{"id":1108,"date":"2010-01-13T15:44:33","date_gmt":"2010-01-13T19:44:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1108"},"modified":"2010-01-13T15:50:12","modified_gmt":"2010-01-13T19:50:12","slug":"contos-de-fadas-iii","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1108","title":{"rendered":"CONTOS DE FADAS III"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<a title=\"CONTOS DE FADAS\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/umaidiatodaazul.jpg\"><img alt=\"CONTOS DE FADAS\" src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/umaidiatodaazul.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-style: normal\">Contos de Fadas \u2013 III<span>\u00a0 <\/span>(Autoria: S\u00f4nia Moura)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: Tahoma\">\u00a0<\/span>Uma brev\u00edssima leitura de alguns contos de Marina Colasanti<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\">\u00a0<span style=\"font-family: Tahoma\">Marina  Colasanti nasceu em Asmara, 26 de setembro de 1937. \u00c9 uma escritora e  jornalista \u00edtalo-brasileira nascida na ent\u00e3o col\u00f4nia italiana da Eritr\u00e9ia.  Ainda crian\u00e7a sua fam\u00edlia voltou para a It\u00e1lia de onde emigram para o Brasil  com a eclos\u00e3o da Segunda Guerra Mundial.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\"><span style=\"color: #000000\">No Brasil estudou  Belas-Artes e trabalhou como jornalista, tendo ainda traduzido importantes  textos da literatura italiana. Como escritora premiada e consagrada, publicou  33 livros, entre contos, poesia, prosa, literatura infantil e infanto-juvenil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: Tahoma\">\u00a0<\/span><span style=\"color: #000000\">Destacamos das obras <em>A  Mo\u00e7a Tecel\u00e3 <\/em>e <em>Uma Ideia Toda Azul, <\/em>alguns contos, para fazermos uma  brev\u00edssima, mas prof\u00edcua leitura.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: Tahoma\">\u00a0<\/span>Os contos infantis ou infanto-juvenis escritos por Marina  Colasanti geralmente exploram abertamente os conflitos emocionais, coisa que os  Contos de Fadas tradicionais tamb\u00e9m o fazem, de uma maneira \u00edmpar, e nestes  contos, os conflitos s\u00e3o subprodutos da linha de \u201cimport\u00e2ncia anal\u00edtica  imediata\u201d, pois como se sabe, do ponto de vista da filosofia anal\u00edtica, o \u00fanico  fim a alcan\u00e7ar \u00e9 a supera\u00e7\u00e3o ou a elimina\u00e7\u00e3o do dolo ou da ilus\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\">Ao lermos o Conto de Fadas &#8211; <u>Branca de Neve<\/u> -, nos  comovemos com a bondade desta e a maldade de sua madrasta nos amedronta e causa  revolta, mas n\u00e3o percebemos imediatamente que este conflito (bem\/mal) nos  acompanha ao longo de nossas vidas.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\">J\u00e1 nos contos de Marina Colasanti, embora os elementos  m\u00e1gicos sejam retomados em suas ra\u00edzes e em suas origens, os maiores conflitos  experimentados pelo homem \u2013 o isolamento e a solid\u00e3o \u2013 acompanham as  personagens em todos os contos, refor\u00e7ando a id\u00e9ia da \u201cbusca de si mesmo\u201d.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\">Outro detalhe importante a ser destacado \u00e9 a aus\u00eancia de  di\u00e1logos, acentuando o fluxo da consci\u00eancia, e esta aus\u00eancia serve para  corroborar com a ideia da solid\u00e3o imposta ou \u201cescolhida\u201d, que vai atuar nos  contos de Marina Colasanti como provocadora do autoconhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: Tahoma\">Um  bom exemplo da dificuldade de o homem conviver com o isolamento e a solid\u00e3o,  pode ser visto neste Conto de Fadas moderno &#8211; <em>A Mo\u00e7a Tecel\u00e3<\/em> de Marina  Colassanti \u2013 nele a narradora nos mostra o di-a-dia de uma mo\u00e7a que tece tudo  que a imagina\u00e7\u00e3o pode tecer. Tece suas alegrias, tristezas, sonhos, fantasias,  realidades&#8230; <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\">Mas como \u00e9 muito dif\u00edcil a rela\u00e7\u00e3o entre o ser e a  solid\u00e3o, a mo\u00e7a tecel\u00e3 come\u00e7a a se sentir muito sozinha, embora tenha tudo o  que deseja, pois ela tece para si mesma, satisfazendo suas vontades, ent\u00e3o, a  mo\u00e7a tece um marido, mas este, logo a decepciona, pois tem planos bem  diferentes dos sonhos e desejos da mo\u00e7a solit\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\">A mo\u00e7a pensa, pensa e descobre que n\u00e3o est\u00e1 satisfeita e  resolve destecer o marido, voltando a ser sozinha e \u00e0 sua vidinha anterior, sem  ser infeliz, ou seja, encontrou-se a si mesma.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\">Em muitos contos, o papel conferido \u00e0 mulher serve para  destacar as esferas ligadas \u00e0 independ\u00eancia feminina, \u00e0 liberdade, ao poder da  escolha daquilo que a mulher deseja ser, destacando, assim, a mulher moderna,  independente e atuante. Para exemplificar, vamos destacar dois contos desta  autora: <em>Entre as Folhas Verdes e Sete Anos e mais Sete.<\/em><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\">Interessant\u00edssimo \u00e9 o poder conferido \u00e0 mulher, no que  diz respeito ao uso de sua sexualidade, este \u00e9 conseguido quando a mulher  enfrenta o jogo da repress\u00e3o, seja ela imposta pelo poder paterno ou pelo temor  de exercitar plenamente sua sensualidade, temor este nascido da censura moral \u2013  sua ou dos outros.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\">Assim \u00e9 que, nestas hist\u00f3rias, ao jogo da repress\u00e3o  op\u00f5e-se o jogo da independ\u00eancia e esta dualidade, instigada por s\u00edmbolos e  mitos, d\u00e1 aos contos de Marina Colasanti ares de antigo e de moderno.  Exemplificando com estes dois contos: <em>Por Duas Asas de Veludo e Um Espinho  de Marfim.<\/em><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\"><em>\u00a0<\/em>(Parte III &#8211; Trabalho apresentado em Semin\u00e1rio \u2013 UFF\/2002)<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/marina_colasanti18.jpg\" title=\"CONTOS DE FADAS\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/marina_colasanti18.jpg\" alt=\"CONTOS DE FADAS\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\"><u><br \/>\n<\/u><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Contos de Fadas \u2013 III\u00a0 (Autoria: S\u00f4nia Moura) \u00a0Uma brev\u00edssima leitura de alguns contos de Marina Colasanti \u00a0Marina Colasanti nasceu em Asmara, 26 de setembro de 1937. \u00c9 uma escritora e jornalista \u00edtalo-brasileira nascida na ent\u00e3o col\u00f4nia italiana da Eritr\u00e9ia. 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Creio que eles s\u00f3 amam nos Romances, nos Contos de Fadas ou nas novelas. -\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o \u00e9 bem assim... -\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ent\u00e3o, vamos l\u00e1, quantos homens j\u00e1 souberam te amar? -\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u2026","rel":"","context":"Em &quot;R\u00e1pidas&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":347,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=347","url_meta":{"origin":1108,"position":5},"title":"(M\u00e1)drasta!!???","date":"8 setembro 2008","format":false,"excerpt":"Madrasta de garotos esquartejados \u00e9 indiciada por homic\u00eddio Por Lu\u00edsa Brito - Do G1, em S\u00e3o Paulo\u00a0 Garotos foram mortos na sexta-feira (5) em Ribeir\u00e3o Pires, na Grande SP.\u00a0 A madrasta dos garotos asfixiados e esquartejados em Ribeir\u00e3o Pires, na Grande S\u00e3o Paulo, foi indiciada nesta segunda-feira (8) por homic\u00eddio\u2026","rel":"","context":"Post similar","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]}],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1108"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1108"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1108\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}