{"id":1179,"date":"2010-03-23T15:18:02","date_gmt":"2010-03-23T19:18:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1179"},"modified":"2010-03-23T15:18:02","modified_gmt":"2010-03-23T19:18:02","slug":"facetas-dinamicas-globalizacao-e-cultura-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1179","title":{"rendered":"FACETAS DIN\u00c2MICAS:  globaliza\u00e7\u00e3o e cultura   [Parte II]"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<a title=\"FACETAS DIN\u00c2MICAS:  globaliza\u00e7\u00e3o e cultura   [Parte II]\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/globalizacao3.jpg\"><img alt=\"FACETAS DIN\u00c2MICAS: globaliza\u00e7\u00e3o e cultura [Parte II]\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/globalizacao3.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><em><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"line-height: normal; tab-stops: 257.55pt\" class=\"MsoBodyText\"><strong><span style=\"font-size: 10.0pt\">1 <\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.0pt\"><span>\u00a0<\/span><strong>&#8211; <em><span>\u00a0<\/span><\/em>FACETAS DIN\u00c2MICAS<\/strong>:<span>\u00a0 <\/span><em>globaliza\u00e7\u00e3o  e cultura <\/em><span><span>\u00a0\u00a0<\/span>[<strong>Parte II]<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><em><span style=\"font-size: 10.0pt\"><span>\u00a0\u00a0\u00a0  <\/span><span>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><span>\u00a0\u00a0<\/span><\/span><\/em><span style=\"font-size: 10.0pt\">(Autoria<\/span><em><span style=\"font-size: 10.0pt\">: <\/span><\/em><strong><span style=\"font-size: 10.0pt\">S\u00d4NIA MOURA<\/span><\/strong><em><span style=\"font-size: 10.0pt\">)<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><em><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><em><span style=\"font-size: 10.0pt\">1.2. O TODO<span>\u00a0 <\/span>&#8211; a cultura<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><em><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">Se pensarmos a cultura como \u201cU<em>m todo que guarda a base formadora de um grupo&#8230;\u201d<\/em> (TAYLOR), ou se  pensarmos como \u201cU<em>m conjunto de sistemas  simb\u00f3licos&#8230;\u201d (<\/em>L\u00c9VI-STRAUSS),ou como \u201cS<em>istemas  entrela\u00e7ados de signos interpret\u00e1veis&#8230;\u201d<\/em> (GEERTZ), ou<span>\u00a0 <\/span>como \u201cU<em>ma  s\u00edntese de<\/em> <em>estabilidade e mudan\u00e7a, de  passado e presente<\/em>&#8230;\u201d (SAHLINS<em>), ou <\/em>como  \u201cA<em> b\u00fassola de uma sociedade, sem a qual  seus membros n\u00e3o saberiam de onde v\u00eam, nem como deveriam se comportar\u201d <\/em>(WARNIER)  ou como \u201cU<em>ma coisa do mundo real, uma  viv\u00eancia poss\u00edvel, um sonho concreto, \u00e9 o pa\u00eds se pensando dentro do mundo\u201d <\/em>(JABOR),  vamos perceber que as palavras embasadoras destas defini\u00e7\u00f5es (<em>grupo, sistemas, s\u00edntese, b\u00fassola,  sociedade, membros, pa\u00eds, mundo<\/em>), guardam em si a id\u00e9ia do <u>todo<\/u>, uma  vez que, em qualquer defini\u00e7\u00e3o,<span>\u00a0 <\/span>a  cultura pertence a <u>todos.<\/u><\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">Se, na origem, a palavra cultura nasce de <em>\u201ccolere\u201d<\/em> significando cultivar, habitar,  criar e preservar, e, se, na atualidade, os cientistas sociais atribuem  significa\u00e7\u00f5es \u00e0 cultura e \u00e0s suas a\u00e7\u00f5es, como por exemplo: <em>cultura como modo de vida de um povo<\/em>, podemos alargar estas  significa\u00e7\u00f5es dentro<span>\u00a0 <\/span>do todo social,  como componentes basais do que se entende como cultura: a<span>\u00a0 <\/span><em>estrutura  social<span>\u00a0 <\/span>no campo das id\u00e9ias, dos  s\u00edmbolos, das cren\u00e7as, <\/em>dos<em> costumes,  dos valores, das artes, das linguagens, da moral, do direito, das leis, porque  a<span>\u00a0 <\/span>cultura \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o do modo de  pensar e agir de um grupo, de um todo.<\/em> A cultura \u00e9 o todo; \u00e9 o modo de vida  que nasce do todo de todos, logo, deve ser para todos.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">Colocando-se lado a lado<span>\u00a0 <\/span>os conceitos de identidade cultural, o que<span>\u00a0 <\/span>prop\u00f5e como base a origem comum, a l\u00edngua, a  religi\u00e3o, a psicologia coletiva, o territ\u00f3rio&#8230; (concep\u00e7\u00e3o objetivista) e  o<span>\u00a0 <\/span>conceito ligado \u00e0s quest\u00f5es de  sentimento, pertencimento ou a representa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas (concep\u00e7\u00e3o  subjetivista),<span>\u00a0 <\/span>vamos perceber qu\u00e3o  complexos s\u00e3o os processos de constru\u00e7\u00e3o das identidades, em um mundo que se  debate entre o global e o local. \u00c9 o atual embate de todos.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">Como o todo que abarca todos os conceitos e deles  pode desfrutar, sem parcim\u00f4nia,<span>\u00a0 <\/span>os  muitos sentidos, a cultura encontra-se presa ao espa\u00e7o medi\u00e1tico e quanto mais  se multiplicam estes conceitos e quanto mais a cultura \u00e9 multiplicada por estes  caminhos globais, mais a cultura<span>\u00a0 <\/span>se  emaranha na \u201cdemocr\u00e1tica\u201d teia global, que se coloca e nos coloca sob a \u00e9gide  da homogeneidade cultural e como dinamizadora da igualdade, da diversidade, do  multiculturalismo, do pluralismo cultural. Trava-se assim o conflito entre a  objetividade e a subjetividade, entre<span>\u00a0 <\/span>o  \u00e2mbito pol\u00edtico e o \u00e2mbito ideol\u00f3gico, entre o bem cultural e o produto  cultural, criando uma falsa imagem de uma<span>\u00a0\u00a0  <\/span>multiplicidade cultural t\u00e3o \u00edmpar, que, de fato, provoca o apagamento da  hegemonia, da uniformidade, o que poderia riscar do mapa a verdadeira heterogeneidade  cultural.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">A cultura como tradi\u00e7\u00e3o adv\u00e9m hist\u00f3rica e  geograficamente de uma sociedade, uma vez que n\u00e3o existe sociedade que n\u00e3o  tenha a sua pr\u00f3pria cultura e \u00e9 neste revirar-se, revoltar-se, reviver-se,  revolver-se e recome\u00e7ar(-se)<span>\u00a0 <\/span>que a  cultura se espraia no seu meio social, \u00e9 por este caminho que ela se refaz no  todo: em todas as \u00e9pocas, em todas as camadas sociais, em todo territ\u00f3rio  local, nacional, global.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">A globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica afasta a cultura,  transforma sua imagem local, cria um universo ilus\u00f3rio, domina e imp\u00f5e c\u00f3digos  ling\u00fc\u00edsticos, tra\u00e7a analogias inexistentes, assim o indiv\u00edduo, levado pela  exalta\u00e7\u00e3o meramente artificial e superficial da vis\u00e3o, converte<span>\u00a0 <\/span>em veross\u00edmil uma cultura que n\u00e3o \u00e9 sua<span>\u00a0 <\/span>(ou n\u00e3o era?) como se fosse a verdadeira;  ele codifica, decodifica e recodifica s\u00edmbolos, passando a reconhecer um outro  mundo feito de simulacros culturais, a reconhecer, como seus, n\u00facleos culturais  pertencentes a outro grupo social.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">As met\u00e1foras da vis\u00e3o, espalhadas pela m\u00eddia global,  mostram a aus\u00eancia de limites espaciais e temporais, fazem o olhar bailar<span>\u00a0 <\/span>entre a objetividade e a subjetividade,  exp\u00f5em express\u00f5es visuais que sugerem encontros perfeitos entre o global e o  local, ampliam a imagem de uma realidade dividida, multiplicada, subtra\u00edda,  somada, juntam a ideologia, a est\u00e9tica e a \u00e9tica (?) como alicerces para o  mundo contempor\u00e2neo cultural e economicamente globalizado.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">Paradigmas colocados lado a lado misturam o  imagin\u00e1rio, o imaginado, o real e o simb\u00f3lico e, atrav\u00e9s da fus\u00e3o de suas  for\u00e7as,<span>\u00a0 <\/span>apontam suas c\u00e2maras \u2013 o olhar  dirigente e central &#8211; e correm para seduzir o olhar da periferia \u2013 o olhar  dirigido e marginal &#8211;<span>\u00a0 <\/span>assim as imagens  habilmente planejadas e projetadas passam a ser vistas (mesmo que nas\u00e7a a  d\u00favida) como produto do esp\u00edrito, da mente, da ilus\u00e3o, da palavra, ou seja,  como forma de express\u00e3o cultural leg\u00edtima de cada grupo, mesmo que este grupo  agora esteja transformado no tudo global, hegem\u00f4nico.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">Nos primeiros momentos, o resultado das imagens de  culturas indecisas<span>\u00a0 <\/span>e cheias de  generalidades vagas afastam da vis\u00e3o o plano da inteligibilidade desta<span>\u00a0 <\/span>nova cultura, deste novo<span>\u00a0 <\/span>real, que transborda<span>\u00a0 <\/span>em formas, formatos, cores, ritmos e  movimentos espetaculares, no entanto, toques simb\u00f3licos at\u00e1vicos podem teimar  em mostrar as velhas verdades, assim, em vez de a cultura simplesmente se  dissipar, se esgar\u00e7ar, seus membros tendem a reagir e a recomp\u00f4-la, mesmo que  de formas esquematicamente aleg\u00f3ricas.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">Nesta densa e apertada rede metaf\u00f3rica, s\u00e3o criadas  sugestivas transla\u00e7\u00f5es de significados culturais, que se cruzam em planos  identificat\u00f3rios de a\u00e7\u00e3o, representa\u00e7\u00e3o, rela\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o levando a  intera\u00e7\u00e3o de um ser e de seu grupo, mesmo sendo a sociedade e o homem atual  frutos da globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e cultural que h\u00e1 muito se instalou no mundo.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">As culturas e sua melhor representa\u00e7\u00e3o \u2013 as l\u00ednguas  \u2013 sofrem transforma\u00e7\u00f5es ao longo da hist\u00f3ria de cada povo, desta maneira, a  organiza\u00e7\u00e3o cultural dos grupos sociais tamb\u00e9m se modifica. L\u00edngua e cultura  mant\u00eam estreitas liga\u00e7\u00f5es e estreitas rela\u00e7\u00f5es, s\u00e3o parceiras na forma\u00e7\u00e3o e  defini\u00e7\u00e3o das identidades, at\u00e9 porque \u00e9 atrav\u00e9s da l\u00edngua que as comunidades  expressam sentimentos, definem pertencimentos, se reconhecem. Para complementar  estas afirmativas, observemos a defini\u00e7\u00e3o de Jean- Pierre Warnier:<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 70.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.0cm; line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><em><span style=\"font-size: 8.0pt\">\u201cA identidade \u00e9 definida como  o conjunto dos repert\u00f3rios de a\u00e7\u00e3o, de l\u00edngua e de cultura que permitem a uma  pessoa reconhecer sua vincula\u00e7\u00e3o a certo grupo social e identificar-se com  ele\u201d. (WARNIER, 2000: 16-17)<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">A cultura \u00e9 complexa, feita de<span>\u00a0 <\/span>normas, h\u00e1bitos, costumes, tradi\u00e7\u00e3o<a name=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span>[1]<\/span><\/span><\/a>  e s\u00e3o exatamente estes elementos que fazem com que cada cultura seja singular,  mesmo que<span>\u00a0 <\/span>estejamos vivendo um momento  plural. Al\u00e9m destes e de outros fatores, devemos destacar a ind\u00fastria como<span>\u00a0 <\/span>elemento part\u00edcipe da constru\u00e7\u00e3o  cultural,<span>\u00a0 <\/span>quando serve como  modificadora ou multiplicadora de comportamentos ou quando reproduz bens  culturais (imagens, palavras, m\u00fasica) atrav\u00e9s das produ\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas,  fonogr\u00e1ficas ou por produ\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas, que dentro de alguns crit\u00e9rios  estabelecidos permeiam o campo da ind\u00fastrias culturais. Atento a este problema,  Warnier diz:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 70.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.0cm; line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><em><span style=\"font-size: 8.0pt\">\u201cAs culturas sempre estiveram  em contato e em rela\u00e7\u00e3o de troca umas com as outras. Mas uma situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica  totalmente nova apareceu a partir do momento em que as revolu\u00e7\u00f5es industriais  sucessivas dotaram os pa\u00edses chamados de \u201cdesenvolvidos\u201d de m\u00e1quinas para  fabricar produtos culturais e de meios de difus\u00e3o de grande pot\u00eancia. Estes  pa\u00edses podem, agora, jogar no mundo inteiro, em massa, os elementos de sua  pr\u00f3pria<span>\u00a0 <\/span>cultura cujo<span>\u00a0 <\/span>regime \u00e9 novo, sui generis. <\/span><\/em><em><span style=\"font-size: 8.0pt\" lang=\"ES-TRAD\">Como analis\u00e1-la?\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-size: 8.0pt\" lang=\"ES-TRAD\"> <\/span><span style=\"font-size: 8.0pt\">(WARNIER, 2000: 26)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">Assim sendo, os bens culturais, diferentemente dos  produtos culturais, quase sempre est\u00e3o exclu\u00eddos do mercado, embora se possa  atribuir-lhes valor de troca, pois \u00e9 sabido que o mercado obedece cada vez mais  \u00e0 l\u00f3gica econ\u00f4mica: <\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 70.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.0cm; line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><em><span style=\"font-size: 8.0pt\">\u201cA distin\u00e7\u00e3o primordial que  deve ser feita entre produto cultural e bem cultural, \u00e9 que a este est\u00e1  vinculada a no\u00e7\u00e3o de um patrim\u00f4nio pessoal ou coletivo e designa, em princ\u00edpio,  por seu valor simb\u00f3lico, algo infung\u00edvel, isto \u00e9, algo que n\u00e3o poderia ser  trocado por moeda. J\u00e1 os produtos culturais s\u00e3o aqueles que expressam id\u00e9ias,  valores, atitudes e criatividade art\u00edstica e que oferecem entretenimento,  informa\u00e7\u00e3o ou an\u00e1lise sobre o presente, o passado (historiografia) ou o futuro  (prospectiva, c\u00e1lculo de probalidade, intui\u00e7\u00e3o), quer tenham origem popular  (artesanato), quer se tratem de produtos massivos (discos de m\u00fasica popular,  jornais, hist\u00f3rias em quadrinhos), quer circulem por p\u00fablico mais limitado  (livros de poesia, discos e CDs de m\u00fasica erudita, pinturas). Embora desta  defini\u00e7\u00e3o participem conceitos vagos, como \u201cid\u00e9ias\u201d e \u201ccriatividade art\u00edstica\u201d,  ela exprime um consenso sobre a natureza dos produtos culturais.\u201d (TEIXEIRA  COELHO, 1999: 318) <\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-indent: 35.45pt; line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">Ser\u00e1 que a magia da globaliza\u00e7\u00e3o conseguir\u00e1 apagar  as velhas experi\u00eancias culturais, fazendo com que as experi\u00eancias  particulares<span>\u00a0 <\/span>se anulem? Estar\u00e3o todos  os produtos culturais \/ bens culturais e todas as experi\u00eancias<span>\u00a0 <\/span>fadados a serem convertidos em mercadoria?  Uma vez que, atualmente, quase toda obra cultural que n\u00e3o esteja inserida nas  leis do mercado,<span>\u00a0 <\/span>que n\u00e3o venha a  contribuir para o crescimento do mercado, ser\u00e1 imediatamente descartada,  eliminada, tornar-se-\u00e1 um produto sup\u00e9rfluo; assim como o receptor de cultura \u00e9  visto t\u00e3o-somente como consumidor cultural.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">A hist\u00f3ria e a literatura nos mostram que, quando  necess\u00e1rio, somos capazes de criar,<span>\u00a0  <\/span>adaptar formas que permitem a conserva\u00e7\u00e3o de<span>\u00a0 <\/span>velhos costumes. As festas<span>\u00a0  <\/span>populares brasileiras<a name=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span>[2]<\/span><\/span><\/a>,  por exemplo, s\u00e3o a prova de que criamos novas condi\u00e7\u00f5es para reformarmos velhos  modelos, acrescentamos mitos, revestimos suas imagens, reformamos os ritos  e<span>\u00a0 <\/span>a sua constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lico \u2013 cultural  n\u00e3o morre ou, pelo menos, luta para n\u00e3o morrer,<span>\u00a0 <\/span>mesmo que o produto cultural se torne mercadoria, como explicitam  Horkheimer \/Adorno:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 35.45pt; line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 8.0pt\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 70.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.0cm; line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><em><span style=\"font-size: 8.0pt\">\u201cA cultura \u00e9 uma mercadoria  paradoxal. Ela est\u00e1 t\u00e3o completamente submetida \u00e0 lei de troca que n\u00e3o \u00e9 mais  trocada. Ela se confunde t\u00e3o cegamente com o uso que n\u00e3o se pode mais us\u00e1-la. \u00c9  por isso que ela se funde com a publicidade. Quanto mais destitu\u00edda de sentido  esta parece ser no regime do monop\u00f3lio, mais todo \u2013 poderosa ela se torna. Os  motivos s\u00e3o marcadamente econ\u00f4micos. Quanto maior \u00e9 a certeza de que se poderia  viver sem toda essa ind\u00fastria cultural, maior a satura\u00e7\u00e3o e a apatia que ela  n\u00e3o pode deixar de produzir entre os consumidores. Por si s\u00f3 ela n\u00e3o consegue  fazer muito contra essa tend\u00eancia. A publicidade \u00e9 seu elixir da vida.\u201d <\/span><\/em><em><span style=\"font-size: 8.0pt\" lang=\"ES-TRAD\">(<\/span><\/em><span style=\"font-size: 8.0pt\" lang=\"ES-TRAD\">HORKHEIMER\/ ADORNO, 1985, p.15) <\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 10.0pt\" lang=\"ES-TRAD\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">\u00c9 relevante destacar que Adorno\/Horkheimer mostram o  duplo palimpsesto de elementos fundamentais no \u00e2mbito de uma a\u00e7\u00e3o cultural \u2013 a  troca e o uso &#8211; que se apresentam destitu\u00eddos de<span>\u00a0 <\/span>suas fun\u00e7\u00f5es primordiais, dando lugar<span>\u00a0 <\/span>m\u00e1gico \u00e0 publicidade, a qual garantir\u00e1 a \u201csobreviv\u00eancia\u201d da  cultura.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">A \u201cl\u00f3gica\u201d do mercado, as novidades tecnol\u00f3gicas, os  processos acelerados da comunica\u00e7\u00e3o e da informa\u00e7\u00e3o e o papel privilegiado da  m\u00eddia, mais do que nunca, interferem tanto na produ\u00e7\u00e3o cultural quanto na  circula\u00e7\u00e3o dos produtos culturais. Segundo as leis do mercado, s\u00e3o eles que  garantem a sedu\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, a poderosa e devastadora circula\u00e7\u00e3o global, as  diversas formas de retorno, afastam a concorr\u00eancia e<span>\u00a0 <\/span>garantem o<span>\u00a0 <\/span>paroxismo do  lucro.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">Considerando que a cultura \u00e9 o alicerce de nossa  identidade, ter acesso a produtos culturais e a bens culturais deveria ser  direito de todo cidad\u00e3o,<span>\u00a0 <\/span>por\u00e9m, o  conjunto dos elementos interferentes na produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o dos produtos  culturais segregam os que n\u00e3o podem \u201cconsumir\u201d cultura. \u00c9 outro paradoxo da  cultura enquanto mercadoria.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">Se entendemos a cultura como bem de todos e para  todos, entendemos que ela n\u00e3o pode estar\/ficar limitada pelo mundo fugaz da  m\u00eddia e do mundo guloso do mercado, uma vez que,<span>\u00a0 <\/span>por si s\u00f3 a cultura j\u00e1 dispensa o sup\u00e9rfluo. <u>Cultura \u00e9 um todo  para todos<\/u>, para que esta afirmativa salte do plano ideal para o plano  real, fazem-se necess\u00e1rias pol\u00edticas culturais consistentes, eficazes, embora  seja duro<span>\u00a0\u00a0 <\/span>o embate entre os interesses  do povo e<span>\u00a0 <\/span>os interesses do mundo de  economia globalizada, como podemos observar neste fragmento de Pierre Bourdieu:  <\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 70.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.0cm; line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><em><span style=\"font-size: 8.0pt\">\u201cOs campos de produ\u00e7\u00e3o  cultural, institu\u00eddos apenas muito progressivamente e ao pre\u00e7o de imensos  sacrif\u00edcios, s\u00e3o profundamente vulner\u00e1veis diante das for\u00e7as da tecnologia  aliadas \u00e0s for\u00e7as da economia; com efeito, aqueles que, no seio de cada um  deles, s\u00e3o capazes, como hoje em dia os intelectuais midi\u00e1ticos e outros  produtores de best-sellers, de se contentar em se dobrar \u00e0s exig\u00eancias da  demanda e da\u00ed extrair os lucros econ\u00f4micos e simb\u00f3licos, s\u00e3o sempre, como por  defini\u00e7\u00e3o, mais numerosos e mais influentes temporalmente do que aqueles que  trabalham sem fazer a menor concess\u00e3o a uma forma qualquer de demanda, isto \u00e9,  para um mercado que n\u00e3o existe.\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-size: 8.0pt\"> (BOURDIEU, 2001: 91)<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">Atualmente, o lucro precisa vir r\u00e1pido, precisa ser  m\u00e1ximo no m\u00ednimo de tempo poss\u00edvel, assim, a m\u00eddia corre contra o tempo e vence  o tempo quando nos convence de que precisamos consumir cultura, quando provoca  em n\u00f3s um desejo incontrol\u00e1vel de consumir cultura, n\u00e3o cultuar a cultura, s\u00f3  consumir, consumir. Participar de um grande evento, como o Rock\u2019n Rio ou ir  visitar uma mega exposi\u00e7\u00e3o como a dos pintores espanh\u00f3is (mesmo que eu n\u00e3o  saiba muito bem o que estou fazendo) \u00e9 garantia de estatuto, quando digo a  todos:<span>\u00a0 <\/span>EU FUI!, eu digo tamb\u00e9m: sou  consumidor, fa\u00e7o parte do mundo.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">A cultura se firma pela repeti\u00e7\u00e3o, pela rotina, pelo  rito,<span>\u00a0 <\/span>pelo mito, pelo reconhecimento.  S\u00e3o estas as mesmas \u201carmas\u201d que a m\u00eddia globalizada da tecnologia  comunicacional emprega para nos seduzir e convencer. Os<span>\u00a0 <\/span><em>slogans,  <\/em>a m\u00fasica,<span>\u00a0 <\/span>as imagens, os boatos, as  roupas, os atores, os<span>\u00a0 <\/span>autores comp\u00f5em  este quadro para o qual o olhar, submetido a m\u00faltiplas associa\u00e7\u00f5es, se volta.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">O olhar e o desejo se projetam no espa\u00e7o global e,  ante o cont\u00ednuo desvelamento das imagens ideais transvestidas de realidade (que  somente o vest\u00edgio da mem\u00f3ria at\u00e1vica e as recorr\u00eancias simb\u00f3licas conseguir\u00e3o  decifrar), o espectador desvela imagens prenhas de vibra\u00e7\u00f5es, de movimentos  intensos, de significa\u00e7\u00f5es abstratas e ouve a voz de uma linguagem capaz de  remet\u00ea-lo a um mundo cheio de imagens artesanais, t\u00e9cnicas, digitalizadas,  computadorizadas, fotografadas, filmadas que ir\u00e3o- se revelar,<span>\u00a0 <\/span>e, mesmo que ele tente se<span>\u00a0 <\/span>manter \u00e0 margem deste excessivo  aprisionamento, as imagens e os sons<span>\u00a0  <\/span>o<span>\u00a0 <\/span>afastar\u00e3o<span>\u00a0 <\/span>do real, tecendo o perigo de ele cair na  armadilha que<span>\u00a0 <\/span>mostra o invis\u00edvel.  Mesmo<span>\u00a0 <\/span>quando o espectador\/consumidor  procura desviar o foco do seu olhar, em busca de sua cultura, a m\u00eddia estar\u00e1 l\u00e1  para convenc\u00ea-lo a olhar somente numa dire\u00e7\u00e3o, num ponto fixo num infinito  global.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">Neste mundo dos espet\u00e1culos globalizados, apenas  conceitualmente a cultura continua \u201clivre\u201d. Hoje, a cultura \u00e9<span>\u00a0 <\/span>vista e produzida como<span>\u00a0 <\/span>mercadoria, por isto<span>\u00a0 <\/span>confundimos tudo e o mercado confunde a  todos que se v\u00eaem dentro do mesmo fosso ou do mesmo po\u00e7o, do mesmo todo. Ent\u00e3o,  o todo cultural local<span>\u00a0 <\/span>dissolve-se e  converte-se numa pasta homog\u00eanea, para que se molde o<span>\u00a0 <\/span>todo cultural global, a partir da\u00ed tudo \u00e9 representa\u00e7\u00e3o. Podemos,  pelas palavras de Debord, ratificar estas posi\u00e7\u00f5es:<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 9.0pt\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 0cm; margin-right: 70.85pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 2.0cm; line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><em><span style=\"font-size: 8.0pt\">\u201cToda a vida das sociedades  nas quais reinam as modernas condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o se apresenta como uma imensa  acumula\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos. Tudo o que era vivido diretamente tornou-se  representa\u00e7\u00e3o\u201d. <\/span><\/em><span style=\"font-size: 8.0pt\">(DEBORD 1997:13)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-right: -.05pt; line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\" class=\"MsoBodyText\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">(<strong>Trabalho apresentado &#8211; UFF- 2002<\/strong>)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><br clear=\"all\" \/>    <\/p>\n<hr width=\"33%\" size=\"1\" align=\"left\" \/>\n<p id=\"ftn1\">\n<p class=\"MsoFootnoteText\"><a name=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span>[1]<\/span><\/span><\/a> <em><span style=\"font-size: 8.0pt\">H\u00e1 muitas defini\u00e7\u00f5es sobre a  tradi\u00e7\u00e3o como componente cultural, destaco a observa\u00e7\u00e3o de Warnier por  consider\u00e1-la cabal (&#8230;) De fato, a tradi\u00e7\u00e3o, pela qual se transmite a cultura,  impregna desde a inf\u00e2ncia o nosso corpo e a nossa alma, de maneira idel\u00e9vel.<\/span><\/em><span style=\"font-size: 8.0pt\"> (WARNIER, 2000: 17)<\/span><\/p>\n<p id=\"ftn2\">\n<p style=\"text-align: justify; text-justify: inter-ideograph\" class=\"MsoFootnoteText\"><a name=\"_ftn2\" href=\"#_ftnref2\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span>[2]<\/span><\/span><\/a>  <em><span style=\"font-size: 8.0pt\">(&#8230;) O senhor bem  sabe que as cavalhadas n\u00e3o s\u00e3o mais do que uma imagem, um simulacro das antigas  justas e torneios. Mas esses divertimentos b\u00e1rbaros, em que se derramava  sangue, e que muitas vezes custavam a vida aos justadores, n\u00e3o podem compadecer-se  com as luzes e os costumes da civiliza\u00e7\u00e3o atual, e admira que, mesmo nos  sanguin\u00e1rios tempos da m\u00e9dia idade, fossem tolerados entre povos crist\u00e3os. A  cavalhada, por\u00e9m, ficou como uma imita\u00e7\u00e3o daquelas lutas cavalheirescas que,  n\u00e3o custando o sangue nem a vida a ningu\u00e9m, oferece um brilhante e nobre  espet\u00e1culo aos olhos do povo.<\/span><\/em><span style=\"font-size: 8.0pt\"> ( Bernardo Guimar\u00e3es \u2013 <em>O Garimpeiro, s\/d: 32 &#8211; Ediouro<\/em>) . <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 1 \u00a0&#8211; \u00a0FACETAS DIN\u00c2MICAS:\u00a0 globaliza\u00e7\u00e3o e cultura \u00a0\u00a0[Parte II] \u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0(Autoria: S\u00d4NIA MOURA) \u00a0 1.2. O TODO\u00a0 &#8211; a cultura \u00a0 Se pensarmos a cultura como \u201cUm todo que guarda a base formadora de um grupo&#8230;\u201d (TAYLOR), ou se pensarmos como \u201cUm conjunto de sistemas simb\u00f3licos&#8230;\u201d (L\u00c9VI-STRAUSS),ou como \u201cSistemas entrela\u00e7ados de signos interpret\u00e1veis&#8230;\u201d [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[6],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pmZuW-j1","jetpack-related-posts":[{"id":1174,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1174","url_meta":{"origin":1179,"position":0},"title":"FACETAS DIN\u00c2MICAS:  globaliza\u00e7\u00e3o e cultura","date":"21 mar\u00e7o 2010","format":false,"excerpt":"\u00a0 \u00a0 1 \u00a0- \u00a0FACETAS DIN\u00c2MICAS:\u00a0 globaliza\u00e7\u00e3o e cultura \u00a0\u00a0[Parte I] -\u00a0\u00a0(Autoria: S\u00d4NIA MOURA) \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a01.1\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 - O TUDO \u2013 a globaliza\u00e7\u00e3o \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O fen\u00f4meno denominado globaliza\u00e7\u00e3o espraia-se no mundo contempor\u00e2neo, ora como ondas leves que v\u00eam-se banhar na areia de qualquer praia ou como ondas\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":759,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=759","url_meta":{"origin":1179,"position":1},"title":"D\u00c1 AT\u00c9 SHOW","date":"29 maio 2009","format":false,"excerpt":"D\u00c1 AT\u00c9 SHOW por S\u00f4nia Moura Em tempos de globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e cultural, somos colocados frente a telas que nos d\u00e3o vis\u00f5es culturais multiplicadas e, ao mesmo tempo, unificadas, hist\u00f3rica, econ\u00f4mica e ideologicamente. 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