{"id":1174,"date":"2010-03-21T17:48:31","date_gmt":"2010-03-21T21:48:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1174"},"modified":"2010-03-21T18:06:04","modified_gmt":"2010-03-21T22:06:04","slug":"facetas-dinamicas-globalizacao-e-cultura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1174","title":{"rendered":"FACETAS DIN\u00c2MICAS:  globaliza\u00e7\u00e3o e cultura"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoBodyText\" style=\"line-height: normal; tab-stops: 257.55pt\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"line-height: normal; tab-stops: 257.55pt\">\u00a0<a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/globalizacao1.jpg\" title=\"FACETAS DIN\u00c2MICAS:  globaliza\u00e7\u00e3o e cultura\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/globalizacao1.jpg\" alt=\"FACETAS DIN\u00c2MICAS: globaliza\u00e7\u00e3o e cultura\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"line-height: normal; tab-stops: 257.55pt\"><strong><span style=\"font-size: 10.0pt\">1 <\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.0pt\"><span>\u00a0<\/span><strong>&#8211; <em><span>\u00a0<\/span><\/em>FACETAS DIN\u00c2MICAS<\/strong>:<span>\u00a0 <\/span><em>globaliza\u00e7\u00e3o  e cultura <\/em><span><span>\u00a0\u00a0<\/span>[<strong>Parte I] &#8211;\u00a0<\/strong><\/span><\/span><em><span style=\"font-size: 10.0pt\"><span>\u00a0<\/span><\/span><\/em><span style=\"font-size: 10.0pt\">(Autoria<\/span><em><span style=\"font-size: 10.0pt\">: <\/span><\/em><strong><span style=\"font-size: 10.0pt\">S\u00d4NIA MOURA<\/span><\/strong><em><span style=\"font-size: 10.0pt\">)<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"line-height: normal; tab-stops: 257.55pt\"><strong><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00a0<\/span><\/strong><em><span style=\"font-size: 10.0pt\"><span> \u00a0<\/span><span>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/span><\/em><em><span style=\"font-size: 10.0pt\"><span>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"line-height: normal\"><em><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00a0<\/span><\/em><em><span style=\"font-size: 10.0pt\">1.1<span style=\"font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; font-size: 7pt; line-height: normal; font-family: 'Times New Roman'\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/span><\/span><\/em><em><span style=\"font-size: 10.0pt\">&#8211;<strong> O TUDO \u2013 a  globaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"line-height: normal\"><em><span style=\"font-size: 10.0pt\"><\/span><\/em><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O fen\u00f4meno denominado globaliza\u00e7\u00e3o espraia-se no mundo  contempor\u00e2neo, ora como ondas leves que v\u00eam-se banhar na areia de qualquer  praia ou como ondas rebeldes de um maremoto ou mesmo nascidas de um furac\u00e3o  e<span>\u00a0 <\/span>que podem chegar a v\u00e1rios lugares  destruindo tudo ou quase tudo: cultura, h\u00e1bitos, costumes.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.45pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">O discurso contempor\u00e2neo consagra e legitima a nova  ordem hegem\u00f4nica por meio da onipresen\u00e7a, onisci\u00eancia e a onipot\u00eancia  econ\u00f4mica, colocando a globaliza\u00e7\u00e3o no centro do mundo e como o centro deste,  para onde tudo e todos dever\u00e3o convergir. O n\u00facleo deste \u201cnovo\u201d sistema afasta  para a periferia a autonomia, a independ\u00eancia e a diferen\u00e7a cultural,  desnorteando as for\u00e7as identit\u00e1rias ou for\u00e7ando-as a lutas constantes para que  sobrevivam. Atentemos para a coloca\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Lu\u00eds Jobim:<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\" class=\"MsoBodyText\" style=\"line-height: normal\"><em><span style=\"font-size: 8.0pt\">\u201cNo contexto discursivo em que<span>\u00a0 <\/span>se pretende legitimar uma nova ordem, talvez  seja o caso de colocar em quest\u00e3o qual \u00e9 o centro <span>\u00a0<\/span>desta nova ordem &#8211; em rela\u00e7\u00e3o ao qual<span>\u00a0 <\/span>se constitui a \u201cperiferia\u201d. Isto porque o discurso da globaliza\u00e7\u00e3o  freq\u00fcentemente apresenta<span> <\/span><span>\u00a0<\/span>pretens\u00f5es ao absoluto, ao  ilimitado, irrestrito e universal.\u201d (JOBIM, 2002: 35).<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.45pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">O conceito de centro e periferia est\u00e1 preso \u00e0 quest\u00e3o  espacial, e a globaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno predominantemente espacial. Deste  modo, partindo da invas\u00e3o e superposi\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os, tudo e todos se voltam  para a mesma dire\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">A globaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o sol em torno do qual tudo e todos  devem gravitar, depender da sua luz e do seu calor, ent\u00e3o, ao inv\u00e9s de todo  mundo se<span>\u00a0 <\/span>iluminar com os saberes e  fazeres alheios, com outros modos de ter e de ser, tudo torna-se pastosamente  igual e, pelas leves ondas tecnol\u00f3gicas da comunica\u00e7\u00e3o global, a cultura dominante  se esparrama, invade praias alheias, invade o espa\u00e7o alheio, e de acordo com os  interesses, particularmente os econ\u00f4micos, esta pode modificar ou mesmo  eliminar outras culturas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.45pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">Como os indiv\u00edduos, as culturas tamb\u00e9m vivem em tempos  e em espa\u00e7os diversos e historicamente diferenciados, Novalis diz que \u201c<em>tempo \u00e9 espa\u00e7o interior, espa\u00e7o \u00e9 tempo  exterior\u201d<\/em>, logo, percebe-se que tempo e espa\u00e7o deveriam estar<span>\u00a0 <\/span>sempre e indubitavelmente entrela\u00e7ados.  Por\u00e9m, a sedutora globaliza\u00e7\u00e3o<span>\u00a0 <\/span>aparece  como elemento desagregador desta dupla din\u00e2mica, ao privilegiar o espa\u00e7o e  diluir<span>\u00a0 <\/span>o tempo em muitos tempos a um s\u00f3  tempo. E \u00e9 atrav\u00e9s do espa\u00e7o dissolvido, uniformizado, artificializado e  desterritorializado<span>\u00a0 <\/span>que a globaliza\u00e7\u00e3o  propaga seus aspectos positivos e \u201canula\u201d os aspectos negativos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">Guy Debord faz a seguinte afirma\u00e7\u00e3o: <em>\u201cToda a vida das sociedades nas quais reinam  as modernas condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o se apresenta como uma imensa acumula\u00e7\u00e3o de  espet\u00e1culos. Tudo o que era vivido diretamente tornou-se representa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em>.  (DEBORD, 1997: 13). Ao assegurar que a vida real \u00e9 vivida atrav\u00e9s da imagem e  do ilus\u00f3rio \u2013 ampliado, multiplicado, reproduzido, cuidadosamente pela m\u00eddia \u2013  o pensador nos apresenta uma sociedade simplificada, apontando para o nosso  papel \u00fanico de espectadores constantemente expectados, controlados pelos olhos  da m\u00eddia globalizada, que tamb\u00e9m controla nossos olhares, deste modo,  manipulados por titereteiros h\u00e1beis, seguimos arrastando nossas correntes  espetacularmente leves, adorando o deus maior da nossa \u201cdemocracia social\u201d, na  qual o espet\u00e1culo globalizado \u00e9 tudo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">\u00c9 no espet\u00e1culo \u201cmitologizado, mitificado,  ritualizado\u201d, no sensacional e no simulacro que a sociedade se contempla e se  completa, e o global engole f\u00e1cil a sua presa local. \u00c9 para ele &#8211; <em>o espet\u00e1culo<\/em> &#8211; que o olhar do sujeito  desamparado se volta \u00e0 procura de qualquer marca que lhe ofere\u00e7a algum sinal de  pertencimento, de identifica\u00e7\u00e3o. A m\u00eddia faz o espet\u00e1culo e a busca do  indiv\u00edduo no coletivo consagra-se pela completude totalizante das imagens.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">O espet\u00e1culo substitui a realidade; a imagem \u00e9  verificada \u00e0 sombra de uma<span>\u00a0 <\/span>realidade da  qual \u201ctodos participam\u201d. Todo momento \u00e9 coletivo, plural,<span>\u00a0 <\/span>assim as rela\u00e7\u00f5es humanas transformam- se em  imagens espetaculares, onde tudo \u00e9 perfeito, tudo \u00e9 espetacularmente global.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">No mundo espacialmente globalizado, todos os espa\u00e7os  s\u00e3o preenchidos e o que est\u00e1 em falta \u00e9 o espa\u00e7o vazio. Um excesso de  preenchimentos do ambiente social, coloca-nos extremamente vulner\u00e1veis \u00e0  sedu\u00e7\u00e3o dos objetos (o consumo de tudo) e ao seu intermin\u00e1vel processo de  substitui\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">Pelo mundo da mercadoria, atrav\u00e9s do espet\u00e1culo  global, o homem contempla, idealiza, sonha, vivencia uma realidade que parece  real; uma realidade forjada pelos \u201cdonos da comunica\u00e7\u00e3o\u201d que fazem nascer os  mitos modernos: deuses e deusas da beleza, do esporte, da arte, da alimenta\u00e7\u00e3o,  do vestu\u00e1rio, das academias (f\u00edsiculturistas ou intelectuais), da literatura,  da pr\u00f3pria comunica\u00e7\u00e3o, todos canonizados, todos glorificados em nome do tudo  chamado globaliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">O tudo multiplica o todo e passamos a ser rob\u00f4s  felizes e uniformizados, tudo \u00e9 previs\u00edvel, tudo \u00e9 determinado,  computadorizado, tudo nos leva \u00e0 sujei\u00e7\u00e3o (in)vis\u00edvel do espet\u00e1culo da  globaliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">Tudo passa a ser representa\u00e7\u00e3o (a este fen\u00f4meno os  Situacionistas chamam de espet\u00e1culo); cria-se o esvaziamento das expectativas  sociais e individuais ao mesmo tempo em que se criam expectativas \u201creais\u201d,  urgentes, criam-se necessidades por meio do espet\u00e1culo abstrato\/concreto que se  instaura no espa\u00e7o social global , destronando a pr\u00f3pria vida social e o mundo  real.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">A economia mercantil- espetacular promove a jun\u00e7\u00e3o da  produ\u00e7\u00e3o alienada e do consumo alienado, no momento em que se coloca  simbolicamente<span>\u00a0 <\/span>o maior produto \u00e0 venda  no mercado: a imagem (imagem \u00e9 tudo!?), desta forma, acreditamos na simula\u00e7\u00e3o <span>\u00a0<\/span>de que n\u00e3o existe hegemonia social, a partir  do momento<span>\u00a0 <\/span>que, pela constru\u00e7\u00e3o do  imagin\u00e1rio assimilado, o indiv\u00edduo submete-se a exig\u00eancias objetivas e alheias,  afastando-se de suas necessidades subjetivas, tornando-se um ser alienado.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">Segundo Eric Fromm, o homem leva uma vida alienada  quando <a title=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span>[1]<\/span><\/span><\/a><em>\u201cn\u00e3o se sente como centro do seu mundo, como  o criador de seus pr\u00f3prios atos \u2013 j\u00e1 que esses atos e suas conseq\u00fc\u00eancias se  tornaram os senhores a quem ele obedece ou mesmo cultua.\u201d <\/em>A globaliza\u00e7\u00e3o,  certamente, colocar\u00e1 esta defini\u00e7\u00e3o no calabou\u00e7o, pois para<span>\u00a0 <\/span>ela as emo\u00e7\u00f5es e percep\u00e7\u00f5es individuais  devem ser anuladas, desviadas, uma vez que a este indiv\u00edduo livre- prisioneiro  do seu espet\u00e1culo, fica vedada qualquer possibilidade de n\u00e3o se perceber como o  centro de (seu) mundo, embora o espa\u00e7o reservado a este indiv\u00edduo seja a  periferia. Deste jeito, ao anular-se a cultura local, anula-se o indiv\u00edduo que  passa a ser o nada, reverenciando o tudo globalizante.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">Assim, as culturas dominantes v\u00e3o-se interpondo nos  espa\u00e7os culturais como as ondas que beijam as areias de todas as praias, e  v\u00e3o-se estabelecendo, v\u00e3o ficando, v\u00e3o derrubando os castelos culturais<span>\u00a0 <\/span>seculares, pois, para a globaliza\u00e7\u00e3o, eles  s\u00e3o apenas castelos de areia. O mercado, derrubadas as fronteiras econ\u00f4micas e pol\u00edticas,  vende seus produtos universalizados, enquanto, atordoados, hipnotizados,<span>\u00a0 <\/span>nos rendemos \u00e0 nova onda<span>\u00a0 <\/span>ou nos revoltamos contra os espet\u00e1culos  promovidos pelas estruturas econ\u00f4micas e pelos poderes pol\u00edticos regidos por  uma \u201c<em>minoria pr\u00f3spera<\/em>\u201d<a title=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span>[2]<\/span><\/span><\/a>  que empunha seus controles remotos, trocando e misturando todos os canais,  deixando perdida e sem controle a <em>\u201cmultid\u00e3o  inquieta\u201d. <\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">Onde e como<span>\u00a0  <\/span>vivem a <em>minoria pr\u00f3spera<\/em> e a <em>multid\u00e3o inquieta<\/em>? No mesmo espa\u00e7o? No  mesmo tempo? Stuart Hall nos diz que \u201c<em>Todas  as identidades est\u00e3o localizadas no espa\u00e7o e no tempo simb\u00f3licos\u201d <\/em>(HALL,  1999: 71), mas, quando o espa\u00e7o \u00e9 invadido e o tempo dilu\u00eddo, como ficam as  refer\u00eancias simb\u00f3licas? Como nos situamos neste mundo onde tudo \u00e9 moldado por  meio de artif\u00edcios destas representa\u00e7\u00f5es? <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">S\u00e3o os modelos simb\u00f3licos ancorados no passado que  promovem a inquieta\u00e7\u00e3o e exp\u00f5em \u00e0 multid\u00e3o inquieta o duelo entre as imagens  culturalmente constru\u00eddas (passado) e as imagens habilmente forjadas  (presente), neste instante, aparece uma enorme fenda, o jogo da globaliza\u00e7\u00e3o  falha. \u00c9 quando a multid\u00e3o inquieta consegue perceber<span>\u00a0 <\/span>o modo como <em>o tudo <\/em>se  articula, como s\u00e3o feitas as \u201ctrocas\u201d(ou seriam as imposi\u00e7\u00f5es?) e em que lugar  a cultura \u00e9 colocada nesta nova\/velha plataforma, e, neste instante, a multid\u00e3o  inquieta tenta romper as barreiras, refazendo o entroncamento cultural. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">Ent\u00e3o, como se fosse um espelho face a outro espelho,  experi\u00eancias, sensibilidade, subjetividade<span>\u00a0  <\/span>transp\u00f5em-se em textos e prop\u00f5em<span>\u00a0  <\/span>a liberdade, a resist\u00eancia, a rebeldia, a capacidade de cria\u00e7\u00e3o e de  recria\u00e7\u00e3o, da inova\u00e7\u00e3o, da conclus\u00e3o e da (con)fus\u00e3o, tentando desconstruir o  mundo dos simulacros da globaliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><span style=\"font-size: 10.0pt\">(<strong>Trabalho apresentado &#8211; UFF- 2002<\/strong>)<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 35.4pt; line-height: normal\"><a title=\"FACETAS DIN\u00c2MICAS:  globaliza\u00e7\u00e3o e cultura\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/globalizacao_thumb_6_.jpg\"><img alt=\"FACETAS DIN\u00c2MICAS: globaliza\u00e7\u00e3o e cultura\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/globalizacao_thumb_6_.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<p id=\"ftn1\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoFootnoteText\"><a title=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"font-size: 8.0pt\"><span>[1]<\/span><\/span><\/span><\/a><span lang=\"EN-US\" style=\"font-size: 8.0pt\"> FROMM, Eric. The Sane Society, 1955, p.120<\/span><\/p>\n<p id=\"ftn2\">\u00a0<a title=\"_ftn2\" href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"font-size: 8.0pt\"><span>[2]<\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 8.0pt\"> <em>Noam Chomsky &#8211; <strong>A Minoria Pr\u00f3spera e a Multid\u00e3o Inquieta<\/strong>  \u2013 Entrevista a David Barsamian (Ed. UNB, Bras\u00edlia, 1993). Ressaltamos que os  coment\u00e1rios de Chomsky, neste momento, referem-se \u00e0s estruturas econ\u00f4micas e  pol\u00edticas do poder, por\u00e9m, aproveitamos suas id\u00e9ias, para reafirmarmos os  reflexos da globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, no campo cultural, onde a minoria  articulada comanda a multid\u00e3o inquieta.<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u00a0 1 \u00a0&#8211; \u00a0FACETAS DIN\u00c2MICAS:\u00a0 globaliza\u00e7\u00e3o e cultura \u00a0\u00a0[Parte I] &#8211;\u00a0\u00a0(Autoria: S\u00d4NIA MOURA) \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a01.1\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 &#8211; O TUDO \u2013 a globaliza\u00e7\u00e3o \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O fen\u00f4meno denominado globaliza\u00e7\u00e3o espraia-se no mundo contempor\u00e2neo, ora como ondas leves que v\u00eam-se banhar na areia de qualquer praia ou como ondas rebeldes de um maremoto ou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[6],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pmZuW-iW","jetpack-related-posts":[{"id":1179,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1179","url_meta":{"origin":1174,"position":0},"title":"FACETAS DIN\u00c2MICAS:  globaliza\u00e7\u00e3o e cultura   [Parte II]","date":"23 mar\u00e7o 2010","format":false,"excerpt":"\u00a0 \u00a0 1 \u00a0- \u00a0FACETAS DIN\u00c2MICAS:\u00a0 globaliza\u00e7\u00e3o e cultura \u00a0\u00a0[Parte II] \u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0(Autoria: S\u00d4NIA MOURA) \u00a0 1.2. O TODO\u00a0 - a cultura \u00a0 Se pensarmos a cultura como \u201cUm todo que guarda a base formadora de um grupo...\u201d (TAYLOR), ou se pensarmos como \u201cUm conjunto de sistemas simb\u00f3licos...\u201d (L\u00c9VI-STRAUSS),ou como\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":759,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=759","url_meta":{"origin":1174,"position":1},"title":"D\u00c1 AT\u00c9 SHOW","date":"29 maio 2009","format":false,"excerpt":"D\u00c1 AT\u00c9 SHOW por S\u00f4nia Moura Em tempos de globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e cultural, somos colocados frente a telas que nos d\u00e3o vis\u00f5es culturais multiplicadas e, ao mesmo tempo, unificadas, hist\u00f3rica, econ\u00f4mica e ideologicamente. Igual, tudo igual. Ser\u00e1 mesmo verdade? Ou haver\u00e1 marcas de um passado em que o que marcava\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":89,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=89","url_meta":{"origin":1174,"position":2},"title":"D\u00e1 at\u00e9 Show!","date":"18 dezembro 2007","format":false,"excerpt":"D\u00e1 at\u00e9 show! por S\u00d4NIA MOURA \u201c O mundo presente e ausente que o espet\u00e1culo faz ver \u00e9 o mundo da mercadoria dominando tudo o que \u00e9 vivido\u201d (Guy Debord) Em tempos de globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e cultural, somos colocados frente a telas que nos d\u00e3o vis\u00f5es culturais multiplicadas e, ao\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":160,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=160","url_meta":{"origin":1174,"position":3},"title":"BALAIO","date":"10 mar\u00e7o 2008","format":false,"excerpt":"No mesmo balaio,\u00a0isto\u00a0\u00e9, num balaio de gatos est\u00e3o: o joio e o trigo; o individual e o coletivo; o local e o global; a ci\u00eancia e a religi\u00e3o, que pecado! VALEI-NOS, DEUS! Vaticano divulga lista de novos pecados capitais [Assimina Vlahou] \u201cA manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, o uso de drogas, a desigualdade\u2026","rel":"","context":"Post similar","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":1366,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1366","url_meta":{"origin":1174,"position":4},"title":"SABER e PODER \u2013 I","date":"1 outubro 2010","format":false,"excerpt":"\u00a0 SABER e PODER -\u00a0I (por S\u00f4nia Moura) \u00a0 Com os recursos da ci\u00eancia e da tecnologia encurtam-se as dist\u00e2ncias, h\u00e1 trocas constantes de conhecimentos, de h\u00e1bitos culturais, de maneiras de pensar e de trabalhar. A globaliza\u00e7\u00e3o e a cultura da informa\u00e7\u00e3o aliam-se e exigem polival\u00eancia de atitudes, de conhecimentos,\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":786,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=786","url_meta":{"origin":1174,"position":5},"title":"QUEST\u00d5ES DE UMA HIST\u00d3RIA EXEMPLAR","date":"27 junho 2009","format":false,"excerpt":"QUEST\u00d5ES DE UMA HIST\u00d3RIA EXEMPLAR (Autoria: S\u00d4NIA MOURA) Toda cultura, vista aqui como intera\u00e7\u00e3o do meio e representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica deste, transparece por seus aspectos materiais e imateriais. A revela\u00e7\u00e3o de elementos e das manifesta\u00e7\u00f5es de um determinado grupo, apresentada por formas dessemelhantes de ver e viver o mundo, pode parecer\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ensaios&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]}],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1174"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1174"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1174\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1174"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1174"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1174"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}