pela incapacidade de este distinguir o que \u00e9 apenas apar\u00eancia do que \u00e9 realidade. Para o fil\u00f3sofo, todos n\u00f3s estamos condenados a ver sombras \u00e0 nossa frente e tom\u00e1- las como verdadeiras.<\/p>\n<p>\u00c9 atrav\u00e9s do di\u00e1logo entre S\u00f3crates e Glauco que Plat\u00e3o descreve  em A Rep\u00fablica (livro VII) uma caverna onde pessoas est\u00e3o acorrentadas nos p\u00e9s, com o  pesco\u00e7o tamb\u00e9m acorrentado e imobilizado, obrigando-as a olharem sempre para frente. Presas a um banco; sentadas em frente a um a parede, as pessoas t\u00eam, atr\u00e1s delas, uma fogueira que projeta imagens de passantes que carregam estatuetas sobre suas cabe\u00e7as, assim, os prisioneiros s\u00f3 conseguem enxergar o tremular das sombras daqueles objetos. Portanto, o mundo, para estas pessoas, \u00e9 feito de imagens, somente, imagens.<\/p>\n<p>Em <em>A Caverna,<\/em> Jos\u00e9 Saramago narra a hist\u00f3ria de Cipriano Algor e de sua fam\u00edlia, no in\u00edcio da narrativa assim constitu\u00edda: Cipriano, a filha Marta Isasca (sobrenome\/apelido herdado da m\u00e3e j\u00e1 falecida) e Mar\u00e7al Gacho, o genro. Depois, chegam \u00e0 fam\u00edlia o c\u00e3o Achado (quase humano) e a Isaura Estudiosa.<\/p>\n<p><!--more-->H\u00e1 tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es a fam\u00edlia Algor lida com o barro, amassa, modela&#8230; Feitos de barro no velho forno, os produtos, que antes tinham mais valor de uso que de troca, agora j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam mais valor de troca para o Centro, embora n\u00e3o tenham perdido o seu valor de uso:<em>  \u201c&#8230;eu levo-lhe um c\u00e2ntaro novo para substituir esse que se partiu, n\u00e3o tem de pagar,  \u00e9 oferta da f\u00e1brica.\u201d<\/em> (SARAMAGO: 2001, 46).<\/p>\n<p>Para o mundo das luzes que nunca se apagam [oCentro], as \u201ccoisas\u201d- produtos da olaria &#8211; j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam mais nenhum valor e ser\u00e3o defenestrados sem piedade, por uma  janela chamada pr\u00e1tica mercadol\u00f3gica, uma janela que nunca se abre a sentimentos.<\/p>\n<p>Da mesma forma, qualquer forma de sentimento \u00e9 anulada: <em>\u201cEu n\u00e3o sou bom, sou pr\u00e1tico&#8230;\u201d<\/em> (SARAMAGO: 2001, . 131);e\u00a0 tamb\u00e9m, anula-se a pessoa, dissolve- se o \u201ceu\u201d: <em>\u201cSe tal acontecer, senhor Cipriano Algor, para mim, tornar-se-\u00e1 invis\u00edvel&#8230;\u201d<\/em> (130).<\/p>\n<p>Quando o Centro deixa de comprar a mercadoria (pe\u00e7as de barro), decreta a morte do estabelecimento (olaria), uma vez que o Centro domina o mercado, todos vendem para ele e\/ou compram dele: .<em>\u201c&#8230;mercadorias que interessavam e deixaram de interessar \u00e9 uma rotina quase di\u00e1ria no centro&#8230; para eles a coisa \u00e9 simples, ou o produto interessa , ou o produto n\u00e3o interessa, o resto \u00e9 indiferente, para eles n\u00e3o h\u00e1 meio termo \u201c<\/em>( SARAMAGO: 2001, 65).<\/p>\n<p>Como pessoas e coisas s\u00e3o postas no mesmo n\u00edvel e as coisas j\u00e1 deixaram de interessar ao Centro, por extens\u00e3o a fam\u00edlia do oleiro tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1ria. Sem os recursos da venda de seus produtos, a fam\u00edlia Algor continua a depender do Centro, onde, Mar\u00e7al, o genro, \u00e9 guarda interno que espera ser promovido a guarda residente e realizar o sonho de muitos: ir morar no Centro.<\/p>\n<p>Nestas circunst\u00e2ncias, quando Mar\u00e7al \u00e9 promovido a guarda residente, todos depender\u00e3o de seu sal\u00e1rio, pago pelo Centro, e esta situa\u00e7\u00e3o obriga a fam\u00edlia a se mudar para o Centro e at\u00e9 mesmo Algor \u201caceita\u201d acompanhar a filha,\u00a0embora\u00a0esta\u00a0atitude\u00a0 violente o seu \u201ceu\u201d.<\/p>\n<p>A globaliza\u00e7\u00e3o\u00a0e\u00a0o\u00a0 Centro &#8211; uma de suas crias \u2013 s\u00e3o como o sol em torno do qual tudo e todos devem gravitar, depender da sua luz e do seu calor, ent\u00e3o, ao inv\u00e9s de todo mundo se  iluminar com os saberes e fazeres alheios, com outros modos de ter e de ser, tudo se  torna pastosamente igual.<\/p>\n<p>\u00c9 neste cen\u00e1rio artificial, no sensacional e no simulacro que a sociedade se contempla e se completa. Ent\u00e3o, o olhar do sujeito desamparado se volta para o Centro \u00e0 procura de qualquer marca que lhe ofere\u00e7a algum sinal de pertencimento, de identifica\u00e7\u00e3o, confirmando o que nos mostra Suart Hall (1999) ao falar sobre identidade, tempo e espa\u00e7o no mundo globalizado:<\/p>\n<p>\u201c<em>O que \u00e9 importante para nosso argumento quanto ao impacto da globaliza\u00e7\u00e3o sobre a identidade \u00e9 que o espa\u00e7o e o tempo s\u00e3o tamb\u00e9m coordenadas b\u00e1sicas de todos os sistemas de representa\u00e7\u00e3o&#8230;.Todas as identidades est\u00e3o localizadas no espa\u00e7o e no tempo simb\u00f3licos\u201d<\/em> (p. 70\/71).<\/p>\n<p>No Centro, o espa\u00e7o \u00e9 milimetricamente planejado e o referencial de tempo (meteorol\u00f3gico ou cronol\u00f3gico) se perde, assim como as identidades fragmentam-se, uma vez que os olhares se voltam para as mesmas mensagens e para as mesmas imagens ou quando todos se tornam, for\u00e7osamente, dependentes das mesmas representa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas, desfazendo-se qualquer forma de aus\u00eancia, pois o mundo todo \u00e9 reprisado dentro do Centro, como podemos observar nas seguintes passagens de A CAVERNA.- SARAMAGO, 2001:<\/p>\n<p><em>\u201c A organiza\u00e7\u00e3o do Centro fora concebida e montada segundo um modelo de estrita compartimenta\u00e7\u00e3o das diversas actividades e fun\u00e7\u00f5es&#8230;<\/em>(p.39).<\/p>\n<p><em>\u201c Marta disse, Estas pessoas n\u00e3o v\u00eaem a luz do dia quando est\u00e3o em casa. As que moram nos apartamentos voltados para o interior do Centro tamb\u00e9m n\u00e3o&#8230;praticamente enclausuradas&#8230;sem luz do sol, a respirar ar enlatado todo o dia&#8230;<\/em> (p.278\/279)<\/p>\n<p><em>\u201c&#8230;enfim, uma lista a tal ponto extensa de prod\u00edgios que nem oitenta anos de vida ociosa bastariam para os desfrutar com proveito, mesmo tendo nascido a pessoa no Centro e n\u00e3o tendo sa\u00eddo dele nunca para o mundo exterior.\u201d<\/em> (p.308)<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de muitos que, levados por propagandas apelativas sobre o lugar, pelo desejo de n\u00e3o ser um exclu\u00eddo, pelo medo da velhice ou porque viam o Centro como sin\u00f4nimo de seguran\u00e7a (por exemplo, os pais de Mar\u00e7al), Cipriano rapidamente percebe que a vida no Centro era muito ensossa. Mais tarde, ao descobrir os \u201cprisioneiros do subterr\u00e2neo\u201d, o oleiro confirma suas suspeitas de que l\u00e1 todos vivem em uma pris\u00e3o.<\/p>\n<p>E, como o homem foi feito para pensar, para reconhecer e para se conhecer, Cipriano Algor n\u00e3o se deixa aprisionar, arranca o grilh\u00f5es, liberta-se e, a seguir, libertam-se tamb\u00e9m sua filha Marta Isasca e seu genro Mar\u00e7al Gacho; posteriormente juntam \u2013se  a eles: Isaura Estudiosa (depois) Madruga e o c\u00e3o Achado, e todos partem \u00e0 procura de um novo lar:<em> \u201cVamos, disse Mar\u00e7al, Vamos disse Marta. Subiram para a furgoneta, os dois homens \u00e0 frente, as duas mulheres atr\u00e1s, com o Achado ao meio&#8230;\u201d<\/em> (SARAMAGO: 2001, 349).<\/p>\n<p>Os Algor se v\u00eam obrigados a deixar para tr\u00e1s o passado, a tradi\u00e7\u00e3o, a continua\u00e7\u00e3o e, quem sabe, a profiss\u00e3o de oleiros, que representa o elo de confirma\u00e7\u00e3o da unidade familiar:<em>\u201c&#8230;falaste de preocupa\u00e7\u00f5es, as minhas preocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o iguaizinhas \u00e0s tuas, a olaria, as lou\u00e7as, os bonecos, o futuro, quem partillha uma coisa tamb\u00e9m partilha a outra.\u201d<\/em> (Saramago:20o1, 140).<\/p>\n<p>Eles partem, mas o centro continuar\u00e1 a crescer, crescer&#8230; mesmo que seja para baixo, para a \u201cdescoberta\u201d de mais um fil\u00e3o lucrativo: a Caverna de Plat\u00e3o!<\/p>\n<p>Plat\u00e3o e Saramago buscam evidenciar como as pessoas podem viver na irrealidade, deste modo, a leitura de suas obras leva \u00e0 descoberta de que o homem vivencia o mundo pelas sombras, pelo mundo das imagens virtuais, e esta viv\u00eancia leva-o ao n\u00e3o conhecimento de si mesmo e de seu mundo, podemos dizer que estas narrativas s\u00e3o poderosas met\u00e1foras do homem e de seu lugar no mundo.<\/p>\n<p>Saramago atualiza o mito da caverna, apresentando imagens espaciais distintas, colocando-nos entre dois mundos: o da liberdade, da cria\u00e7\u00e3o, da criatividade, da arte  \u2013 a olaria e o mundo do Centro: da limita\u00e7\u00e3o, da produ\u00e7\u00e3o em massa, da ilus\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto o primeiro dever\u00e1 ser extinto, por ocupar um espa\u00e7o, que, segundo as regras da globaliza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o lhe pertence mais, o outro \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o imag\u00edstica da pr\u00f3pria globaliza\u00e7\u00e3o, na qual  \u201cquem n\u00e3o se ajusta, n\u00e3o serve\u201d(p.347), como a fam\u00edlia protagonista desta hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Em A Caverna de Saramago, o centro \u2013 caverna continuar\u00e1 a engolir as pessoas e coisas. Tal qual mariposas, atra\u00eddas pelas luzes e pelos produtos em exposi\u00e7\u00e3o, pessoas tornam-se bonecos aprisionados e n\u00e3o se percebem envolvidas pelas sombras; nesta caverna todos s\u00e3o, de alguma forma, consumidos ou consumidores, todos s\u00e3o prisioneiros: os consumidores \u2013 marionetes, os fornecedores \u00e1vidos e necessitados de escoar sua produ\u00e7\u00e3o, as pessoas atra\u00eddas pela promessa de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p>Tudo gira em torno do Centro Comercial, deus contempor\u00e2neo que tudo pode: no Centro a vida pode ser salva ou prolongada (simbolizado pelo hospital do Centro e pela possibilidade de Cipriano Algor voltar a vender seus produtos), e que tamb\u00e9m pode amparar na hora da morte f\u00edsica (cemit\u00e9rio) ou provocar a morte psicol\u00f3gica, criativa, por interm\u00e9dio do seu departamento comercial (simbolizado. pela impossibilidade de Cipriano voltar a vender seus produtos).<\/p>\n<p ALIGN=\"justify\"><strong>O importante \u00e9 estarmos alerta para n\u00e3o cairmos no logro da falsa felicidade e nos tornarmos presas\u00a0f\u00e1ceis\u00a0<\/strong><strong>, <\/strong><strong>diante\u00a0da caverna-vitrine de hoje, sen\u00e3o,\u00a0seremos\u00a0feitos\u00a0prisioneiros\u00a0e\u00a0estaremos novamente acorrentados, vivendo no mundo das sombras, aquele mesmo descrito por Plat\u00e3o, agora atualizado pelas luzes em n\u00e9on.  <\/strong><\/p>\n<p><em>Trabalho apresentado por <strong>S\u00f4nia Moura<\/strong> &#8211;\u00a0congresso\u00a0&#8211;\u00a0 UFF &#8211;\u00a02006 <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relendo A CAVERNA de Saramago, e relembrando A CAVERNA de Plat\u00e3o, constato que o mundo mudou muito e tamb\u00e9m nada mudou. 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