{"id":103,"date":"2008-01-09T12:10:16","date_gmt":"2008-01-09T16:10:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=103"},"modified":"2008-01-09T12:16:51","modified_gmt":"2008-01-09T16:16:51","slug":"duplos-cliques","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=103","title":{"rendered":"DUPLOS CLIQUES"},"content":{"rendered":"<h2><span><\/span><\/h2>\n<p CLASS=\"MsoBodyTextIndent\">Trabalho apresentado por<strong> S\u00f4nia Moura <\/strong>&#8211; Congresso &#8220;Sobre olhares&#8221; &#8211; UFF\/ agosto\/2006<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; line-height: 150%\"><!--[if !supportEmptyParas]--><img SRC=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/01\/olharjpg.jpeg\" ALT=\"OLHAR VISION\u00c1RIO\" \/><o:p><\/o:p><\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%\">Para muitos, o olhar do vision\u00e1rio pode-se apresentar de forma obscura no que diz respeito \u00e0 representa\u00e7\u00e3o da realidade, pois este olhar circula por um universo misterioso e herm\u00e9tico, que o olhar de outros nem sempre consegue desvendar.<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%\">Os diferentes aspectos destas vis\u00f5es em chamas v\u00e3o-se revelando ao vision\u00e1rio na medida em que este ser privilegiado n\u00e3o imp\u00f5e coordenadas ou ordem \u00e0quilo que \u00e9 olhado, fazendo com que o real estabelecido perca o equil\u00edbrio e permita o encanto de revela\u00e7\u00f5es significativas, assim como o fazem as linguagens po\u00e9ticas e prof\u00e9ticas, uma vez que entre o olhar e a palavra do vision\u00e1rio flui um \u00edntimo e consagrado di\u00e1logo.<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%\">Um n\u00famero ilimitado de experi\u00eancias, nascidas das realiza\u00e7\u00f5es de viv\u00eancias criadas por estes poetas ou profetas \u2013 recriadores de sonhos, de fantasias, do tempo e do espa\u00e7o \u2013 estas experi\u00eancias surgem na forma de representa\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, por exemplo, a representa\u00e7\u00e3o dos ritos e a consagra\u00e7\u00e3o do mito plantados num mundo nem sempre reconhecido por n\u00f3s, simples mortais, porque, verdadeiramente, este mundo reflete a imagem de muitas aus\u00eancias.<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%\">Quando se tenta abarcar a realidade em toda a sua plenitude, pode-se ficar condenado a uma esp\u00e9cie de solid\u00e3o. Aquele, a quem s\u00e3o permitidas as ilumina\u00e7\u00f5es, alcan\u00e7a uma transcend\u00eancia que o desviar\u00e1 de um destino terrestre e concreto, o que pode ser entendido como uma dif\u00edcil solid\u00e3o.<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%\">A primeira marca desta transcend\u00eancia est\u00e1 acoplada \u00e0 quest\u00e3o da temporalidade, que por sobrelevar muitos caminhos, transforma tamb\u00e9m a quest\u00e3o espacial e pela fus\u00e3o modificadora destes elementos, <em>a dif\u00edcil solid\u00e3o <\/em>converte-se na mais pura <em>liberdade.<\/em><\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%\">As revela\u00e7\u00f5es mostradas ao vision\u00e1rio, e por ele a outros desvendadas, colocam-no em nosso mundo com a roupagem de divindade, uma vez que, suas vis\u00f5es provocam um olhar afastado das vis\u00f5es convencionais, ent\u00e3o, a progressiva perda da realidade captada por este deus \u201cadorado e exclu\u00eddo\u201d enseja-nos pensar no n\u00e3o pensado.<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%\">A duplicidade pepassa toda a configura\u00e7\u00e3o do olhar vision\u00e1rio: o dito e o n\u00e3o dito, o vis\u00edvel e o invis\u00edvel, o come\u00e7o e o fim, o real e o imagin\u00e1rio, o poss\u00edvel e o imposs\u00edvel, o simples e o complexo, o deus e o diabo, o som e o sil\u00eancio, o coerente e o incoerente, o consciente e o inconsciente, o consistente e o inconsistente, o sagrado e o profano.<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%\">A partir da\u00ed, a presen\u00e7a do duplo, revelada pela palavra e pelo olhar dos vision\u00e1rios, projeta-se, por vezes, pela \u201cmetamorfose\u201d em um outro que falar\u00e1 pela boca do vision\u00e1rio, alargando os caminhos dos mist\u00e9rios, porque um deles, naquele momento estar\u00e1 fragmentado pela influ\u00eancia oculta da presen\u00e7a de um outro.<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%\">Deusas secretas, as palavras dos iluminados se apresentam na dicot\u00f4mica fronteira do mostrar-se a todos e revelar-se a poucos, lan\u00e7am-se no espa\u00e7o e d\u00e3o voz ao olhar. Por serem dotadas de uma magia infinda., esculpem, com tinta ou grafite, o que os olhos v\u00eaem, ou melhor, como os sentidos destes escolhidos percebem. Mostrando a tranq\u00fcilidade de um beija-flor e a agilidade de um felino. Estas palavras, inteiramente nuas, negam sentidos habituais, destronam significados, criam e recriam met\u00e1foras, substituem a no\u00e7\u00e3o de verdade pela no\u00e7\u00e3o de veross\u00edmil, trabalham o significante do signo, enfim, promovem a revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%\">Os \u201ciluminados\u201d incitam o imagin\u00e1rio por suas posturas ambivalentes, sob o efeito do momento sagrado, s\u00e3o eles verdadeiros artistas criam e recriam id\u00e9ias, palavras, imagens; os profetas conduzem seus rebanhos pela proposta de reformula\u00e7\u00e3o da ordem ou da desordem; os xam\u00e3s, os paj\u00e9s, os pais-de-santo e guias espirituais, invocam os poderes sobrenaturais para servirem de intermedi\u00e1rios entre estes e os seus.<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%\">Germe do mundo, c\u00edclica e adorada, a semente (matriz)ao metamorfosear-se em vegetal recebe todas as homenagens pela ocasi\u00e3o da colheita. No para\u00edso foi<span>  <\/span>atrav\u00e9s do fruto, produto do vegetal, que o pecado e o pecador se encontraram e conheceram a ira do Senhor. Alguns ritos profanos, num desdobramento fant\u00e1stico de novas \u201cleituras\u201d, transformam-se em ritos religiosos por ser imposs\u00edvel apagar a imagina\u00e7\u00e3o, assim tamb\u00e9m a express\u00e3o aut\u00eantica da vis\u00e3o vive das transfer\u00eancias que se estabelecem entre este e o outro plano.<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%\">Tendo como mediadora as diversas demonstra\u00e7\u00f5es culturais, o sagrado e o profano<span>  <\/span>unem (mesmo quando fingem se afastar) para ratificar os poderes concedidos aos vision\u00e1rios. Os mist\u00e9rios da f\u00e9, os c\u00e2nticos (religiosos ou profanos), os ritos, os mitos, os s\u00edmbolos e a sua perpetua\u00e7\u00e3o, mesmo quando sujeitos a toda gama de modifica\u00e7\u00f5es, colocam o homem em contato com o cosmog\u00e2nico, com o ovo \u2013g\u00eanese do mundo, com a realidade primordial, com a multiplicidade dos seres, com a imagem do mundo e com a sua pr\u00f3pria imagem ainda n\u00e3o desvendada.<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%\">O duplo barroco emoldura a defini\u00e7\u00e3o atribu\u00edda ao vision\u00e1rio, enquanto a est\u00e9tica simbolista desenha-lhe o olhar<span>  <\/span>e a arte surrealista confere-lhe a primazia de todas as manifesta\u00e7\u00f5es do subconsciente, das imagens e a faculdade de se expressarem livremente, deixando correr livre o pensamento na sua forma espont\u00e2nea e irracional.<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%\">Guardi\u00e3o da palavra e do olhar , assim como o tempo e o seu divino regresso, mensageiros da mem\u00f3ria do mundo, em suas<span> ilumina\u00e7\u00f5es<\/span>, o vision\u00e1rio tenta tirar o homem do seu isolamento e do sil\u00eancio de um bosque submerso, para que este possa ter o encontro inesperado e presenciar o di\u00e1logo entre a sanidade e a loucura.<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\" STYLE=\"text-align: justify; text-indent: 35.40pt; line-height: 150%\">Apoiados no olhar do vision\u00e1rio, somos levados<strong> <\/strong><span><\/span>\u00e0 presen\u00e7a dos deuses para que possamos participar da representa\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio e de<span>  <\/span>sua realidade fundamental: o encontro com os nossos segredos; como os que est\u00e3o contidos nos arqu\u00e9tipos ancestrais.<\/p>\n<p CLASS=\"MsoNormal\"><!--[if !supportEmptyParas]--><!--[endif]--><o:p><\/o:p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho apresentado por S\u00f4nia Moura &#8211; Congresso &#8220;Sobre olhares&#8221; &#8211; UFF\/ agosto\/2006 Para muitos, o olhar do vision\u00e1rio pode-se apresentar de forma obscura no que diz respeito \u00e0 representa\u00e7\u00e3o da realidade, pois este olhar circula por um universo misterioso e herm\u00e9tico, que o olhar de outros nem sempre consegue desvendar. 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