{"id":1007,"date":"2009-11-14T16:02:24","date_gmt":"2009-11-14T20:02:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1007"},"modified":"2016-03-07T13:00:27","modified_gmt":"2016-03-07T16:00:27","slug":"poemas-de-amor","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1007","title":{"rendered":"POEMAS DE AMOR"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<a title=\"poemas de amor\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/poemas-de-amor-castro-alves.jpg\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/poemas-de-amor-castro-alves.jpg\" alt=\"poemas de amor\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><strong>POEMAS DE AMOR\u00a0 <\/strong>(<em>um quase, quase ensaio<\/em>)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">(Autoria: <strong>S\u00d4NIA MOURA<\/strong>)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Em uma revista, que trata de assuntos relacionados \u00e0 L\u00edngua Portuguesa e Literatura Brasileira, leio um artigo, que se inicia assim: <em>\u201cExistem poemas de amor? Que classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 essa, de onde saiu?\/ Possivelmente da designa\u00e7\u00e3o \u201cpoesia l\u00edrico-amorosa&#8230;\u201d<strong>*<\/strong><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">Com todo o respeito ao qual faz jus o professor, autor do artigo, entendo que o professor n\u00e3o est\u00e1 escrevendo para leigos e, portanto, o seu discurso nos remete a quest\u00f5es teoricas, portanto, modesta\u00a0 e respeitosamente,\u00a0 permito-me discordar, em um ponto, do eminente professor, dizendo-lhe: <em>&#8211; Sim, professor, para os cora\u00e7\u00f5es apaixonados, existem poemas de amor.<\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Destitu\u00edda de qualquer t\u00edtulo e sem desprezar as quest\u00f5es acad\u00eamicas, apenas para compactuar com o menino Cupido, defendo a seguinte proposta, nadinha acad\u00eamica:<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0Existem poemas de amor, sim, existem poemas (ou versos) que falam de amor e estes s\u00e3o assim denominados pelo gosto popular, pelo impulso dos jovens e\/ou dos velhos cora\u00e7\u00f5es apaixonados, que transferem seus sentimentos para os versos a que o poeta, sofridamente e com muito trabalho, deu forma e conte\u00fado por meio de\u00a0 palavras, versos, estrofes, rimas, ritmo e (admitamos) sentimentos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, o ser apaixonado transforma em \u201cseus\u201d os versos de outro e, impossibilitado que est\u00e1 de pensar, refletir, discutir qualquer assunto, muito menos as quest\u00f5es acad\u00eamicas, (re)comp\u00f5e sua hist\u00f3ria de amor e o momento especial que est\u00e1 vivendo, por meio do que o senso comum, o pov\u00e3o (e qualquer um que estiver apaixonado) chama de <em>poema de amor<\/em>.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">Navegando no meio turbulento de palavras desconstruidas por met\u00e1foras, meton\u00edmias, hip\u00e9rboles e sinestesias, entre outras figuras, o apaixonado, ignorando teoricamente todos m\u00e9ritos destas figuras, valoriza-as, porque as sente, uma vez que, palavras falando de\u00a0 amor, s\u00e3o servidas ao leitor enamorado, numa bandeja de prata, e o amante as sente como a for\u00e7a maior que estrutura o \u201c<em>poema de amor<\/em>\u201d.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">Depois, este ser, flutuando nos ares da paix\u00e3o,\u00a0 saboreia os versos que falam de amor, toma-os como seus,\u00a0 al\u00e9m de, quem sabe, presente\u00e1-los a outrem.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Enredado pela paix\u00e3o, pelo amor e por n\u00e3o saber, por n\u00e3o querer e, principalmente,\u00a0 por n\u00e3o poder envolver-se com teorias sobre o fazer po\u00e9tico, devorado pelo desejo da fantasia, o apaixonado constroi uma realidade, onde s\u00f3 cabem dois seres e um belo poema de amor, ou dois, ou tr\u00eas ou mil poemas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Tudo vai depender do tempo de validade da paix\u00e3o, \u00e9 ela quem manda e mais ningu\u00e9m, mais nada, nem mesmo a melhor de todas as teorias.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 8.0pt;\">*LIMA, Roberto Sarmento.<em> L\u00edngua Portuguesa.<\/em>S\u00e3o Paulo: Escola Educacional \u2013 no. 20, 2009, pp. 34 a 39.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<a title=\"poemas de amor\" href=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/xx-poemas-de-amor-y-una-cancion-desesperada-pablo-neruda.JPG\"><img src=\"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/xx-poemas-de-amor-y-una-cancion-desesperada-pablo-neruda.JPG\" alt=\"poemas de amor\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 POEMAS DE AMOR\u00a0 (um quase, quase ensaio) (Autoria: S\u00d4NIA MOURA) Em uma revista, que trata de assuntos relacionados \u00e0 L\u00edngua Portuguesa e Literatura Brasileira, leio um artigo, que se inicia assim: \u201cExistem poemas de amor? Que classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 essa, de onde saiu?\/ Possivelmente da designa\u00e7\u00e3o \u201cpoesia l\u00edrico-amorosa&#8230;\u201d* Com todo o respeito ao qual faz [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false},"categories":[6],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pmZuW-gf","jetpack-related-posts":[{"id":2184,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=2184","url_meta":{"origin":1007,"position":0},"title":"N\u00c9CTAR DA ABUSADA POESIA","date":"28 setembro 2014","format":false,"excerpt":"N\u00c9CTAR DA ABUSADA POESIA {S\u00d4NIA MOURA} \u00a0 Meu poema nem sempre \u00e9 l\u00facido, Mas, quase sempre, \u00e9 louco \u00a0 Ele \u00e9 feito De palavras descabeladas De rimas trocadas De frases surradas De barro amassado De m\u00e1rmore lapidado De diamante em chama De horas suadas De encanto jogado no canto De\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.soniamoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/NECTAR-DO-TEU-AMOR-258x300.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":770,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=770","url_meta":{"origin":1007,"position":1},"title":"LENITIVO","date":"15 junho 2009","format":false,"excerpt":"\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0 LENITIVO (Autoria: S\u00f4nia Moura) Amei-te ontem e te amo agora Beijo teus l\u00e1bios- s\u00f3 em\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Poesias&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":1697,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1697","url_meta":{"origin":1007,"position":2},"title":"OP\u00c7\u00c3O","date":"5 dezembro 2011","format":false,"excerpt":"\u00a0 OP\u00c7\u00c3O (Autoria: S\u00f4nia Moura) Eu opto pelo come\u00e7o E nunca pelo fim Quando se trata de amor Mas opto pelo fim Nunca pelo come\u00e7o Quando se trata de dor (Da obra: POEMAS EM TR\u00c2NSITO de S\u00f4nia Moura)","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":739,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=739","url_meta":{"origin":1007,"position":3},"title":"FALA-ME DE AMOR","date":"12 maio 2009","format":false,"excerpt":"\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 FALA-ME DE AMOR (Autoria: S\u00f4nia Moura) Ao menos hoje Fala-me de amor Mesmo que mintas Fala-me\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Poesias&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":497,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=497","url_meta":{"origin":1007,"position":4},"title":"ORQU\u00cdDEA \u2013 POESIA","date":"27 novembro 2008","format":false,"excerpt":"\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 ORQU\u00cdDEA \u2013 POESIA (Autoria: S\u00d4NIA MOURA) Como uma donzela, misturando \u00e0 sua imagem lasc\u00edvia e inoc\u00eancia, com suas saias rodadas de formas e coloridos variados, a orqu\u00eddea se exibe em matas, em lares, em\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Mensagens&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":1781,"url":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/?p=1781","url_meta":{"origin":1007,"position":5},"title":"INFAUSTA ILHA","date":"30 abril 2012","format":false,"excerpt":"INFAUSTA ILHA (Autoria: S\u00f4nia Moura) Voc\u00ea n\u00e3o fala, mas ou\u00e7o a sua voz As palavras saltam do meio da saudade Elas s\u00e3o ecos desse louco cora\u00e7\u00e3o Que de seu amor \u00e9 dependente E vaga dias e noites entre o sono e a vig\u00edlia Agarrado ao salva-vidas da poesia, Nas p\u00e1ginas\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]}],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1007"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1007"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1007\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2383,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1007\/revisions\/2383"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1007"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1007"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.soniamoura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1007"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}